Pai Nao Entende nada
Sentimento ressentido, conflito mal resolvido.
A lista de compras não se leva para a cama...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Não existe voto perdido. O que existe é confiança depositada alheia à própria vontade... Iluminação pública sem desligue, pois sempre alguém paga a conta...
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A verdade não tem forma, assim como a mentira não tem contorno. A verdade sem nome sempre encontra o mentiroso sem rosto, que ao se ausentar se torna reu confesso.
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Existe um ditado que diz: 'Todos os caminhos levam a Roma'... E eu com isso? Não sou obrigado a ir a Roma. Todos te levam onde quiser... Se sabe onde quer chegar.
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Quem é você?
Perguntas-me quem sou, e eu, que já não sei responder sem antes duvidar da pergunta, te ofereço o que tenho, uma consciência errante do âmago energético de Esú.
Errar, aqui, não é desvio, é método, é caminho. Sou falho em minha maravilhosa concepção de ser próximo ao perfeito, e é nessa distância que habito, pois o perfeito, se existisse, não precisaria de mim. Defendo a vida e a liberdade não por virtude, mas por
necessidade, quem já sentiu o peso do cárcere reconhece no outro o mesmo fardo. Não lhe digo, sobre jaulas ou grades, mas também...Nosso insondável Avatar! Meu coração é entusiasta de sempre renascer, não por otimismo, mas porque a existência, como o fênix, só se prova no fogo. Eu exerço um ofício antigo,, sou o médico da minha alma. Não aquele que cura, mas o que acompanha, pois a alma, como diria o filósofo, só se deixa tocar por quem não promete salvação.
Sou, portanto, o que sou, errante por escolha, falho por condição, defensor por memória, entusiasta por teimosia, médico por compaixão. E se isso soa como contradição, é porque a verdade, quando dita sem véus, nunca cabe inteira numa só palavra.
E tu? Quem és tu, que me perguntas, senão também um errante que busca, no espelho do outro, a resposta que ainda não ousou dar a si mesmo?
Quem sou eu...?
A justiça divina não conhece impunidade; ela age com perfeição para endireitar os caminhos do Brasil.
Toda tempestade tem um fim,
e quando ela passar,
você verá que carrega consigo não apenas a cicatriz,
mas a força de quem aprendeu a dançar na chuva.
"Não querem orar de jeito nenhum. Prefiram o caos, a intriga e a polêmica a ter um minuto de comunhão e intercessão."
"Um coração duro não ora porque tem medo de confrontar a própria bagunça; prefere o entorpecente dos prazeres rápidos a encarar a verdade que liberta."
"O coração duro não ora porque tem medo de se despir das próprias vaidades e encarar o espelho da vontade de Deus."
Há pessoas que continuam funcionando quando já não conseguem mais viver. O Prédio que Aprendeu a Escutar investiga esse paradoxo.
O Prédio que Aprendeu a Escutar revela que trabalhar até desaparecer não é necessariamente dedicação.
"Quando o altar é abandonado, o homem não fica neutro: ele troca a justiça pela iniquidade e o amor ao próximo pela prática da ruína."
"O silêncio nos joelhos costuma ser o primeiro passo para o barulho da destruição. Quem não ora a Deus, acaba servindo aos caprichos da corrupção."
"Quem não dobra os joelhos diante do Criador acaba curvando a cabeça para defender injustiças e patrocinar a própria destruição."
Os Moleques não têm outras ferramentas para debater com Homens, senão as guerras palavrosas.
Quando lhes faltam argumentos, fabricam acusações; quando lhes escasseia a grandeza, vestem-se de arrogância; quando a razão lhes abandona o espírito, fazem da língua uma espada e da ofensa um escudo.
Confundem o Barulho com a força, a insolência com a coragem e a última palavra com a vitória.
Ignoram, porém, que nem toda voz que se eleva carrega consigo alguma verdade, assim como nem todo silêncio é sinal de fraqueza.
Há uma diferença abissal entre aquele que fala para compreender e aquele que fala para vencer.
O primeiro procura a verdade, ainda que ela lhe custe o orgulho; o segundo procura apenas preservar o próprio ego, mesmo que, para isso, precise sacrificar a verdade no altar da vaidade.
Um debate com ideias; o outro, com feridas.
Um edifica pontes entre consciências; o outro ergue muralhas de palavras, acreditando que, por estar no alto delas, tornou-se maior do que aqueles que não lhe respondem.
Mas a maturidade ensina que nem toda provocação merece resposta, nem toda disputa merece presença, nem toda batalha precisa ser travada.
Existem guerras que se vencem pela inteligência, outras pela paciência e algumas, talvez as mais difíceis, pela decisão de não lutá-las.
Porque há uma sabedoria silenciosa em reconhecer que certas discussões não pretendem encontrar a verdade: pretendem apenas arrastar o adversário para o mesmo nível de pequenez no qual o provocador se sente confortável.
O Homem que conhece o peso da própria consciência não precisa transformar cada discordância em duelo, nem cada crítica em afronta.
Sua grandeza não reside na capacidade de humilhar, mas na liberdade de não precisar fazê-lo.
Ele compreende que a verdadeira força não está em dominar a voz alheia, mas em governar a própria; não em esmagar quem pensa diferente, mas em sustentar suas convicções sem se tornar prisioneiro delas.
Afinal, quem precisa diminuir o outro para parecer grande já revelou, sem perceber, a medida da própria pequenez.
Os Moleques guerreiam por palavras porque ainda acreditam que a grandeza se mede pelo estrondo que provocam.
Os Homens, quando amadurecem de verdade, descobrem que a grandeza se mede pela serenidade que preservam, pela dignidade que não negociam e pela consciência que não sacrificam em troca de aplausos passageiros.
Isso não significa que o silêncio seja sempre sabedoria, nem que toda resposta seja fraqueza.
Há momentos em que calar é consentir, sim, e outros em que falar é um dever.
A diferença está na intenção: o sábio fala para esclarecer, o justo fala para defender, mas o vaidoso fala para alimentar a própria imagem.
Não é a quantidade de palavras que revela a natureza de um homem, mas aquilo que ele pretende construir com elas.
E talvez seja essa a maior ironia da existência: enquanto alguns gastam a vida tentando provar que são maiores do que os outros, os verdadeiramente grandes ocupam-se em ser melhores do que foram ontem.
Porque o tempo, esse juiz que não se comove com discursos nem se deixa seduzir por aparências, acaba por separar o ruído da substância, a pose do caráter e a arrogância da verdadeira autoridade.
No fim, as palavras podem vencer uma discussão, mas somente as atitudes sustentam uma reputação.
A língua pode fabricar inimigos, conquistar plateias e produzir a ilusão de superioridade; entretanto, é o caráter que permanece quando o palco se esvazia, os aplausos cessam e já não há ninguém para testemunhar as nossas virtudes.
Que os Moleques continuem suas guerras palavrosas, se ainda precisam delas para reconhecer a própria existência.
Aos Homens, cabe uma tarefa mais difícil: não permitir que a pequenez alheia determine a dimensão da própria conduta.
Pois amadurecer é compreender que não precisamos vencer todas as discussões para preservar a nossa dignidade.
Às vezes, a maior demonstração de força consiste em responder com firmeza, retirar-se com elegância e seguir em frente sem carregar no peito o veneno de uma batalha inútil.
Afinal, há quem faça das palavras armas para ferir, e há quem faça do silêncio uma expressão de domínio próprio.
Entre uns e outros, a diferença não está na língua, mas na consciência; não está na idade, mas na estatura moral; não está em quem fala mais alto, mas em quem permanece inteiro quando a tempestade passa.
E quando o pó das disputas finalmente assenta, pouco importa quem gritou mais, quem insultou melhor ou quem pronunciou a última palavra.
Importa quem conservou a lucidez, quem não traiu os próprios princípios e quem compreendeu, a tempo, que nem toda guerra merece um guerreiro — sobretudo quando o preço da vitória é tornar-se semelhante ao adversário que se pretendia combater.
É desolador perceber como a empatia foi substituída pela indiferença, onde o caráter já não é apreciado e a humanidade parece ter desistido de cuidar de si mesma.
