Pai Nao Entende nada

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Não estou quebrado, estou apenas saturado: excesso de ontem, excesso de nós e excesso de mim mesmo.

Atravessando o rio gélido de um destino não tão bonito, em uma velha jangada, anunciando sua trajetória lenta, pesada, tocando um sino enferrujado, com seu som abafado, como se estivesse submerso, sendo afogado, feita de almas atormentadas, cheias de dor, pelo fundo pedregoso, margens lamassentas e ao horizonte, não existem margens, o rio não se finda e o céu, baixo e cinzento, curva-se como um teto prestes a ruir, comprimindo o ar nos pulmões já cansados, a corrente não conduz, apenas arrasta, e cada braçada é um adeus ao que ficou para trás, enquanto a jangada range, como se soubesse que não há porto, não há farol, não há terra firme, apenas o curso interminável dessa água fria que não acolhe, não absolve, não esquece. E assim sigo, não por esperança, mas por não haver retorno, deixando que o sino continue seu lamento mudo, até que o próprio som se dissolva na névoa, e eu me torne parte do rio que jamais termina.

Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.

Guardo um amor que perdeu o destinatário. Como não teve onde pousar, virou peso, virou verso e, por fim, virou parte de mim.

Nas madrugadas, as máscaras descansam. Sou apenas eu, meu cansaço e a verdade crua que o dia não suportaria ver.

Amo o sol

Eu me sinto amada pelo sol,
Mas não me queimo
O sol me aquece e me conforta de bem longe,
Poderia ser uma tortura amar o sol assim de tão longe,
Mas sinto o sol cm quem sente, sendo mais forte do que tudo o que existe no mundo inteiro.
Eu amo o sol e ele tbm me ama.
Eu sinto o sol com minha pele, sinto com minha alma e todo o meu ser,
Eu quero o sol presente em mim não apenas durante o dia,
Quero durante as noites e em todas as tempestades da vida.
Eu quero cuidar do sol, mas cm poderia?
Me sinto pequena em comparação a tanto amor,
que o sol faz transbordar em mim refletindo na minha vida.
Eu vou cuidar do sol com todas as forças que esse amor me faz sentir,
É lindo isso aqui
sentir-se tão forte e tbm tão sem forças fisicamente,
mas dentro de mim?
tudo ser diferente.
É um amor tão grande e sem fim
com uma força maior do que tudo o que existe dentro e fora de mim.
Eu amo o sol mas não poderia
Mas esse amor atravessa
todos os obstáculos da vida.
O sol me ama msm sem garantias,
E eu o recebo com o coração cheio de alegria
Eu quero ser maior, igual o tamanho desse amor
pra curar cada dor e feridas,
pra poder cuidar dele e achar as respostas
quando sentir não ter saídas.

Quero ser mais paciente pra provar esse amor,
E msm que não possa ser plenamente vivido,
assim cm eu sei que o sol existe e as estrelas a noite
Ela sendo meu sol de dia e eu a amando mil estrelas, mil milhões à noite.

Se existe é real, e sendo real é tangível e irrefutável: As forças por trás de cada pensamento da gente uma na outra.
O desejo de querer o bem uma pra outra e a felicidade uma da outra acima de qualquer coisa.

SEGUE FIRME ADIANTE. JESUS É A FORTALEZA.
Há momentos em que a alma se encontra cansada não por falta de fé mas por excesso de luta. O coração segue acreditando enquanto o corpo e a mente pedem repouso. É exatamente nesse ponto que a tradição mais antiga do espírito humano nos ensina a permanecer. Não avançar por impulso mas sustentar-se por confiança. Seguir firme adiante não é negar a dor. É atravessá-la com sentido.
Jesus Cristo não se apresenta na história como um escudo que impede a batalha mas como uma fortaleza onde o espírito se recompõe. Fortaleza não é fuga. Fortaleza é permanência. É o lugar interior onde a consciência se aquieta mesmo quando o mundo ruge. Quem se abriga nessa fortaleza aprende que a coragem verdadeira não grita. Ela permanece.
Há um consolo profundo em compreender que a fé não exige perfeição emocional. O Cristo nunca pediu invulnerabilidade. Pediu fidelidade. Fidelidade ao bem. Fidelidade à esperança. Fidelidade ao amor mesmo quando tudo parece contrário. A lucidez espiritual nasce quando se aceita que o cansaço faz parte do caminho e que continuar apesar dele é um ato de maturidade moral.
Jesus como fortaleza significa compreender que há uma presença constante que não se altera conforme o humor do dia ou a instabilidade das circunstâncias. Quando a mente se fragmenta em preocupações o recolhimento interior restaura a unidade. Quando o medo tenta dominar a vontade a lembrança do Cristo devolve direção. Não se trata de emoção passageira mas de estrutura interior. Algo que sustenta. Algo que não cai.
Acolher-se em Jesus é permitir-se humano sem perder o eixo. É chorar sem desespero. É sofrer sem revolta. É caminhar sem pressa mas sem desistência. A fortaleza do Cristo não endurece o coração. Ela o fortalece para amar melhor mesmo ferido. Ensina que a mansidão não é fraqueza e que a perseverança silenciosa é uma das mais altas formas de fé.
Segue firme adiante aquele que compreende que nem todo dia será luminoso mas todo dia pode ser digno. Segue firme adiante quem transforma a oração em postura de vida. Segue firme adiante quem entende que a verdadeira vitória não é vencer o mundo mas permanecer íntegro dentro dele.
E assim mesmo cansado mesmo ferido mesmo em silêncio segue firme adiante porque Jesus é a fortaleza que não ruína e a esperança que jamais abandona quem decide permanecer.

Tem dias em que a gente é tempestade.

Não aquela que destrói por maldade,
mas a que carrega dentro de si o peso do céu inteiro.
Relâmpagos de pensamentos,
trovões de palavras não ditas,
chuvas que caem pelos olhos em silêncio.

Ser tempestade é não caber em calmarias rasas.
É sentir demais,
é transbordar.

Mas toda tempestade também limpa.
Arranca o que estava seco,
lava o que estava sufocado,
abre espaço para o que precisa florescer.

Se hoje você é tempestade,
não se envergonhe do barulho.

Às vezes, é preciso estremecer por dentro
para depois voltar a ser céu.

“Destino não é sorte. É decisão alinhada ao propósito.”

“Deus não tira você do lugar comum para perder estabilidade, mas para ganhar destino.”

Não uso a dor como tema, uso como tinta. É a partir dela que desenho os contornos do que ainda resta de mim.

Fiz da ausência um hábito, depois um vício e, por fim, meu próprio nome. Já não sei quem eu seria se o vazio me deixasse.

Sustento um pedido de socorro mudo e polido. Ele não grita para não incomodar a vizinhança, mas sua existência é um ruído ensurdecedor.

Há manhãs em que não desejo o fim, apenas uma pausa na consciência, um repouso de mim mesmo e do barulho da minha mente.

Meu silêncio não é deserto, é multidão, está lotado de tudo o que ninguém teve coragem de perguntar ou paciência de ouvir.

Escrevo porque a fala me trai. No papel, as palavras não tropeçam, elas me organizam, me protegem e me mantêm lúcido.

Não busco a estética da frase bonita, mas a crueza da palavra honesta, mesmo que ela me deixe exposto e sem defesas.

Minha integridade não é um ataque a ninguém, mas é o espelho onde muitos temem se enxergar.

A honestidade é a única luz que não busca iluminar o mundo. Mas que, por ser pura, acaba por denunciar as suas sombras.

Adaptar- se aos erros não é carregar o peso do que se foi, mas usar o impacto da queda para ganhar impulso no próximo salto. O passado deve ser seu instrutor, não seu carcereiro.