O Tempo Passa e a Gente nem Percebe
SOMOS FRACOS ao ponto de reconhecer nossa fraqueza, e por algo muito mais FORTE, que é o verdadeiro Amor aos que nos Amam, abrimos mão de tudo!
A condenada Liberdade vivida pelos imortais, imorais temporais, alimenta a castração mais profunda do ser eclesiástico.
O arrependimento é mais recorrente que o perdão, iremos nos arrepender mais que perdoar e às vezes, vamos nos arrepender de perdoar, o que também é um erro que deve ser perdoado, sendo assim, o erro é uma recorrência que não garante o aprendizado.
A maturidade se encontra com o feliz ser imaturo, cheia de desejos nostálgicos, sabendo que, apesar de tantas mudanças, nada mudou, que o fim não existe e tudo não passa de um recomeço ou parte de um percurso. O sabor daquilo que foi bom ainda permanece na memória gustativa do ser, as lembranças da dor ou cicatrizes, são incapazes de impedir um novo salto, uma nova corrida, uma nova tentativa, o olhar no horizonte demonstra a estrada construída com tijolos de sonhos encaixados um a um, o alçar de um novo passo demonstra a firmeza da saída e o purgar expila todo mau acumulado que impedia a cura.
Após a morte, não suportou, devolveu as moedas, tirou a própria vida, pois não encontrou dignidade para continuar a viver. Hoje muitos continuam a trai-lo, buscam formas de receber mais moedas, vivendo como dignos, declaram a sua jactância.
Uma sensação infundada da sua importância e talentos (grandiosidade);
Preocupação com fantasias de realizações ilimitadas, influência, poder, inteligência, beleza ou amor perfeito;
Convicção de que são especiais e únicos e devem associar-se apenas com pessoas do mais alto calibre;
Necessidade de ser incondicionalmente admirado;
Uma sensação de merecimento;Exploração dos outros para alcançar objetivos próprios;Falta de empatia;
Inveja dos outros e convicção de que outros os invejam;Arrogância e altivez.
Conhecem alguém assim? Sim! Eu conheço!
A Palavra sempre será recebida com vívido interesse, todavia à avaliação comparativa com a Verdade, valida o recebido! Qto aos “profetas”, serão julgados com zelo, pois nem tudo provém de Deus!
Aquele que rasteja, pode até se fartar das migalhas, e com grande fé, demonstrar a Verdade no Mestre, porém, no caso contrario, não devemos lançar o Evangelho, pois como cães e porcos, hão de pisotear voltam-se ao lamaçal.
“A Autoconsciência é uma propriedade emergente da recursividade cognitiva reflexiva mútua da
Luz (phi).”
"Sempre pensei que a única vez em que você se torna realmente uma pessoa adulta é quando finalmente perdoa seus pais por serem tão imperfeitos quanto todas as outras pessoas... E, logo em seguida, reconhece que, dentro de suas limitações, eles fizeram o melhor que podiam."
A SUSTENTÁVEL LEVEZA DE NÃO PRESERVAR
Não estou falando do lixo do dia a dia que acumulamos sem perceber, mas sim do lixo que carregamos sem perceber. O desejo é a fonte de todas as frustrações do ser humano, o desejo pelo indesejado, coisas que não podemos alcançar e que queríamos ter por perto.
Os cacarecos que carregamos sem perceber durante o ano nos da um peso enorme nas costas, fazemos sem perceber! Esses lixos estão em nosso sub-inconsciente tais como: chefe, casa, mulher, filho, viagens, compras, impostos, presentes, mudança de atitude, cursos, brigas, sogra, tudo credo nem sei o que falar, pois minha cabeça esta cheia de lixo.
Acho que os budistas estão errados quando afirmam que o “desejo é a fonte de toda frustração”, mas se não sonharmos não vivemos se não vivemos não sonhamos. Uma pequena dedicação ao prazer dá trabalho exige um monte de coisas que fogem do nosso alcance, por isso é bom sonhar e sonhar é preciso. Estou procurando o prazer, onde posso decidir o que quero o que não quero e quero encontrar o que me faz falta. Nem sempre o contraditório me dá prazer, pois junto dele vem a dor de cabeça. Viajar me dar prazer, não pelo destino, mas pela viajem, pela descoberta, pela aventura, pelo novo. Simples a sustentabilidade não esta sendo aplicada pelos lugares em que passei. A ganância do homem impera sobre a natureza.
Certa vez me perguntaram ; o que falta em nossos Cultos ?
na verdade, disse eu ; somente uma única coisa falta; A presença de Deus!
Se Deus estivesse em nossos cultos eles seriam totalmente diferentes de como eles tem sido, os milagres aconteceriam, os nossos cultos só são fracos porque Deus não está em muitos deles, você já foi em um culto onde Deus realmente está ?
As pessoas saiam chorando pedindo perdão a Deus pois elas estão caminhando para o inferno a passos largos, elas sairiam tristes pois elas descobririam a sua real situação, elas não iriam para o restaurante ou lanchonete comer alguma coisa, elas iriam correndo para casa e dobrariam seus joelhos e chorariam.”
Deus escolhe pessoas para ele, mas há filhos e filhos; uns esquecem de suas vidas, seu futuro e mergulham sem reservas no Pai, como um sentimento que pouco pode ser explicado, eles perseguem o que os outros não querem, eles buscam o que jamais podem encontrar, mas eles não param até serem recompensados."
Deus quer se manifestar em nossos cultos ele quer nos mostrar a sua Glória, se revelar o seu mais intimo, mas a Igreja, eu e você não estamos prontos não estamos buscando ansiosos para que ele se revele a nós, temos sido uma igreja preguiçosa, fraca e vazia de sua presença, é preciso voltar a origem da igreja primitiva.
A palavra nos diz que Deus escolheu para ele antes da fundação do mundo um povo. Esta escolha não era por méritos ou algo bom, ele escolheu única e exclusivamente por sua soberana escolha.
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
A casa continua de pé.
Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.
A memória também tem seus quartos sem luz.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.
Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.
Nem toda ausência pede preenchimento.
Algumas pedem apenas reconhecimento.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.
E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.
Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.
Algumas lembranças permanecem.
Outras perdem a centralidade.
Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.
Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.
Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.
É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.
O que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.
Há perguntas que não querem uma resposta imediata.
Querem tempo.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.
O receio pode bater à porta.
Não precisa receber as chaves.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.
Nem todo fim precisa de uma última palavra.
Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.
Então aprendemos a viver de outra maneira.
Não necessariamente mais fácil.
Apenas mais nossa.
Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
O passado nos oferece matéria.
Mas não deveria escrever sozinho o que somos.
Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.
Nem tudo merece permanecer.
Nem tudo precisa ser esquecido.
Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.
No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.
Não uma resposta.
Não uma promessa.
Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.
Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.
É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.
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