O Tempo e muito Curto para os que Lamentam
Na superfície da emoção.
Mora um sentimento estranho.
Que perturba o coração.
Que Impõe sigilo para razão.
Sem demora vem a lágrima,
Que escolta o olhar perdido.
Com a lamúria viro a página,
O desconsolo é repetido.
Inexplicável que aborrece.
Com procura imprecisa.
Sentimento que entristece.
Mistério que agoniza.
Inalcançável leveza.
Inabalável tristeza.
O remédio pode estar nas palavras
Escrever acalma
A raiva se dispersa em versos enrolados
Em uma prosa sem legenda
Tradução nada literal de conflitos íntimos
O sentimento ainda está lá, contido
Guardado, trancado
Ele existe, se omite
Volta sem avisar
O remédio está nas palavras
Escrevi, estou calmo.
Ouve-se do Ipiranga verdades flácidas
Contadas por profissionais de mentiras plácidas
O povo heroico de retumbante engano
Assiste cego sem perceber o dano
A liberdade cantada em discursos fúlgidos
Que Brilham na mente dos iludidos súditos
Conquistam os votos com braço forte
Impondo aos incautos, o próprio peito à morte
Terra adorada, Pátria amada
Onde suntuosos espelhos refletem grandeza
Abaixo do céu risonho, no solo, a tristeza
Bosques com vida e sonhos intensos
Sem mãe gentil viram órfãos propensos
Deitado eternamente a luz do céu profundo
grilhão fulgura sem ver o sol no novo mundo
Penhor da igualdade, juízo que não foge à luta
És tu, Brasil, olhar manejado, preto e pobre perde a disputa
Abastado com paz no futuro e onde se apaga o passado
Ergástulo exclusivo para quem já veio do ralo
Pátria amada, idolatrada, salve, salve
Nossos sonhos intensos, salve, salve
E o lábaro que ostenta estrelado
Flamula em meio ao adeus isolado
Vimos mais um filho teu que à terra desce
Terra adorada
Entre outros mil, és tu Brasil
Ó Pátria ingrata
A felicidade está presente no quase
gáudio que resiste enquanto persiste a possibilidade da glória
A tristeza está ainda mais presente no quase
Mas perdura
A inglória lembrança do quase
Inquieta, persistente, simplória
Quase não é nada
Quase não é tudo
É quase!
Medíocre quase.
Eu quero achar uma prova concreta de que você não me amava tanto. Eu quero muito achar para que eu finalmente consiga te esquecer. E se eu não fizer isso, como é que eu vou conseguir te esquecer?
Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
Talvez esse seja um castigo justo para aqueles que não possuem coração: só perceber isso quando não pode mais voltar atrás.
As palavras sempre ficam.
Lembre-se sempre do poder
das palavras. Quem escreve
constrói um castelo, e quem
lê passa a habitá-lo.
Algumas pessoas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outro estão mais perto do que parecem.
Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este
arranhão. Estão vendo o arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada.
Não resmungou nem gemeu nem bateu com os pés. Simplesmente engoliu a decepção e optou por um riso calculado - um presente dela para si mesma.
UMA DEFINIÇÃO NÃO ENCONTRADA NO DICIONÁRIO - Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.
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