Orfaos do Amor
Me deito mórbida na cama, o áspero veludo dos cobertores, me lembram podres flores.
Com grandeza incompreensível de uma montanha que bloqueia a vista das estrelas.
Sobre a ombreira de minha janela tu impede que a luz da lua chegue em meus inchados olhos.
Como a brisa úmida de maio você invade meu quarto e tira de meus moveis de cedro-rosa espessas camadas de poeira.
Suas Histórias egoístas, aventuras por mim nunca vistas, ecoam pela casa; desmoronando os capiteis gregos de minha família.
Queria ser lobo entre cães como você, para ajuntar matilha e pelas ruas correr. Mas, sou como vinha em jardim e por preguiça serei até o fim.
Como tirano branco tua vontade é maior que a minha. Hoje arremesso ás profundezas as chaves da minha gaiola. Aceitando toda aventura vir só de tuas histórias.
Mas, tu se arremessaste ao abismo e me devolvera o que neguei. Tinha em esquecido que quando te disse que esteva no fundo do despenhadeiro, tu me disse também.
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Ela não esquece. Parece que ainda temos 12 anos, e que o objetivo dela é me punir por algo que nem foi culpa minha.
Vamos sair e fazer nosso melhor, porque mesmo se perdermos, continuaremos vencedores em nossos corações.
" O bem que se PODE fazer agora, DEVE ser feito agora.
Uma vez adiado, pode não mais ser útil. "
N. N. N.
Sempre tive mais empatia pelos raios da Lua, são simples e amigáveis, sem nunca exigir que eu me mostre e não vêem problema quando me escondo. Sinto-me menos sobrecarregado sob a luz da Lua, como se tivesse a liberdade de ser quem quisesse, e mesmo assim escolhesse não ser ninguém.
Hoje me sentei no umbral da janela, vi claro, mesmo distante a casa da vovó em sua mocidade.
Como o ferro da ribeira, que quando enferruja não é mais agradável ao toque.
Assim, é a parte alvejada pelo Sol do carpete de veludo, que perde o seu tom forte.
Se hoje meus pés pisam nas pedras lisas do riacho, é por que eram britas que arranhavam os pés da vovó em baixo.
Na escola queixo para cima, peito estufado, digo com orgulho; Meu nome é Prado.
Quando não discrimina o negro, a elite dominante o festeja com um paternalismo hipócrita ao passo que apropria e ganha lucros sobre suas criações culturais sem respeitar ou remunerar com dignidade a sua produção.
Considero o hip hop um movimento muito importante, sobretudo no aspecto da autoestima, pois as letras de muitas músicas e a atuação social de muitos de seus integrantes ajudam os jovens negros e as jovens negras a elevar o conceito que têm de si mesmos e de sua comunidade.
Considero a luta por justiça social e pela dignidade dos povos como parte integral da luta por nações mais justas e seguras, por uma comunidade internacional mais justa e coesa, e por um futuro de vida humana capaz de sustentar com dignidade nossa população, nossos ambientes e nosso planeta.
A Itália parece presa na armadilha de um interminável Truman Show, no qual os mesmos atores, cada vez mais exaustos, voltam à cena para mais um giro do carrossel, numa dança tediosa e imutável.
