O Tempo Passa e a Gente nem Percebe

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Quem está à frente de seu tempo, sempre será criticado em seu tempo atual.

O mundo não para. A vida insiste em seguir. Por mais que doa e pareça que não haverá trégua, o tempo sempre encontra um modo de suavizar. A marca permanece, mas a ferida se fecha; nem sempre por inteiro, mas o suficiente para permitir o próximo passo. Há um medo profundo de olhar para dentro. De se ouvir. De navegar pelo próprio silêncio. Não é fácil seguir quando parece que a única coisa que importa desmorona. É como se o chão se quebrasse, sem nenhuma placa de “atenção”. A vida muda de rumo tão rápido e insistimos em segurar os pedaços que quebram. Depois de tempos em transe, acordamos em um mundo diferente… O que foi que houve? Culpa. Sua? Não, do outro. Culpa de Deus, da família, dos amigos… Mas não há culpa alguma. Aliás, o que a culpa é senão uma forma de nos irresponsabilizarmos de um ocorrido de que participamos? Então apenas escute. Escute seu coração gritar. Lide com a dor causada no seu próprio tempo e descanse. Não precisa correr como se tivesse um bicho-papão te seguindo. O tempo é o melhor professor, se deixar com que ele te ensine.

E, quando se trata do outro, o bloqueio é ainda maior: não escutamos, interpretamos. Não acolhemos, aconselhamos. Aquilo que chamávamos de empatia tornou-se, muitas vezes, uma projeção de nós mesmos. Um narcisismo disfarçado de cuidado. Porque a verdade é que jamais vamos compreender por completo a dor do outro. Nunca estaremos dentro dele, nunca veremos o mundo com os olhos que moldaram sua reação. Mesmo quando histórias se assemelham, o peso não se transfere: o que é dele é dele, o que é seu é seu. E, ainda assim, passa. Não como quem apaga o fogo, mas como quem deixa que ele se transforme em brasa. Não digo que cura, porque muitos confundem cura com ausência de dor. O que acontece é diferente: a dor amolece, se dobra em nós como um metal aquecido, e já não corta como antes. O tempo não cura, mas ele auxilia na transformação. Ele não apaga, mas suaviza a intensidade.

Esse caminho não é simples. Confiar é difícil, e abrir-se parece um risco alto demais. Mas é preciso ousar permitir que alguém toque nosso ritmo, nossa dor, nossa essência. Aceitar que a vida nunca será do jeito que queremos,porque não a controlamos. E, justamente nesse descontrole, pode nascer a chance: de mais amor, de mais coragem, de mais vida pulsando onde antes só havia medo! O tempo é fundamental. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, ele não é um simples remédio que nos cura apenas pelo passar dos dias. O tempo, por si só, não transforma; ele precisa da nossa colaboração ativa, da consciência de que é necessário olhar para dentro e lidar com a dor. Não adianta esperar que ele cure nossas feridas se continuarmos nos automutilando com pensamentos repetitivos e negatividade. Cada um tem seu tempo e isso não está relacionado à idade ou à maturidade, mas à nossa essência, que é imutável e profunda. É nessa essência que reside a capacidade de nos escutarmos e de permitirmos que a dor se amoleça, sem se apagar completamente, para que possamos seguir adiante.

O luto e a luta
O obsceno deste tempo é ainda a indiferença diante da dor dos outros. A indiferença promove ouvidos surdos e lágrimas invisíveis.
Diante das dificuldades que todos nós estamos vivendo, frente aos tenebrosos dias, sofremos as angústias, decepções e traumas, nos deixando cada vez mais fechado para o mundo.
Afinal, do luto a luta é uma ponte de travessia lenta, na cicatrização das nossas feridas emocionais.

💫 “Ecos do Teu Nome no Infinito”


Quando pronuncio o teu nome em segredo,
O ar suspira, o tempo se inclina;
E cada estrela, em tímido enredo,
Desenha em lume tua face divina.


És como a aurora que beija os montes,
E veste o mundo de nova emoção;
Teu riso — fonte que verte horizontes —
Desata em música o meu coração.


Teu olhar é verbo que o céu recita,
É lume antigo que o amor acendeu;
E o meu destino, qual flor bendita,
Desabrochou só porque és meu.


Se em tua ausência o mundo se apaga,
É porque em ti reside o viver;
E toda saudade que o peito propaga
É o eco eterno do meu querer.


Ah, se puderas sentir o que sinto,
Saberias — enfim, sem temor —
Que o próprio céu, ao fitar-te, sucinto,
Abençoou-me chamando-te Amor.


— Maycon Oliveira Dos Santos

O peso de ser eu.
É tão difícil ser eu…
É tão difícil ser eu,
mas, ao mesmo tempo, muitos queriam ser.
Não precisar trabalhar e somente estudar…
Mas no fundo ninguém sabe o quanto isso nos cobra.

O quanto as pessoas à nossa volta nos cobram,
o quanto é cansativo, estressante, deprimente.
Todos colocam a culpa em outra pessoa,
sendo que, na verdade, a culpada é você mesma.

Você não tem mais força pra continuar,
sempre nada, nada… e morre no seco.
É frustrante, vai passando, e tudo parece se tornar insignificante.

A dor se torna insuportável.
Nem amigos tenho mais,
a privação é tenebrosa.
O mundo à minha volta continua,
e eu me sinto parada.

Como continuar,
se sempre que consigo algo vem a desmotivação?
Se sempre que algo dá certo, ao mesmo tempo, dá errado?

É terrível…
Mas é a verdade.

— Fiuza, M

Tempo Perdido
Andei, caminhei, rastejei, guerriei
Cai, venci, perdi, voltei só tempo
Revela, destampa, oráculo da vida
Olho o que fui e agora...
Tardio tempo, talvez não tenho
Corro contra ele
Não tenho mais o tempo
Quero viver, não quero morrer
Mas não tenho mais o sentido da vida

Queremos algo eterno porque não aguentamos o preço passageiro, a bagagem da vida e do tempo, que leva embora tudo aquilo que um dia a gente tanto se esforçou para ficar conosco e que nunca desejaríamos que fossem embora.


Abraçamos o tempo se a pegamos as memórias, criamos raízes fortes, plantações cheias de ervas daninhas enraizadas no passado, a persistência em coisas que já foram e não vão voltar mais. Porquê cativas o passado quando o que te espera é o agora?

O tempo passou,
e a vida que um dia pesei demais nas mãos
hoje sigo leve —
não superei,
não esqueci,
apenas aprendi a continuar
até chegar aqui.

A MINHA JANELA


Deixo sempre aberta
Assim vejo o Sol nascer
O tempo correndo
Até o escurecer.


Posso ver a noite de luar
Na imensidão da minha janela
Vejo toda a natureza
Pintada em aquarela.


Com minha janela aberta
Entra cheiro de flor
O vento sussurrando
Espantando o calor.


Posso ver o mundo tão belo
Até onde minha vista alcança
A saudade de um balanço
No meu tempo de criança.


Ouço o canto de passarinhos
A estrada e a cancela
A brisa que passa trazendo
Cheiro de cravo e canela.


Olho e não me canso
Esse mundo de magia
Um mundo de paz e canção
Salpicado de poesia.


Irá Rodrigues.

Acreditamos que somos matéria.
Porém somos somente tempo.
O tempo que vivenciamos diariamente.
É a unica coisa que realmente nos pertence.

Tempo certo

Quem pode dizer se o amor acaba?
Só o tempo explica tudo,
Sem você, minha vida desaba,
Fica tudo vazio, escuro e mudo.

Quem pode dizer onde termina o caminho,
Ou o início de um grande amor,
E a dor pontiaguda de um espinho.
É motivo suficiente para um dissabor.

Só o tempo pode dizer,
O tanto que minh'alma clama por seus beijos,
Sem os quais já começo a enlouquecer,
Despertando em mim,os mais insanos desejos.

O tempo liga o passado ao futuro,
Ele faz a obra do presente,
Escreve as fases em nosso muro,
Tempo,tempo que não se sente.

Quem poderá decifrar o tempo?
Qual mente humana conseguiria medir?
Quando vivemos um sentimento,
Não tem jeito e nem como fugir.

É cair de braços abertos,
Torcendo para não quebrar a cara,
É como sobreviver no deserto,
Pois o tempo nunca para.

O tempo é capaz de dizer tudo,
De cicatrizar um grande amor,
De nos mergulhar em algo mais profundo,
De curar uma grande dor.


Lourival Alves

O Lugar Sob o Nada
William Contraponto


Há um lugar sob o nada,
onde o tempo não se explica.
Nem vestígio, nem alvorada,
só a ausência que fabrica.


Ali, o ser se dispersa,
num silêncio que não finda.
O ressoar do que se versa
é memória nunca vinda.


Não há dor, nem alívio,
apenas o que não começa.
O todo é um delírio vívido,
e o nada, uma estranha promessa.


Quem chega não parte mais,
pois partir seria ter chão.
E nesse intangível que se refaz,
o nada aprende a ser mão.


Sob o nada há um sentido,
feito de falta e véu.
É o lugar do indefinido,
onde o nada roça o céu.

Eco de um Adeus sem
Retorno


Ainda sinto, mesmo após o passar do tempo, a sensação de que as minhas demonstrações
não foram o suficiente, o sentimento persiste...
Será que você também percebe isso? Você
descartou tudo, quase abdiquei da minha
própria existência por você, porém naquele
instante você revelou a supremacia do seu
ego, o quanto colocava a si mesma em
posição de destaque em detrimento do nosso amor... E então... Então você concluiu o seu desmantelamento do nosso amor...
Partiu, justo quando eu mais precisava de você, atribuiu-me a culpa... Fez questão de me fazer sentir culpado, de me fazer questionar... Eu sei que não sou a vítima, todavia, sou a vítima!
Se a situação fosse inversa, jamais te
abandonaria! A dúvida persistia em minha
mente: Será que aguentarei você? Conseguirei suportar a convivência com a sua personalidade? Mas... O meu amor por você era tão forte que não conseguia alimentar tais incertezas. Hoje, você se tornou a imagem refletida no espelho embaçado pelo vapor da água quente, gradativamente obscurecendo até que não houvesse mais nenhum reflexo
visível, e essa ausência machuca profundamente, a ausência do que poderia ter sido, a distância, o fim daquilo que ainda
pulsa em meu peito...
Agora, vou saborear o meu cigarro, melancólico, na varanda, como se estivesse em um filme. Talvez a assertiva dita um dia faça sentido: jamais deixarei de amar você...
E o mais triste é que você trancou todas as portas.
Adeus.

Ele não quer a pele lisa das meninas de vinte.
Quer o mapa de batalhas que o tempo desenhou
nas coxas dela, nas rugas que sobem do decote
como trilhas de pólvora já queimada.
Quer o peso dos seios que alimentaram mundos,
agora caídos, maduros, doces como figos maduros.

1- Não é o tempo que acumulamos que revela nossa grandeza,
mas a intensidade com que vivemos cada instante.
Quando colocamos propósito nos dias, os anos ganham brilho.
E é nessa escolha diária que a vida realmente floresce.

A vida ensina em silêncio,
Com gestos que vêm do tempo.
Cada erro é começo imenso,
Cada acerto, um alimento.

Na serenidade, há um lume
Que acalma a pressa de agir;
É nele que a alma assume
O tempo certo de servir.

Comprometer-se é um verbo curioso, porque ao mesmo tempo que significa um comprometimento, também significa se prejudicar.

Não deixe que o erro de ontem defina a beleza do seu hoje. Com a alma leve, avance: o tempo de desistir nunca é agora.

Reflexo da vida
O tempo, dinheiro e as pessoas tornam este mundo especial, na construção do mundo da um brilho especial, agradeço pai, mãe por ser uma das essência no meio de um tempo turbulento, nesta data de nascimento 02/08 que o senhor tenha piedade nos vossos dias de glória (CLÁUDIO SANTOS,2025).