Olhos Alma

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A flor... ah! a flor que desenho em minha alma para colorir o seu dia, a sua noite e a sua vida!
Flor de tantas formas e fórmulas.
Essência substancial para o meu ar.
Uma flor em forma do beijo que cultivo e cativo no jardim do meu coração.
Suave aroma.
Sutileza do abraço que envolve quando sinto o seu suspiro falando como o vento assoviando que o amor frutifica.

Inserida por BALSAMELO

Algumas coisas pintam as telas da tristeza e outras matam a nossa alma.
Amar sem a noção do amor ser sentido é mendigar sem descrição.

Inserida por BALSAMELO

Sou uma alma repleta de penas.
Um cisco neste grande deserto vivo
movimentando com os cuidados detalhados para não me assentar nos olhos alheios com os vários ciscos dos meus ais.

Inserida por BALSAMELO

Algo diferente toca a minha alma... não sei se é o arcabouço do físico cansado ou se é o peso da vida ida...mas sou diferente.
Fito com os olhos de ver e por mais despercebidos que os meus visores estejam ao enxergarem as cenas que me possibilitam ver... sinto cada filigrana deste grande tesouro que é a vida.
Posso sentir o sol sem vê-lo numa similaridade com a saudade imorredoura que habita meu ser.
Você não chega e nem por isso, deixa de existir em meu coração.

Inserida por BALSAMELO

Mantenho a calma...
a despeito da bravura da minha alma
que tanto luta para não esmorecer frente às amarguras da vida.
Seguindo sem tanto esforço, pois caminhar não solicita desmedido movimento, mas sofro quando as encruzilhadas me impõem a opção para o novo rumo.

Inserida por BALSAMELO

Quero decifrar o indecifrável gesto do silêncio.
O seu grito ressoa ferindo a minha alma nesta espera que não alivia.
A sua fala é constante todos os dias na revelação da distância que nos aproxima do desencontro.

Inserida por BALSAMELO

A dita solidão que cita minha alma e que me incita nestes ais... Dita dor de nada e que de resto sou tudo dentro do espaço que agoniza outra hora natimorta sem a sua voz.

Inserida por BALSAMELO

Somos o que damos.
A entrega da sua essência perfumou a minha alma.
Singrei mundo afora mesmo com as minhas asas feridas...você é o lenitivo balsâmico nesta hora.
Sorrio... Feliz por existir na expressão do amor.

Inserida por BALSAMELO

Canto a falta de eco que tanto incomoda a minha alma.
Canto os ciscos do meu coração em cada estrofe e
em cada gesto que movimenta os vazios tão cheios de mim.

Inserida por BALSAMELO

Minha alma se entristece quando ela olha e não sente o que vê.

Inserida por BALSAMELO

A minha alma se conforta sentindo que a sua boca desenha uma alegria!

Inserida por BALSAMELO

Assustei o susto!
Ele dizia o que não soava bem à minha alma!
Cantei baixinho para sintonizar os anúncios nascidos no vento!

Inserida por BALSAMELO

Sentir é necessário!
Sinta somente ⁠o que verdadeiramente lateja seu coração e pulsa sua alma!
Outros sentimentos não devem furtar o seu tempo!

Inserida por BALSAMELO

⁠Incontáveis flashes sinalizam minha alma!
Avenidas estupefatas de gente apressada e, depressa, o dia findara!
A noite boceja não querendo ser despertada da hora de descanso!
Não é possível viver na impossibilidade de ser acordada!
Gritaram gemendo tantos abutres transeuntes!
O dia insiste morrendo outra hora!
Acordados!.... seguiremos com a lua!

Inserida por BALSAMELO

Quais são os valores que podem nos indicar uma assertiva escolha?
Bem, se temos alma e coração, as respostas ⁠estão prontas!
De outro tipo de SERES....prefiramos distância!

Inserida por BALSAMELO

⁠#FÊNIX

Ainda tenho a chama...
Guardada no peito...
Que mantém viva minha alma...
Vagando no tempo...

Nos dias que seguem...
Teimo em renascer...
No eclipse da lua...
Ou na explosão do sol...
Sempre renovando...
De ontem...
Nunca igual...

Espírito flamejante...
Cujas asas não se prende...
Da alvorada ao poente...
Tempo se vai...
E nem sente...

Mentiras e vaidades...
De medos e verdades...
Na taça o veneno...
Sorvendo...
Lentamente...

Possuído entre deuses...
Em um mundo que gira sem parar...
Vem...
E me chama...
A hora tarda...
Não é cedo para amar...

Não me engane agora...
Com suas novas da boa fortuna...
Não faça de minha vontade...
Em sua coleção...
Apenas mais uma...

Na forma que se cavalga dragões...
Uniremos nossos corações...
Ritmo único e compassado...
Nesse tempo...
Mal contado...

Inocência perdida...
Esperança franzina...
Paixões perdidas...
Triste sina...

Só o amor é nobre...
Não está em prateleiras...
Não se encontra em noites vagas...
Nas sarjetas...
E nem nas sujeiras...

E isso não mudará...
Por mais que tente me calar...
Só sei que é assim que penso...
Nem desejo mudar...

A vida é uma dança...
Venha comigo bailar...
Diga a verdade, me compreenda...
Vem e me chama...

O fênix renasce...
Para lhe amar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PÚRPURA

Em um desejo meu...
Cor mística igual minha alma...
De cor púrpura...
Mostro-me assim agora...

Com risadas de loucura...
Conto esta crônica encantada...
Tinjo cabelos antes prata...
Mostro-me assim agora...

Que tudo que não tem nome...
Quiçá bem definido...
Que revele sua magia...
No que agora sinto...

Abro a janela visando o jardim...
Caminho sobre as estrelas...
Tão simples assim...

E no grande amor oculto...
Só o vento testemunha...
Um grande amor que é mudo...

Porque quem não se declara...
Parece que não há mais nada...
Como não existisse amanhã...
Memória desamparada...
Púrpura...
Mostro-me assim agora...

Só preciso mais de um sonho cantante...
Vivendo em pensamento...
Se há mais que um mundo...
Não sei como é...
Como será...
Mas que eu tenha asas púrpuras...
Para nas nuvens poder brincar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#FADO

Saberá o rumo se é tão grande o espaço?
Alma doce, triste e palpitante...
Quantos silêncios, quantas sombras várias...
Habita em seu peito pulsante...

Veste-se de mistérios...
Seu espírito, melancólico...
São demais os perigos dessa vida...
A serem encontrados em qualquer esquina...

E se ao luar vem se unir uma música qualquer...
Na taça que bebe o vinho transborda...
Os amores foram perdidos...
Deseja encontrar...
Tê-los ainda consigo...

E na eterna aventura em que persiste...
Quanto mais procura e não acha...
Mais insiste...
Fiel à sua lei constante...
Maior amor nem mais estranho existe...

O humano coração clama a verdade…
E além, presente na saudade...
Bem adiante...
Não abre mão de sua liberdade...

Lhe basta apenas um instante...
Para sonhar por muito...
Um amor bastante...

Pelos caminhos que anda...
Cultivando vã esperança...
Talvez um dia a encontre...
Só não sei quando...

De atraso em atraso...
Cheio de cuidados...
Vive seu fado...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#AMOR #FEIO

Eu quero um amor feio...
Que me olhe com a alma...
Que me pegue pela mão...
E me mostre o céu...
Que me ame pela manhã...
Às tardes e noites...
Sem da ilusão o véu...

Quero um amor feio...
Que sempre pense em mim...
Que me traga flores...
Que seja simplesmente assim...

Quero um amor feio...
Que cuide do essencial...
Que não deixe minhas lágrimas brotarem...
Que nunca me faça mal...

Quero um amor feio...
Que me dê beijos e beijos em meu cangote...
Que me causem arrepios...
Que me faça agradecer ao bom Deus...
A minha venturosa sorte...

Os amores feios não envelhecem...
Juntos são mais felizes...
Criam raízes...
Até quando padecem...

O amor feio...
Hoje peço ao Criador...
Terenos um ao outro...
E nos unindo...
O verdadeiro amor...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CRIANÇA

Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...

E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...

Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...

À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...

As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?

Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...

Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?

Sandro Paschoal Nogueira

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