Odeio Pessoas
"Segundo estudos feitos por mim mesma. Eu preciso me distanciar de pessoas tóxicas para não denegrir minha imagem sensata."
─By Coelhinha
Coerência vs Mudança
Há pessoas tão inconstantes, que a única coerência na sua vida... É o facto de serem absolutamente incoerentes!
Há pessoas tão inconstantes que a única coerência que mantêm é a incoerência permanente!
Há indivíduos que mudam tanto de opinião, que só são fiéis à própria contradição!
A única linha reta na vida de certas pessoas é o ziguezague da incoerência!
Há quem mude tanto de rumo que a sua única constância é exatamente a falta dela!
Há humanos tão incoerentes, que até nisso conseguem ser consistentes!
Mudar, pode não ser sempre bom, mas a maioria das vezes, é muito benéfico.
Estamos em constante mudança, o tempo, quanto mais não seja, encarrega-se disso, a cada segundo que passa, mudamos, nem que seja só na idade, não obrigatoriamente, em anos... Nem sempre se muda para melhor, seria pretensioso da minha parte, achar que mudo sempre, para melhor, às vezes, muda-se para pior, faz parte do processo evolutivo.
Mudar de ideias, significa, muitas vezes, evolução...
Mudar, não é deixar de ser quem somos, às vezes, é começar realmente a sê-lo...
Eu, sou uma pessoa com fortes convicções, crenças, gostos e preferências... No entanto, percebi, que estes valores pessoais, são exatamente isso, pessoais, por isso dependem da personalidade, experiencias e todo um conjunto de fatores que variam de indivíduo para indivíduo. E, não posso pensar que o que é bom ou mau para mim, tem que ser, bom ou mau para o outro. Isso é precisamente a grande virtude da personalidade humana, a sua grande diversidade.
Um dos meus ídolos, era conhecido como o "Camaleão", reinventou-se várias vezes, no entanto, manteve a sua própria identidade e seguiu o seu próprio rumo...
Ser uma pessoa melhor, é um dos meus objetivos, nem sempre consigo, mas tento e vou continuar a tentar, e para isso, muitas vezes, vou ter que me esforçar e até sacrificar, mas, espero, não me desviar, muito, do caminho que eu próprio, tracei, traço e traçarei...
A velha história do, "eu sou assim", "fui sempre assim", "faz parte de mim", "se não fôr assim não sou eu", ou pior ainda "é de família", "é genética", "é o destino...
Absurdo!
São, tudo desculpas esfarrapadas, para não olharmos para nós mesmos, ver e perceber o que pode melhorar, o que está menos bem e o que está mal...
E mudar!
A mudança, às vezes implica, caminhar no desconhecido, no novo e isso mete medo a muitos, e como têm medo de ter medo, preferem pensar que o medo não existe e não é esse o motivo, pelo qual, não enfrentam a mudança... Por vezes, mesmo tendo a noção que isso iria melhorar as suas vidas...
Ter coragem, não é não ter medo (isso é estupidez) ter coragem é ter medo e enfrentà-lo...
Mark Twain, disse “Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, não ausência dele.”
Já, Nelson Mandela, dizia, “Aprendi que coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele..."
Coerência não é rigidez, ser coerente não significa permanecer igual para sempre. Muita gente confunde consistência com imobilidade. Eu acho o contrário: uma pessoa pode mudar ideias, hábitos e posições sem perder a essência.
Há pessoas “sempre iguais” apenas porque nunca se questionam.
O crescimento não é linear. Às vezes erra-se, recua-se, aprende-se tarde.
Como já referi, as convicções e gostos são pessoais e dependem da experiência de cada um, por isso, há que ter, tolerância intelectual. Não abdicar das nossas crenças, mas reconhecer que não são universais. Isso revela maturidade emocional e social.
Só, não consigo, mudar de clube de futebol... no meu caso concreto, que sou patriota, tenho imenso orgulho na minha cidade e até sou, digamos, bairrista... O meu clube de futebol, contradiz isto tudo, às vezes, até minto, em relação a isso, não por vergonha ou medo, mas, simplesmente porque sim... Há dois clubes que me fazem "saltar da cadeira" e um deles é o da minha cidade... A seleção portuguesa, não é um clube... Mas ter dois clubes, não me parece bem, por isso só tenho um (se pudesse, eventualmente, até escolheria outro, mas não dá, não consigo)...
Isto, demonstra na perfeição que há áreas da vida onde a emoção manda mais do que a lógica...
Boa continuação e se for caso disso, boa mudança...
Pessoas que lutam pela coletividade são moralmente superiores àquelas que pregam o ódio ou o egoísmo.
Deus não existe, mas o diabo com certeza existe… basta observar o que as pessoas fazem quando acreditam estar do lado de deus.
As pessoas fazem um monte de suposições erradas sobre o que eu penso. Mas se eu pensasse do jeito que elas imaginam, eu não seria Bob Kowalski.
Se as pessoas pobres perceberem que sofrem demais para obter pouco prazer, então deixariam de existir, ou causariam uma revolução.
As pessoas podem até amar seu jeito de falar, mas é pelo seu jeito de escutar que elas vão amar falar com você.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.
Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.
Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…
Ou até na seara Religiosa.
Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.
Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentadoa mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.
E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.
Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.
Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos,
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.
Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.
Foi-se o tempo das vocações…
Elas ainda existem, é verdade!
Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.
Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.
Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.
Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.
E, infelizmente, para pior.
Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.
Só temo pela molecada…
E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!
Ela segue cada vez mais sem norte,sem ter no que — e em quem — se espelhar.
Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.
Pessoas com quem se possa conversar sobre absolutamente qualquer coisa _ do assunto mais sério ao mais “bobo” _ sem ter que pisar em ovos, são impagáveis.
As pessoas se togam com tanta pressa para julgar possíveis envolvidos em assuntos sensíveis, que nem dá tempo de calçar as sandálias da sensibilidade.
Vivemos tempos em que a velocidade da opinião ultrapassa, e com muita folga, a profundidade da compreensão.
Antes mesmo que os fatos respirem, já há sentenças sendo proclamadas — não nos tribunais formais, mas nos corredores digitais onde cada voz ecoa como se fosse absoluta.
Julgar tornou-se um impulso quase automático, um reflexo condicionado retroalimentado pela ansiedade de se posicionar.
Mas a sensibilidade exige pausa.
Exige escuta.
Exige, sobretudo, a humildade de reconhecer que toda história tem camadas invisíveis aos olhos muito apressados.
Calçar as sandálias da sensibilidade é um gesto simples, porém raro: significa escolher sentir antes de condenar, compreender antes de rotular, acolher antes de afastar.
Quando deixamos de lado essa sensibilidade, corremos o risco de desumanizar o outro — transformando pessoas em narrativas rasas, em culpados convenientes ou inocentes idealizados, sem jamais considerar sua complexidade.
E, nesse processo, algo em nós também se perde: a capacidade de olhar com empatia, de duvidar com honestidade e de esperar com respeito.
Talvez o verdadeiro desafio não seja formar uma opinião rápida, mas sustentar o silêncio necessário para amadurecê-la.
Porque, no fim das contas, não é sobre ter razão — é sobre não ferir injustamente.
E isso, quase sempre, começa com o simples gesto de parar… e calçar, com cuidado, as sandálias da sensibilidade.
Existem pessoas que são carniças pulsantes, infestadas de vermes, esquecidas na escuridão do próprio ser. Ao menor sinal de luz em alguém, avançam como pragas vorazes, dilacerando sem piedade até o último resquício de brilho, apenas para ocultar a imundície que as devora por dentro.
As pessoas vivem em modo de sobrevivência, zumbis funcionais, presas a rotinas que já não questionam. São espectros de si mesmas, movem-se, mas não despertam, respiram, mas não vivem.
