Olhar e Traicao

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Bunga Pecah Kaca


alva como a Lua Cheia


encanta o olhar


que a lê como um poema.










...


Bunga Tiga Bulan


crescendo selvagem nas encostas,


Faz parte das minhas memórias


e das minhas poesias amorosas.










...


O florescer da Bunga Bangkai


sob as estrelas do céu da Pátria,


O revelar dos mais magníficos


poemas e deste nó que não é nó,


e de tudo o quê não nos ata,


descobri que nunca fui só.














...






Begonia Merak florescida


enfeitando o meu olhar


e concedendo a vida


ficar bem mais colorida.










...






Begonia rajah florescida


no jardim do amor,


Tem tudo de poesia


e de doce candor.






...






Algo que penetra


como Kunyit na terra


e o paladar tempera,


É a busca do poeta


que não se encerra.

O teu olhar feiticeiro
cheio de liberdade
e mistério das florestas
faz que floresça tal
qual o Sombreiro
levando-me do teu jeito
e toca tão fácil o peito,
Buscar o caminho
de volta não mais reconheço,
Elegi em ti mora o travesso
para me virar a melhor parte
do teu amor que mereço.

Enroscar-me no trono perfumado,
mergulhar no teu olhar apaixonado,
Sentir o teu respirar entrecortado
com o meu entregue pacificado.


No silêncio carregado de emoção,
nas trocas de toques demorados,
Na proximidade repleta de sedução
e atração potente e sinestésica.


Não é preciso manter o desejo velado,
e sim cultuar espaços irreprimíveis,
Doces alternâncias de submissão
e de poder - pitangas íntimas secretas.


Com trocas de mimos e segredos
profundos entre pele com pele,
Não existem vestes edênicas melhores
do que as nossas e o que ferve.

Repousar no joelho
mais aconchegante
e encaixar o rosto
com o olhar imperioso,
Erguer e beijar-te
o queixo em gaze
absoluta de desejo
muito bem feito.


Licenciar ao clímax
com gosto as altivas
curvas intumescidas
aos frêmitos discretos,
Dos meus e dos teus
arrebóis carnudos
e dos néctares febris.


Fazer as nossas trocas,
e cravar no broto erétil
- as ávidas dobras
com sabor de uvaia
para recordar o selvagem.


Deixar que as falanges
deslizem sobre minha
cintura e encontrem
eflúvios de loucuras
devotando ternuras.


No ápice de tudo
o que é só nosso,
O quê vier eu juro
que contigo topo,
com total entrega
do direito à incandescência
efusiva das cútis,
para que nada contenha.


Para que se fulgurem
se libertem, se percam
e se encontrem invictos
o que somente se mantém
em festividade intimista,
com tremores voluptuosos,
mergulhados totalmente
em sulcos intensamente
úmidos e compartilhados,
- sem pulsares velados,
e altamente escandalosos.

O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.


Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.


Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.


Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.


Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.

Às vezes, não é a vida que mudou. Foi o olhar que amadureceu.

Pepita de Oliveira

Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.


Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.


Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.


Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.


Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.


A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.


Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.


Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.

Não perco o hábito
de olhar para o céu,
Tendo a consciência
que a constelação
está contida nos teus
preciosos olhos,
Que tocam absolutos
os meus sonhos,
E faço nenhuma
questão de disfarçar.


Embora no instante
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.
Mesmo sem prever,
e sem saber para onde
haverá de seguir o seu;
O meu batimento
tem sido todo pelo teu.


No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas,
A vontade de enfrentar
o mundo na noite longa,
O céu que pode
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa.


Bombas e império não
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão
conquistar ou derrotar.

Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.


Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.


Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.


Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.

Fui encontrada pelo teu olhar
nas estepes do acaso.
Nutrindo com naturalidade
a liberdade
de ave peregrina que me cerca
com potente pensamento.
Com teu jeito de caçador,
ao meu lado pousaste com amor.


Como tulipa selvagem,
espalhei-me imparável,
sem pedir permissão.
Criei raízes no teu coração.
Não vou, nem preciso ir,
porque tenho direção,
o tempo como aliado
e a irresistível devoção
que me tens tocado.


Por isso, sem nenhuma pressa,
porque já estou dentro
como a ilustre habitante
da glória do teu sentimento.


Sempre que for necessário,
para que em mim encontres
o genuíno abrigo paradisíaco.
De corpo e alma em fruição diária,
apaixonado, te orgulhes
de ter me encontrado
e digas, orgulhoso, para ti mesmo:


— Pertenço à que soube, como ninguém,
o valor de ter capturado meu coração.
Conquistei a merecedora de veneração.

Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.

Te coloco sob o meu olhar
e faço da minha arquitetura
o teu lar de arrebatamento,
De um jeito que obstinação
ninguém poderá controlar,
O que busca para amainar,
tornou-se urgência sem par.


Não preciso performar
e nem fingir submissão,
como território conquistado;
Pois é peremptório,
fixo e desapegado —
o meu perfume afrodisíaco,
feito do Oceano Atlântico Sul,
é o teu favorito santuário.


Na troca afável entre
meu e o seu pulsar aurum,
Mentes e corpos
em plena convergência,
profunda, sedenta e quente,
No abandono das horas
no melhor acordo entre a gente
para incorporar a êxtase
que se derrama inteiramente.


Jogos de imprevisibilidade
para aquecer o inverno
que se aproxima em Santa Catarina,
Não nego que assim quero,
mas que venham com
a tranquilidade de um chá de Tinguaciba,
com o seu abraço cheio de aconchego,
e a tua carícia que até a minh'alma alisa.

Diante do teu olhar entreguei
beleza, mistério e poder
como a marianeira ao frutificar
generosa concede ao sabiá,
estamos dispostos a esbanjar,
e sei que a gente se envolverá.


O nosso silêncio há de vir
com a progressão voluptuosa
dos fatos e do encontro
para a gente envolver
a mente, o coração e a alma,
e com a mudez derreter.


De longe ando percebendo
quando fala ou pensa em mim,
até a sua respiração muda.
Isso não é sedução por acaso —
é o retorno à ordem universal:
o masculino e o feminino
em encontro se rendendo total.


Olhe para mim. O que passou, passou.
Não me interessa nenhum pouco
o que não pude fazer antes de te conhecer;
a sua peregrinação já me previa antes de ser.


O que importa é que, depois de mim,
toda carícia conhecida será esquecida,
e só irá obter o desejável êxtase
com a minha atemporal delícia.


Longe de mim querer igualdade,
o que desejo entre nós é intimidade.
Você foi feito para ser meu
com magnitude e intensidade,
nos teus toques que nos dissolverão
nos andares da alta sedução,
como âmbar e mel em fusão.


Ser além da curva com reverência,
acariciado com a minha presença
e adorado na alma por eu que
sei como solenemente cortejar,
e não irei jamais precisar implorar.


Sempre que for necessário,
virei ou receberei sem pedir
por tudo aquilo que é meu
por natureza: a sua entrega total
para alcançarmos juntos o sideral.

Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.


Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.


O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.


Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.

Assim que as Paratudo florescerem,
desejo que me mostre os seus olhos,
que eu te ensinarei olhar para o céu
em tempos de desamparo continental,
e não é somente um recado sentimental.


Confio em tudo aquilo que percebo,
prevejo e sinto que está no peito teu,
e todos os dias fascinantemente
têm se transferido convicto pro meu.


Não importa o giro do nosso mundo,
devocionalmente pertenço ao que é
mais profundo e você pertence ao meu.


A tua vulnerabilidade e a tua resistência
me pertencem - plenas nesta trincheira.

Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.


Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.


A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.


Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.

Nadando em límpidas águas rasas


tal como Cisne-de-pescoço-preto,


O olhar tem a altura de um Coihue,


e no coração guardo-te o segredo


de amar sem nome, sem rosto


e que sequer tenho o endereço.






Sei que de tudo o que mereço,


mas afinidade e tanta que de ti


nem que eu queira me esqueço,


Essa é a razão que insisto por


ânsia de amor e pleno desejo.






(Sei que não tem um só dia


que não me namore em silêncio).

Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.


Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.


Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.

Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.


Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.


Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.


Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:


«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».

Não tenho medo de pensar e nem de errar. Tenho medo de não ter olhar atento para me corrigir, e ter compromisso com o erro sem com que eu perceba.