Ofensa em Familia
Série: Minicontos
PAI NOSSO
Casou. Construiu uma bela família, e viveu o amor. Enviuvou e tornou-se padre. Hoje, reencontra Hosana nas alturas...
Eu tenho sangue nas veias, miseráveis, eu tenho família, eu sou humano, eu sou mortal. Mas eu não me entrego nunca.
Entre os bandidos descalços e os engravatados.
A pior coisa é você sentir que nunca foi importante ou valorizado na vida da sua própria família, pois usavam apenas o que você podia oferecer. Assim, agiam segundo a conveniência.
Família reunida e todos bem distantes. Diante daquilo que é conveniente olhar para o próprio umbigo o ajuntamento familiar se torna a maior distância.
Valorize tudo que merecer o seu tempo. Principalmente no mundo onde só família é insubstituível ou indispensável.
Nada dá mais sentido a uma existência do que o medo. O homem temente a morte, valoriza sua família. Quando tem medo da solidão, valoriza sua companheira. Quando tem medo do escuro, um único fio de luz na janela é o seu farol. A essência da existência do homem, são os seus temores.
Que autoridade um pai de família pode ter em sua própria casa se para alimentar seu lar depende ora do vizinho ora dos amigos?
”De que adianta”
De que adianta a praia, se não a contemplo?
De que adianta a família, se não tenho tempo?
De que adianta algum dinheiro, se não viajo?
De que adianta alguns amigos, se não me engajo?
De que adianta o ar, se não respiro?
De que adianta o mar, se não me atiro?
De que vale o sol, se não me esquento?
De que vale a casa, se sou relento?
De que vale a fartura de pão, se eu não sustentar?
De que vale mais um culto, se não me entregar?
De que me serve a fala, se eu não pregar?
De que servem os braços, se eu não abraçar?
De que valeu o tempo, se eu não parei?
De que valeu a vida, se eu não reparei?
De que serviu a paisagem, se eu não percebi?
De que serviu o espelho, se eu jamais me vi?
De que me valeram os olhos, se eu não olhei?
De que me valeram as tempestades, se eu não mudei?
De que serviu a Bíblia, se eu nem a li?
De que serviu a Cruz, se não me arrependi?
AME E RESPEITE SUA FAMÍLIA, esse é o maior ministério divinal aqui na terra!
É por isso que na sua velhice, no final da sua vida terrena são eles que ficarão ao seu lado!
Nome: Mirla Cecilia, 24, São Luís - Ma
É poeta, cantora e compositora.
Decende de família artística. Desde criança entrelaçou-se com a música, apresentando-se em shows, adquirindo experiências práticas e profissionais. Recentemente foi pré-lançada pela mostra multicultural "Confraterna de Couto '16" que precederá o lançamento do CD "Destituição" de trabalho autoral da artista. Participou do Palco 42 e em festivais temáticos. Suas composições transitam em torno da universalidade, incluindo o Jazz, o Blues, o Pop, o Samba, o Reggae e a Bossa-Nova, estilos dos quais recebeu influências. A cantora compõe sobre os sentimentos e os sentidos, dando luz a metáforas e imagens poéticas. Sua música tem requinte e valores transcendentais.
Em que base sua família está sendo construída: na areia das emoções humanas ou na rocha da verdade divina?
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