Olhos
TE VEJO COM OS MEUS OLHOS
Uma presença pesada sussurra em meu interior,
"Não posso mais carregar".
Um vazio me consome, um grito que não posso mais calar.
Memórias que insistem em me alcançar, como o vai e vem das ondas.
Lembranças salgadas demais,
Inundam meus olhos e me prendem as margens desse mar.
Já tentei prosseguir, mas fico com a dor, do que não posso mais lembrar.
O esquecimento é uma sombra, que me segue por toda parte,
Um lembrete constante, do que perdi, do que não posso mais ter.
Tento fugir, mas a dor do esquecimento me alcança.
Ainda vejo, com os meus olhos, fantasmas do passado;
pesadelos que não posso mais sonhar.
Então, enlouqueço;
devo virar as costas para o mar do esquecimento que;
antes fora o meu lar.
Seguir em paz com a dor, que de tempos em tempos;
sinaliza para onde não devo mais voltar.
Kátia Terra.
A soberania consiste em amar sem se perder, e em decidir o momento certo de olhar nos olhos do passado sem comprometer o brilho do futuro.
A verdade pode ser mais reconfortante para nossos olhos cegos do que a canção de ninar das ilusões.🕊
Já sabes quem sou eu?
Não penses nada de mim por meio do julgamento alheio, não me veja pelos olhos de outrem, não avalies minha tez sem me tocar, não diga meu sabor sem degustar. Tu me pareces mais autêntica. Construa tuas próprias experiências.
Par de dois para correr
Acorda e tudo começa. Abre os olhos e tudo devagar vai se descurtinando, ainda embaçado vai firmando aos poucos. Estica um braço e o outro busca encontra-lo no alto. Apruma o corpo e as pernas adormecidas se despertam. Os pés tocam o chão. Tudo acontece em par. O coração pulsa mais forte e o corpo se ergue. Segue-se a preparação, o ritual diário. Veste-se o uniforme para partir no caminho da geração do químico viciante que ira dopar o corpo. E tudo que é único segue seu par. Tudo se acelera, o sangue aumenta a velocidade e o coração pulsa. O pé esquerdo corre atrás do direito e o direito atrás do esquerdo. E o tempo passa e tudo acaba. Respiração ofegante, coração na boca, pés juntos, alegria própria da endorfina descarregada. Própria da relação dos pares que levaram àquele estado. O esquerdo e o direito. O de cima e o de baixo.
você olhou na minha cara,
no FUNDO DOS MEUS OLHOS,
eu vi o brilho dos seus olhos
enquanto falava olhando diretamente
nos meus olhos,
foi mentira o BRILHO DOS SEUS OLHOS?
Se eu conseguisse ao menos mostrar-te a forma como a minha mente te vê por meio dos meus olhos, talvez eu não precisasse de fazer recurso desnecessário ao mar de palavras que busco a todo o momento para que percebas o que sinto por ti.
Despir a alma
Tirar as vendas dos olhos e do coração
Desatar os nós e quebrar correntes
Ser efusivo, intenso, nobre
Ser belo, sem limites ou perfeições
Se ver nu
Desnudar-se
Ser inesquecível
Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas
Não fale de mim pelas costas, olha dentro dos meus olhos e fale aquilo que Jesus falaria para mim nos momentos de fraqueza.
Certas coisas que escrevo não fazem sentido algum, aos olhos de quem lê, mas sim aos corações que sentem.
Mentiu pelas costas, e foi capaz de mentir olhando em meus olhos. O que se pode esperar de alguém que mente até para si mesmo?
Na imaginação:
Fecho os olhos, teus lábios me tocam,
seus dedos deslizam, minha pele se evoca.
Do pescoço às costas, caminho traçado,
me deixa ser tua estrada, teu destino
Prefiro mesmo sua chegada ao ponto de partida.
Tua boca incendeia, sem qualquer licença,
e queima em mim toda antiga crença.
Cada parte, cada canto,
se rende a ti, sem nenhum espanto.
Teu toque é chama, é fogo que dança,
é súplica surda do meu desejo.
Segura-me forte, com tanta vontade,
me faz esquecer o tempo, a dor e a saudade.
Te quero profundo, onde tua essência sabe o porquê,
te quero inteiro, sem medo, sem fim,
transborda em mim e me enche de ti.
Teu amado.
Perturba-me teu silêncio.
Resta-me teus olhos,
Que nada dizem, senão,
Beije-me a boca.
Que por sua vez,
Cálida e serena,
Melada de tua saliva doce.
É o pior dos venenos,
Apaixona, encanta.
Assombra-me teu tato.
Cada toque teu,
Tão delicados e intensos,
Amedronta-me a alma,
Posto que é doloroso
Acostumar-se a tuas carícias.
Teu olor, enfeitiça-me
E em meus passos,
Vou emaranhado de ti.
Isso é tudo.
Sou teu amado.
Ariel
Meus olhos brilham
não de luz, mas de naufrágio.
Ao te ver, tudo em mim afunda como os móveis pesados no fundo da minha memória.
As lembranças afogam-me com mãos familiares,
Elas sabem exatamente
onde apertam.
Ainda te amo depois de tudo,
Depois do seu silêncio,
Depois do corte seco do tempo entre nós.
Ariel,
Seu nome é um relâmpago preso
na minha língua.
Eu o digo e sangro.
Eu o calo e morro um pouco.
O amor não me salvou ele me deixou mais vivo
do que eu suportava.
Amar-te foi um excesso,
Uma febre que recusou cura, um corpo pedindo fim não por ódio à vida, mas por ter sentido demais.
Sinto tua falta
como quem sente falta de um órgão vital.
Respiro,
mas é um ensaio malfeito.
Se morrer fosse apenas dormir dentro de ti, eu já teria fechado os olhos
Há muito tempo.
“A vida se constrói em pequenas escolhas, invisíveis aos olhos, mas que carregam toda a nossa história.”
Olhe nos meus olhos…
e veja neles o reflexo do que sinto por você.
Se apaixone…
não apenas pelo que vê,
mas pelo que vibra quando nossos olhares se encontram.
Cheire…
o perfume invisível do carinho,
o aroma suave do cuidado,
a essência de um amor que nasce simples
e cresce forte como raiz em terra fértil.
Porque quando você me olha assim,
não é só o coração que sente…
é a alma que reconhece:
“é aqui que eu quero ficar.” 💛 Eduarda
Em um cesto, um único fruto, saudável, atraente, delicioso, agradável, desejável aos olhos de quem o vê. Ele está sempre ali, ao seu alcance, no entanto, o fruto cobiçado passou a ser aquele que está fora do cesto, doentio, contaminado, estragado, sem aparência viçosa ou de um agradável paladar, porém tentador.
Tudo porque o que é proibido é mais gostoso.
E isso não é sobre frutos.
