Para Educadores de Infância
Esse vídeo me encheu de alegria. Ritmo e harmonia. Michael Jackson teria orgulho dessas crianças. Eu tenho! Amo essa energia genuína de felicidade!(Radio Douro Nacional - Lamego - Facebook)
Aquela criança já deixou de existir — pelo menos fisicamente, pois ainda vive nas lembranças. Hoje, tu és um adolescente, uma pessoa independente que está se formando neste mundo tão desafiador e caótico. Mas, de cada fase, se Deus quiser, sairás vitorioso e tudo acontecerá no tempo certo; por mais difícil que seja, não percas a tua fé.
Para tanto, entre outras coisas, desejo que sejas sempre esperançoso e prestes muita atenção em todas as bênçãos. Trata a gratidão a Deus como indispensável: Ele será a tua fortaleza, dará ânimo quando estiveres cansado e sabedoria diante das incertezas. Afasta-te daqueles que não te fazem bem ou que não querem o teu bem de fato.
Cometerás muitos erros; isso é inevitável e faz parte do preço do aprendizado. Ninguém é perfeito, todavia, busca acertar o máximo que puderes. Tudo bem se falhares; usa a falha para aprender, de modo que não venhas a perder os teus valores e princípios. Só permanecerá contigo quem realmente estiver ao teu lado, tanto no sofrimento quanto no regozijo.
Sinceramente, não quero que te sintas pressionado. Aproveita esta fase que está apenas começando da melhor forma possível: com sabedoria, responsabilidade e sem pressa. Não te esqueças do temor a Deus e de que não estás sozinho. Nos teus caminhos, também aparecerão pessoas incríveis que farão uma baita diferença nos teus dias. Por fim, não olhes somente para a superfície: lê nas entrelinhas e vive tudo o que Deus permitir.
"Educar um filho não é prendê-lo dentro de casa como se ele vivesse dentro de um convento. Aprenda a deixar a criança ser criança, o adolescente ser adolescente e deixe o adulto tomar decisões e ter atitudes de adulto."
"Reflexões". Resende, 07 de Janeiro de 2016.
VIDA DE CRIANÇA
Vida de criança
É pular brincar sorrir
Ir pra escola todo dia
Pro futuro garantir
Criança inteligente
Sabe as coisas dividir
Pois tem hora de estudar
E hora de se divertir
O papai e mamãe
Só precisam ajudar
A fazer dever de casa
Pra depois se esbaldar
Na piscina ou pula-pula,
Bicicleta ou futebol.
Depois do dever de casa
Você escolhe o melhor.
Pra Benício e Giovanna.
Até o último dia do ano chorarei.
Chorarei tanto quanto uma criança perde seu brinquedo favorito.
Chorarei aos montes como um adolescente que tem seu coração partido pela primeira vez.
Me debulharia em lágrimas como um adulto que percebe o quão o mundo é injusto.
Soluçarei como um idoso que já teve que dar adeus a pessoas que amou.
Chorarei, até o fim pois, quem sente com tanta intensidade a alma já dói, grita.
Até quando minha extrema intensidade vai me afundar?
Será que um dia conseguirei ao menos chegar na superfície mas não ser superficial?
Eu quero subir, quero tirar minhas âncoras, porém, se elas se forem, o que sobrará de mim?
" O desencanto não destrói o espírito. Ele o educa.
A psicologia profunda descreve esse momento como um estágio inevitável do desenvolvimento interior. "
"O espírito educado não se orgulha do que sabe. Ele se maravilha diante do que ainda precisa compreender."
ENTRE PAIS E FILHOS.
EVOLUÇÃO E RESPONSABILIDADE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS À LUZ DA CONSCIÊNCIA ESPÍRITA.
A travessia histórica que experimentamos caracteriza-se por acentuado progresso técnico e simultânea instabilidade moral. A inteligência humana amplia suas conquistas científicas, mas o discernimento ético nem sempre acompanha tal expansão. Essa assimetria produz um fenômeno recorrente nas sociedades de transição. A ilusão de que liberdade exterior equivale automaticamente a maturidade interior.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec em 1857, estabelece distinção rigorosa entre progresso intelectual e progresso moral. Em "O Livro dos Espíritos", questão 780, afirma-se que o progresso moral acompanha o intelectual, mas nem sempre o segue de imediato. Há descompassos. Há atrasos da consciência. A ampliação de direitos civis e a multiplicação de recursos tecnológicos não garantem, por si, elevação ética.
Nesse cenário, a missão dos pais adquire relevo singular. Segundo a questão 582 da mesma obra, a paternidade e a maternidade constituem verdadeira missão. Missão não no sentido místico superficial, mas no sentido ético de incumbência deliberada. Educar um filho é participar do processo evolutivo de um Espírito que retorna à experiência corpórea com necessidades específicas de aprendizado.
A reencarnação, fundamento pedagógico da lei de causa e efeito, indica que cada criança traz consigo tendências, inclinações e desafios anteriores. Não se trata de determinismo, mas de predisposições que requerem orientação consciente. Pais e mães não recebem páginas em branco, mas consciências em elaboração. A tarefa educativa consiste em favorecer a retificação de inclinações inferiores e o florescimento das virtudes latentes.
Sob perspectiva psicológica, tal compreensão encontra paralelo nas teorias do desenvolvimento moral. A criança nasce com disposições temperamentais, porém a estrutura ética consolida-se pela interação com figuras parentais. O lar é o primeiro espaço de internalização de normas, de construção de autocontrole e de aprendizagem empática. A ausência de limites claros compromete a formação da segurança psíquica. Permissividade não é sinônimo de respeito. É frequentemente abdicação da responsabilidade formativa.
A mãe, historicamente associada ao cuidado primordial, exerce função estruturante na formação do apego seguro. Estudos da psicologia do desenvolvimento demonstram que vínculos estáveis favorecem a regulação emocional e a capacidade de confiar. Contudo, reduzir a maternidade a sentimentalismo seria empobrecer sua grandeza. A mãe educa também pela firmeza serena, pela coerência moral, pela presença vigilante que orienta sem humilhar.
O pai, por sua vez, não pode ser compreendido apenas como provedor material. Sua atuação consistente contribui para a consolidação do senso de responsabilidade e para a interiorização da autoridade legítima. A figura paterna simboliza referência normativa. Quando equilibrada, favorece a autonomia responsável. Quando ausente ou incoerente, pode gerar fragilidade na estrutura identitária.
Na perspectiva espírita, educar é cooperar com o aperfeiçoamento de um ser destinado à continuidade da existência além da matéria. Essa concepção amplia a gravidade de cada gesto cotidiano. Palavras impensadas, omissões reiteradas, exemplos contraditórios produzem marcas profundas. A educação não ocorre apenas nos grandes discursos, mas nos hábitos diários, na forma como os pais lidam com frustrações, conflitos e deveres.
A autoridade genuína fundamenta-se no exemplo. A tradição moral sempre reconheceu que o caráter se transmite mais por convivência do que por instrução verbal. Pais que exigem honestidade, mas praticam duplicidade, comprometem a credibilidade da própria orientação. A coerência entre discurso e conduta constitui o eixo da pedagogia doméstica.
Importa igualmente compreender que responsabilidade não significa controle absoluto. O excesso de vigilância pode sufocar a individualidade em formação. Educar é equilibrar afeto e disciplina. É permitir experiências graduais de autonomia, mantendo diretrizes firmes. A liberdade saudável é aquela que se exerce dentro de referenciais éticos estáveis.
A época contemporânea desafia a família com estímulos constantes, relativização de valores e cultura de imediatismo. Nesse ambiente, a missão parental torna-se ainda mais exigente. Exige presença qualitativa. Exige diálogo fundamentado. Exige consciência de que cada geração transmite à seguinte não apenas patrimônio material, mas herança moral.
A evolução coletiva principia no núcleo familiar. Reformas sociais autênticas emergem de consciências bem formadas. O lar antecede a escola e o Estado na construção do caráter. Quando mães e pais assumem a educação como dever sagrado e racional, contribuem para a edificação de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Educar, sob a ótica espírita, é também caminho de autotransformação. Ao orientar um filho, o adulto confronta suas próprias imperfeições. Aprende paciência. Desenvolve empatia. Exercita renúncia. A parentalidade converte-se, assim, em instrumento de progresso mútuo.
Liberdade verdadeira é aquela que se harmoniza com responsabilidade. Evolução autêntica é a que integra conhecimento e virtude. Mães e pais que compreendem essa distinção tornam-se artífices silenciosos do futuro moral da humanidade. No recolhimento do lar, longe dos aplausos públicos, forjam-se consciências capazes de renovar o mundo.
Educar é plantar no presente a dignidade que florescerá nas gerações futuras, e cada gesto consciente no interior da família é semente de um amanhã mais lúcido e mais nobre.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Bom dia! Jesus nos abençoe a todos.
“Tu dizes que sou criança, criança bem sei que sou! Porém lembrarás com saudades, da criança, que tanto um dia te amou”...
(Zildo De Oliveira Barros)
A verdadeira função da educação é desenvolver as habilidades necessárias à participação do homem na sociedade.
A educação precisa ultrapassar os muros da formalidade. Muitos educadores sequer sabem que existem outros moldes educacionais, outros conceitos pedagógicos escolares, que não os tradicionais.
Seja como uma criança: tenha um espírito aventureiro, não pense demais em coisas desnecessárias e algumas vezes, aja impulsivamente no seu mundo imaginário. O ser humano precisa aprender a viver livremente para ser feliz.
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