Olhos Alma
Quem tem olhos para os céus
afim de apreciar a beleza da lua
e o encantamento do universo,
bem como, tem o prazer de cuidar da natureza,
não abre o coração para as maldades do mundo terrestre.
O estado totalitário é marcado pela obediência cega dos que estão com os olhos vendados pela verdade dogmática, construída pelo seu algoz, que é visto, pelos mesmos, como isento de infalibilidade.
Podemos ver a vida por três formas:
A visão que os olhos nos proporciona,
a perspectivas que o coração nos faz sentir dela e as concepções que a razão nos conduz. O importante é procurarmos compreender a vida sob esses três meios, sem ignorar nenhum deles, pois, somente assim, teremos uma realidade mais acertiva dos fatos.
Não guardo beijos, não economizo abraços, não raciono sorrisos, não controlo os olhos. Meu peito é um espaço aberto à intensidade, onde cada batida é um convite à entrega total.
A liberdade é sentir o que arde dentro. É deixar que as chamas da paixão consumam o medo.
Não sou avarento com o amor, não sou mesquinho com o desejo, eu dou tudo, eu me dou em tudo, sem calcular o preço.
Meu coração é um território sem fronteiras onde o amor é a única lei, a única verdade. Eu sinto o que preciso sentir, eu amo o que preciso amar, e nessa entrega, encontro a verdadeira liberdade.
(“Desperdício de Alma”, de Douglas Duarte de Almeida)
