Palavra Sábia

Cerca de 103945 frases e pensamentos: Palavra Sábia

O valor de uma mão estendida é ignorado por quem só sabe apontar o dedo.

​Se você pode ajudar, ajude; a opinião dos omissos não conta.

Muitas vezes você manda eu viver a minha vida, mas você não sabe, que a minha vida é viver ao seu lado.

Na vida existem três coisas aprender, saber e viver.
Eu aprendi tudo que eu sei hoje.
Eu descobri tudo que eu precisa descobrir, para ser quem eu sou hoje.
Eu vivo com toda a sabedoria, com tudo que aprendi eu descobri que na vida, temos que viver e ser feliz.
Não importa onde ou com quem, viver e ser feliz não faz mal a ninguém.

Inspiração para as mulheres
Saber ser importante onde estiver
Aprender conquistar seu espaço
Batalhar e nunca desistir
Em quanto seu coração bater
Lembre-se você não é qualquer uma
A sua vitória vem com suas batalhas

Uma das melhores coisas que a maturidade me presenteou foi saber relevar, deixar para lá, não revidar. A opinião dos outros não muda o que eu sou.

Quer saber a qualidade do teu perfume? Espere um invejoso elogiar!

Não confronte quem nunca ergueu nada além de opiniões herdadas. Quem vive de repetir trilhas alheias não entende o peso de abrir caminhos. E jamais se explique a quem não edifica, mentes que não constroem também não sustentam grandezas.

Não é a angústia que você não sabe lidar; é com sua própria paz, com sua própria alegria, com seu próprio amor; está apenas reprimindo quem você é; aceite-se.

Não adianta usar frases de sabedoria se o comportamento diário é guiado pela mentira e pelo interesse próprio.

UMA PORTA

uma porta
aberta
ou fechada
é uma porta
não sabe de nada
de pessoa viva
ou de pessoa morta
uma porta calada
fechada pro mundo
segredos ocultos
de vidas passadas
pegadas nas sombras
não revela o futuro
dos rastros do homem
que por ela passou
a porta de bronze
de ouro ou de prata
sisuda, não fala
que o tempo acabou.
a porta, entreaberta
de longe nos acena
uma fresta de luz
de sol ou de lua
mas o povo na rua
a porta esqueceu.

Evan do Carmo - 06/09/2017

⁠QUEDA

Momento para se contemplar o alto
Saber que todos podem cair
Contudo, na queda temos duas possibilidades
Continuar no chão ou levantar e Seguir em frente

ELA FINGIA

Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar

o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.

Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.

Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.

Gosto Amargo

Sabendo que eras veneno,
ainda assim bebi.
Gole por gole,
como quem tem sede de infinito.

Era amargo —
mas eu disse a mim mesmo
que era amor.

Afundei-me nesse sabor fugaz,
ardendo na língua,
queimando por dentro,
e mesmo assim
não larguei o copo.

Tinha tanta sede
que me afoguei em ti.

Inocente fui,
ao acreditar que era eterno
o brilho do teu sorriso —
sorriso que, pouco a pouco,
devastou o que havia em mim.

Hoje restam
solidão e dor,
filhas de uma tragédia veloz,
sem aviso,
sem direção.

Caminho agora
entre ruínas,
recolhendo pedaços
de um eu que já não existe.

E o que sobrou de mim
não sonha,
não espera,
não ama —

apenas respira
no silêncio pesado
de quem aprendeu
que o veneno
às vezes
tem gosto de eternidade.

Seja o que for, seja você mesmo, com sabedoria! Boa tarde!

Enraizados na terra,
sabemos quem somos,
da onde todos viemos,
no final sempre ficamos,
e não nos impressionamos
com quem usa da ideia
de estar acima de nós.


Uns são aquilo o quê
deixaram para trás,
São sempre eles que
provocam apagamento
para ter como aliado
o nosso esquecimento.


O quê se comunica
nem sempre na vida
é tão profundo assim
ou é um Cajá-mirim
cheio de frutos doces.


Não se aceita a opção
que na foz é arriscada,
porque do dia para a noite
nunca cria ou se faz nada.


Por isso é importante
lembrar o quê se passou,
e o quê se conquistou.

Expertise de quem sabe
os caminhos da sedução
trancada com porta de veludo
e correndo nua no coração.


O apelo das Guabirobas
sobre a mesa e a diversão
com o deslumbramento
pelo nosso envolvimento.


O prazer de caber dentro
com o êxito do inefável prazer
de fazer o ritual acontecer
com o desvario de nada reter.


Êxtase e calidez em pulsão
em estuo completo em efusão,
não há mais o mundo lá fora,
e agora só existe o amor e a paixão.

Sem vê-lo pressinto
que se casou por dentro
comigo sem saber,
Dezembro é tempo
de Faveiro florescido
e de viver convicto
o seu amor junto comigo,
por tudo aquilo que
ainda não fomos, somos
e seremos até o infinito.

Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.