Pai Nao Entende nada

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Não se pode imaginar uma cor, fora das cores do espectro solar. Não se pode ouvir um som, fora da nossa escala auditiva. Não se pode pensar, fora das possibilidades da língua em que se pensa.

Você não pode subestimar o poder do medo.

Ao adotares uma resolução, considera os resultados e não as dificuldades.

Aquele que não tem um objetivo, raramente sente prazer em qualquer empreendimento.

O livro é igual ao samba: pode até agonizar, mas não morre.

Geraldo Carneiro

Nota: Trecho de uma entrevista feita em março de 2009, ao Toada.

Não penso que as ondas de rádio que descobri vão ter alguma aplicação prática.

Não regue suas ervas daninhas.

Amigos há de grande valia, que todavia não podem fazer-nos outro bem, senão impedindo pelo seu respeito que nos façam mal.

Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.

Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.

Não há inimigo desprezível, nem amigo totalmente inútil.

Os bons tremem quando os maus não temem.

A riqueza não acompanha por muito tempo os viciosos.

Sou um ser distinto para cada pessoa que me conhece. Sei-o, vejo-o. E nada me embaraça tanto como estar ao mesmo tempo com pessoas para quem sei que sou um tipo diferente.

Uma mulher de perdição
faz o homem tudo desejar
sem nada prometer...

Nada é para sempre, um dia tudo passa.

Dizer que meus dias estão contados nada significa! Assim foi sempre. E assim sempre será para todos nós. Mas a incerteza do lugar, da ocasião e do modo, incerteza que nos impede de ver distintamente esse fim para o qual avançamos inexoravelmente,...

Nada podem teus olhos doces,
como nada puderam as estrelas
que me abrasam os olhos e as faces.

Escureceu-me a vista o mal de amor
e na doce fonte do meu sonho
outra fonte tremida se reflecte.

Depois... Pergunta a Deus porque me deram
o que me deram e porque depois
conheci a solidão do céu e da terra.

Olha, minha juventude foi um puro
botão que ficou por rebentar e perde
a sua doçura de seiva e de sangue.

O sol que cai e cai eternamente
cansou-se de a beijar... E o outono.
Pai, nada podem teus olhos doces.

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei.

Quer pouco: terás tudo.
Quer nada: serás livre.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos.

Ricardo Reis
Odes de Ricardo Reis

Nota: Poema de Fernando Pessoa (heterônimo Ricardo Reis)

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É como um poço sem fundo.
Voltamos a sentir o apelo do nada,
a tentação de cair,
de nos rejuntarmos
a uma obscuridade que nos convoca.