Ouvido
Invisível, Silêncio da Alma
— ✍️ Purificação
Invisível… é o peso de falar e não ser ouvido.
De estar cercado por gente, mas se sentir sozinho dentro de um eco que só responde vazio.
Vivemos rodeados de vozes, mas quase ninguém escuta.
Todo mundo quer falar, explicar, vencer, impressionar — mas poucos querem entender.
A doença emocional nasceu dessa pressa em fingir que tá tudo bem.
Dessa obrigação de sorrir mesmo quando a alma grita.
E a cada “tô bem” forçado, mais alguém afunda devagar — calado, funcional, exausto.
Relações viraram arenas.
Homens tóxicos que confundem controle com amor.
Mulheres feridas que aprenderam a se defender atacando.
Casais que se destroem tentando provar quem ama mais.
Pais que cobram perfeição de filhos quebrados.
Filhos que gritam em silêncio, pedindo só um olhar de verdade.
A gente se perde tentando ser o que o outro espera.
E nessa troca desigual, a empatia morre sufocada entre notificações e promessas vazias.
É um mundo de vozes altas e almas baixas.
Todo mundo quer ser ouvido, mas ninguém quer ouvir.
É assim que nascem as doenças invisíveis — depressão, ansiedade, burnout.
Não são fraquezas, são sintomas de um tempo que adoece quem sente demais.
De um mundo que exige performance até da dor.
A invisibilidade emocional não é o fim da linha.
É o aviso.
É o corpo dizendo que já carregou demais.
É o coração pedindo pausa, presença, escuta.
Porque, no fim, o que cura não é remédio — é vínculo.
Ser visto, de verdade, é o primeiro passo pra voltar a existir.
E quem já foi invisível sabe: o olhar empático é milagre.
— ✍️ Purificação
[Verso]
Se eu falasse baixinho no seu ouvido
Você ouviria o meu coração partido
Sem medo sem dúvida sem hesitar
Aceitaria então me amar
[Verso 2]
Ao ver o meu pranto sincero escorrendo
Você choraria comigo sofrendo
Seguraria a minha mão sem soltar
Aceitaria me acompanhar
[Refrão]
Quero ser seu só se permitir
Aceitaria amar sem pressa de ir
Rir e chorar juntos na longa estrada
Me salvar quando a noite é calada
[Verso 3]
Essas perguntas ecoam no vento
Busco respostas em cada momento
Se eu te pedisse sem olhar para trás
Aceitaria pra sempre em paz
[Verso 4]
No caminho escuro sem direção
Você acenderia a luz no coração
Seguiria comigo sem esperar
Aceitaria o risco de amar
[Ponte]
Nos dias cinzas e nas noites claras
Aceitaria dançar sem parar
Faria da vida uma bela canção
Aceitaria render-se à paixão
Quem acredita em um princípio não abre mão dele.
De ouvido ao que Deus tem pra mim quando Espírito Santo estiver falando.
Fones no ouvido, silêncio absoluto no quarto, olho para o teto branco, as batidas do meu coração, o som da minha respiração e gritos internos.
Dou play no tocador, fecho os olhos, sinto meu coração se juntar a melodia. Tudo parece tão simples, tão fácil.
Escrevo e escrevo e nada faz sentido, nada nunca faz sentido, mas eu sei, ela também sabe.
Eu sinto saudades de 2015, sinto falta dela também, das conversas e de como tudo se mostrava tão leve.
Penso em muitas palavras das quais não posso pôr no papel, como parte disso, guardar num potinho que parece casa, enterrar a chave e mudar de bairro.
Passei na frente algumas vezes, gostava de olhar a imensa e linda árvore que tinha na frente da casa, colhia algumas rosas do jardim, bem, outras já estavam mortas, e eu nunca mais plantei nada, não podia, o que eu colheria? Espinhos.
Faz um tempo que não passo em frente aquela casa, não sei se a árvore morreu, se o jardim foi coberto por folhas secas e sem vida, se a tinta da parede ja perdeu a cor, não sei. As vezes sinto vontade de ir lá, mas já não mora mais ninguém que eu conheça naquela casinha. Guardo uma foto, uma única foto de quando tudo era lindo, feliz e colorido. Prefiro essa lembrança as que tenho agora...
Abro os olhos, dou uma leve risada, coloco os fones ao lado da cama e adormeço. Mas meu coração nunca dorme, ele sente saudades de ir naquela casinha. Ele sente saudades dela.
ESCOLHEMOS UM AO OUTRO
Entre beijos e abraços, ela sussurra no ouvido dele, com a voz suave e cheia de desejo:
— Você faz eu me sentir completa. Eu preciso de você como um coração precisa de sangue.
— Não é à toa que escolhemos um ao outro todos os dias...
— Sabe aquela qualidade agradável que você tem?
— Qual delas, meu amor?
— Aquela de me ter como tua Mulher?
— Sim, eu sei.
— É a qualidade que eu mais gosto em você...
— Não há nada como teu amor para ser a motivação que eu preciso para me tornar um Homem melhor.
— Você é o Homem da minha vida. Eu sempre te vejo ao meu lado quando eu penso em coisas boas...
— Te amo, minha morena.
— Também te amo e sempre vou amar.
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Tenho ouvido tantos pedidos de socorro de mulheres que são agredidas diariamente. É lamentável ver crimes e agressões contra nós mulheres.
É hora de nos precavermos com a escolha dos nossos parceiros, principalmente no início do relacionamento. Voltemos aos tempos do namoro, antes de decidir morar juntos.
Nos dias atuais, é difícil conhecer uma pessoa quando ela entra em nossas vidas, mas podemos observar como ela se revela ao longo do relacionamento. Fiquem atentas a qualquer sinal de incompreensão, nervosismo, agressividade ou quando o outro lado quer estar sempre certo.
Lembrando que esse alerta serve para os dois lados: não existe relacionamento saudável sem diálogo. Se você está em uma situação de risco, busque ajuda. Você não está sozinha.
Van Escher
Além das palavras do outro, há o nosso próprio interior que pede para ser ouvido. O silêncio é o caminho para nos conhecermos melhor.
O silêncio não é vazio; é um espaço sagrado onde o espírito finalmente pode ser ouvido sem interferências.
Você já deve ter ouvido alguém dizer
que as dificuldades, quando se prolongam,
nos deixam sem voz, amordaçados pela dor.
Por muito tempo foi assim comigo.
Caí no fundo do poço, onde o silêncio pesa,
e a esperança parece distante.
Mas eu não me desesperei.
Fui calmo. Fui paciente.
Aprendi a esperar a água subir,
não para me afogar,
mas para alcançar a saída.
Enfrentei o abismo sem fugir dele,
olhando nos olhos do medo.
E foi nessa espera consciente,
nessa resistência silenciosa,
que encontrei forças para vencer.
Porque quem aprende a permanecer de pé no fundo,
sobe diferente:
mais forte, mais lúcido
e impossível de ser calado outra vez.
Ai como doi, e que agonia dizer pra voce isso assim sem ter teu ouvido , sem ter teu pecoço pra beijar , sem ter sua lingua na mihna enrolada ai que dor no meu peito saber que você está aí 'd'outro lado numa cama que um dia me pertenceu mesmo não sendo o dono, e nem dono da dona sei bem que na vida é tudo emprestado, o que presta fica ou vai, pra onde não sei , sabido que é tudo demais vira lixo ou luxo pra quem vem atrás, a fila anda rapdo demais , quem tem fogo no mundo do amor tem tudo, mas não esta livre da da dor , macho que sou não aceito mas também não rejeito, essa dor é indiferente estando no cio, e é muito alem disso , o desejo , é algo estranho contamina a alma inteiramente, ah, é a mais pura vontade de dar um , dois ou mil beijos australiano lá embaixo, na curva onde o vento é a respiração ofegante e anestésico depois do prazer. Como é bom, magnificante o pulsar dessa maravilha criada por Deus. Tem sempre o mesmo perfume, fragrância de mel; é divino sentir o depois, mela a boca e eleva o ser. É quase uma luz, eletricidade, choque bom que conduz pra perto do céu. Essa cavinha tem nome: beijo dos deuses. És a boca carnuda que a língua quente adentra, flexionando um ponto fixo centralizado geograficamente na região femoral, sejam elas grossas, finas, malhadas; não importa. És gostosa no aperto que dá. Venero, ajoelho sem rezar, mastro em riste, me ajeito do jeito que dá, "respiro", hora com força, hora com jeito e às vezes cadenciado no amor que merece, sempre seguro do tempo, vou chocando contra as paredes internas quentes e lisas, deslizo e viajo divinamente no mais puro e delicioso vai e vem sem parar, perfeitamente sincronizado com a toda cheia de curvas, chorando, chorando e exalando o redolente e aromático que emana e trescala da pele suada, derramando e molhando meu ser com o mais doce desejo, desejo esse que eleva a alma, misturando a complexidade da química corporal, tornando-se corpo único em um beijo gostoso, no abraço final, as almas se unem e fogem do corpo.
Sussurrar no teu ouvido
Apenas um pouco do amor que tenho.
... assim, quem sabe, te desperto dessa dúvida toda.
Aquele que chama às vezes não é ouvido, como aquele que clama e não vê os milagres; "fiz para me proteger, ou talvez por medo"!
"Como sentar no sofá e perder o direito de pedir refresco", e foi assim que conheci uma solidão, a insegurança tem receios de ver a vida por outro ângulo, e assim perder a "segurança" de um passado conhecido!
Nem todas às lembranças antigas são eternas, e o riso despertou, e não tarde demais... "o risco mais perigoso de todos é viver uma vida sem fazer o que deseja"!
Se o mundo castiga, a vida ensina: "não acredite jamais que não é bom o suficiente, a maneira como os outros o percebe depende da sua postura!
Envolvidos num som do corpo,
Luz vermelha piscando no quarto.
Promessas tortas no ouvido,
Esse amor já nasceu errado.
Mulher ordinária, olhar de pecado,
Jura que é santa de dia.
De noite vira tempestade,
Me perde, me acha, me vicia.
Diz que não presta, mas chama meu nome,
Finge juízo, mas quer confusão.
Entre o certo e o proibido,
Nosso erro vira paixão.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz.
Mulher ordinária, rainha do caos,
No tribunal do amor nós dois somos réus.
Que falem de mim, que falem de você
Esse desejo não sabe obedecer.
Se o inferno é quente, então tanto faz,
Eu peco sorrindo e volto outra vez.
Beijo com gosto de perigo,
Riso debochado no ar.
Você me chama de louco,
Mas não consegue me largar.
Coração sem documento,
Esse romance é contrabando.
Quando o povo aponta o dedo,
A gente tá se procurando.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz…
Final
Entre pecados vergonhosos e prazer clandestino,
Você é meu erro favorito,
E eu assumo meu destino.
A VOZ DO SILÊNCIO.
Quando o silêncio invade o ouvido
E a dor se torna um som conhecido
É como se a vida parasse de repente
E o mundo se tornasse um lugar diferente
Mas é nesse silêncio que encontramos a voz de romper o tímpano.
Que nos faz ouvir o que não se ouve normalmente.
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta
Quando a venda cai e a verdade aparece
Vemos a vida com olhos renovados
Apreciamos cada som, cada gesto
Cada momento, cada detalhe
Mas é nesse silêncio que encontramos a voz
Que nos faz ouvir o que não se ouve
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta
A dor pode ser um mestre cruel
Mas também pode ser um professor sábio
Que nos ensina a valorizar o que temos
E a viver cada dia com gratidão e amor.
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