Odeio Pessoas

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O mundo, por si só, não é capaz
de trazer paz às pessoas, mas
as pessoas são capazes de
construir um mundo de paz
para todos.⁠

A falta de conhecimento faz às pessoas buscarem recursos alternativos, não julgo. Nem todo mundo tem o direito ao saber!

A Tragédia dos Que Brigam Entre Si


É estranho pensar
que pessoas comuns,
que acordam cedo,
trabalham duro
e carregam as mesmas dificuldades,
acabam se tornando inimigas
por causa de guerras que não criaram.


Lá em cima,
os poderosos discutem seus interesses,
fazem alianças,
mudam discursos
e seguem suas vidas.


Aqui embaixo,
nós perdemos amigos,
rompemos famílias
e carregamos mágoas
por causa de uma disputa
que nunca esteve em nossas mãos decidir.


O vizinho deixa de ser vizinho.
O amigo vira adversário.
O irmão olha para o irmão
como se fossem de mundos diferentes.


E no final,
quem realmente ganha com isso?


Enquanto brigamos por aqueles
que nunca saberão nossos nomes,
continuamos enfrentando
os mesmos problemas,
as mesmas contas,
os mesmos medos
e as mesmas incertezas.


A maior tristeza de uma sociedade
é quando o povo esquece
que tem mais coisas em comum
do que diferenças.


Nenhuma opinião vale
a perda de uma amizade.


Nenhuma bandeira vale
o desprezo por outro ser humano.


Nenhum líder merece
que alguém destrua a própria paz
ou transforme amor em ódio.


Porque no fim da vida,
não serão as discussões da internet,
os discursos dos políticos
ou as brigas por ideologias
que ficarão ao nosso lado.


Serão as pessoas.


As mãos que seguramos.
As histórias que construímos.
Os momentos que nunca mais voltam.


A verdadeira tragédia
não é existirem pensamentos diferentes.


É permitirmos que eles sejam usados
para nos afastar daqueles
que caminham no mesmo chão que nós.

Se a vida está difícil para as pessoas humildes,
sem uma casa pra morar,
com contas atrasadas
e nem mesmo um café pra tomar...
imagine para aqueles que conquistaram tanto,
os dias passam correndo,
terão de prestar contas com DEUS
e o seu dinheiro nada pode fazer!

De algumas pessoas cuide, de outras cuidado!

“A maior parte das pessoas passa a vida respondendo perguntas que nunca escolheu fazer e defendendo respostas que nunca parou para examinar.”

As pessoas costumam admirar a inteligência quando ela já se transformou em história. Enquanto está viva e questionando nossas certezas, ela pode causar desconforto. Não porque a verdade seja necessariamente ofensiva, mas porque poucas coisas são tão desafiadoras quanto perceber que nossos castelos mais sólidos talvez tenham sido construídos sobre areia.

Há pessoas que passam pela vida. Outras deixam a vida passar por elas.

A mente que mente cria personagens. A consciência que sente revela pessoas.

Não quero discípulos. Quero pessoas capazes de pensar sem depender de mim. A liberdade não nasce quando alguém adota minhas ideias; nasce quando alguém aprende a questionar as próprias. Não pense como eu penso. Pense no porquê você pensa como pensa. É aí que começa o discernimento.

“Há pessoas que decoram respostas. Outras aprendem a desmontar perguntas.”

Vamos repensar?

Freire — “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

“A educação que apenas informa cria acumuladores de conhecimento; a educação que desperta consciência cria transformadores da realidade. O maior analfabeto não é quem não lê palavras, mas quem não interpreta o mundo.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Hannah Arendt — “O maior mal pode ser cometido por pessoas comuns que não refletem.”

“O perigo da humanidade não está apenas nos grandes tiranos, mas nos pequenos pensamentos que deixam de pensar. A ausência de consciência transforma pessoas comuns em instrumentos de grandes erros.”

Carlos Eduardo Balcarse

Vamos repensar?

Nicolás Gómez Dávila:

“A maioria das pessoas não tem opiniões; tem opiniões emprestadas.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Vivemos a era do pensamento terceirizado. Muitos não possuem ideias; possuem ecos. Não pensam com a própria consciência, apenas repetem aquilo que ouviram com maior frequência. A multidão deixou de buscar respostas e passou a reproduzir ruídos.”

“Há pessoas que mudam o mundo. Outras apenas mudam de assunto quando o mundo exige que mudem a si mesmas.”

As dificuldades não mudam as pessoas. Apenas retiram as máscaras


Há quem acredite que as dificuldades chegam para destruir. Eu penso diferente.

As dificuldades chegam para revelar.

É na abundância que muitos permanecem ao nosso lado por conveniência. É na escassez que descobrimos quem permanece por convicção.

Enquanto tudo vai bem, quase todos parecem leais, generosos e presentes. Mas basta a tempestade chegar para que a verdade comece a emergir. E a verdade sempre encontra um caminho.

As dificuldades funcionam como um grande filtro da existência. Elas distinguem o passageiro do permanente, o interesse da amizade, a conveniência da fidelidade, o discurso da prática.

É na dor que aprendemos quem realmente está conosco.

É na perda que descobrimos aquilo que realmente possuímos.

É no silêncio que conhecemos quem jamais precisou de palavras para permanecer.

Mas existe uma revelação ainda mais profunda.

As adversidades não revelam apenas os outros.

Elas revelam, sobretudo, quem nós somos.

Poucos percebem que, em muitos momentos, o nosso maior adversário não está do lado de fora.

Está dentro de nós.

É a mente que mente.

É a culpa que paralisa.

É o orgulho que impede o pedido de ajuda.

É a vitimização que terceiriza responsabilidades.

É o arrependimento que lamenta o passado, mas se recusa a transformar o presente.

Nada aprisiona mais um ser humano do que insistir em responsabilizar o mundo por aquilo que somente ele pode decidir mudar.

A pior prisão não possui grades.

Possui desculpas.

Toda dificuldade nos coloca diante de uma escolha.

Podemos crescer ou endurecer.

Podemos amadurecer ou apenas envelhecer.

Podemos transformar a dor em sabedoria ou em amargura.

A decisão nunca pertence ao problema.

Pertence à consciência.

A vida jamais prometeu facilidade.

Prometeu aprendizado.

Somos eternos aprendizes matriculados na eterna escola da alma, que é a vida.

E talvez uma das disciplinas mais difíceis dessa escola seja aprender a desaprender.

Porque ninguém consegue receber um novo conhecimento mantendo as mãos ocupadas pelas antigas certezas.

Aprender amplia.

Desaprender liberta.

O conhecimento informa.

O discernimento transforma.

A educAÇÃO não tem segredo.

Mas o segredo está na educAÇÃO.

No fim, compreendemos que as dificuldades nunca foram castigos.

Foram professores.

Os problemas nunca foram inimigos.

Foram espelhos.

As perdas nunca foram apenas perdas.

Foram seleções.

E as cicatrizes jamais foram sinais de derrota.

São assinaturas daquilo que Deus permitiu que sobrevivesse dentro de nós.

Por isso, não tema as adversidades.

São elas que retiram as máscaras, revelam os corações, fortalecem o caráter e nos lembram de uma verdade que jamais deveria ser esquecida:

Não é a vida que define quem somos.

São as nossas escolhas diante da vida que definem quem nos tornamos.

Penso, logo resisto.

Carlos Eduardo Balcarse

*Não existe milagre tipo transformar água em vinho, existem sorrisos, pessoas gentis, crianças correndo pelas praças, amantes se entregando na madrugada, amores nascendo de um encontro, mães chorando de alegria no parto e pais entendendo a partida do filho.*
(Saul Beleza)

⁠Fábrica de ilusões são as redes sociais, onde as pessoas alimentam seus egos mostrando aquilo que não são por pura vaidade e ostentação.

⁠Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…


De tanto morrer a prestação.


Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.


A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…


E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.


Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.


Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.

Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.


Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.


Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…


Ou até na seara Religiosa.


Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.


Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentadoa mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.


E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.


Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.


Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos,
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.


Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.


Foi-se o tempo das vocações…


Elas ainda existem, é verdade!


Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.


Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.


Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.


Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.


E, infelizmente, para pior.


Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.


Só temo pela molecada…


E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!


Ela segue cada vez mais sem norte,sem ter no que — e em quem — se espelhar.


Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.