Palavra Alma

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Fé é continuar a plantar mesmo com frio na alma, dedos entorpecidos e céu fechado.

A alma resiliente aprende os ritmos da queda e da ascensão: quando ceder, quando puxar.

Olho as estrelas que tremem de amor e de esperança, e sei que a tua alma as espelha na escuridão.

Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.

Existem amores que não querem durar, apenas incendiar a alma, como uma ária final que explode antes do fim.

A dor não é um erro do caminho, mas o martelo da providência que molda a alma para o propósito eterno, ensinando a verdadeira sabedoria que não se compra com ouro, o sofrimento de hoje é a escola que capacita o líder de amanhã, e o coração quebrantado é o único altar onde o Divino aceita a oferta de louvor, transformando a cinza em coroa de glória.

O toque mais profundo é o que a alma dá, e não a mão, é a conexão que dispensa a presença física para ser sentida.

Minha alma cansou de avisos ignorados, hoje falo menos e observo mais, a verdade aparece sozinha, para quem sabe ver, eu sei.

O sorriso é o cartão de visitas da alma que se recusa a ser infeliz.

O que eu temia era a nitidez com que percebia cada tremor de alma, o que me apavorava era, que a consciência, lúcida em demasia, como lâmina, me pudesse rasgar o pensamento.

Apenas o sonho, o orvalho da alma, divulga sermos gente de idade experimental.

Com a devida vénia aos terapeutas da alma, teria sido sempre o meu próprio capitão em mar alto.

Quando o coração se expressa, esculpe-se sempre algo de sacro, e, desse modo, toca-nos a alma, independentemente de outras razões inválidas para a Arte.

Talvez eu também pudesse renascer após o crepúsculo da minha alma.

⁠É necessária total reclusão para conseguir purificar a alma.

⁠Não me incomodo com os que fingem bondade ou maldade, os que me inquietam a alma são os que tentam fingir alegria.⁠

⁠Enquanto o sistema se esforça para dar alma às máquinas, os humanos perdem as suas.

Talvez não haja golpe mais cruel que confiar a alma ao diabo para “salvar” o país e vê-lo tentando vendê-lo para se salvar.

⁠⁠Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.


Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.


A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.


Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.


Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.


Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.


Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.


É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.


E Ele sabe disso.


Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.


Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.


Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.


Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.


Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.


Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.


Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.


São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.


Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.


Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.


Tem dias que a gente precisa esperar nossa alma reencontrar o corpo.


Há dias em que seguimos funcionando por inércia, enquanto algo essencial em nós ficou para trás.


O corpo cumpre agendas, responde a estímulos, atravessa compromissos; a alma, porém, ainda caminha devagar, tentando compreender o peso do que sentiu, do que perdeu ou do que ainda não conseguiu dizer.


Nesses dias, é preciso muita paciência.


Não como quem desiste, mas como quem respeita o próprio tic-tac interno.


Esperar a alma encontrar o corpo é aceitar que nem toda ausência é fraqueza e que nem todo silêncio é vazio — às vezes é só recomposição.


Quando enfim se reencontram, não há alarde.


O passo volta a fazer sentido, o olhar se assenta no presente, e o respirar deixa de ser apenas um reflexo.


Até lá, caminhar mais lento também é uma forma de cuidado.


Porque viver não é apenas estar de pé; é estar inteiro.


Há dias em que o corpo deita e a alma dorme de joelhos.