O que os Olhos não Vêem
Teus olhos são raios de luzes, morango no mel, estrela cadente, caramelo no fel;
Seus olhos soletram canções de lá ra lá lá lá lá, e em segredo se fecham espreitando o nosso beijo, sem hora pra terminar;
Seus olhos piscaram dentre olhares, luzes que cintilavam, sem mais os meus, sem mais poder te cantar,
fosco, parado e frio, esperando por toda vida o seu olhar...
Na euforia
dos primeiros raios
de sol fechei meus
olhos e fiz uma oração:
Senhor abençoa a vida
de cada pessoa que ler
essa mensagem, enche
seu coração de alegria
e paz, abençoa a sua
casa, seu trabalho e a
sua familia. Que ela
tenha otimismo, fé
e esperança para
vencer esse dia que
acaba de nascer.
Se seu olhos, preguiçosos em prosseguir, enxergam apenas pedras no caminho, os meus olhos cansados, porém dosados de fé, esperança e ousadia, enxergam a superação e a alegria de viver, dia após dia, passo após passo, por todo caminho que eu percorrer.
Coração cheio de amor, alma leve e olhos bem atentos. Grandes coisas podem acontecer a qualquer momento. As melhores surpresas habitam na simplicidade.
E entre todos e tantos, você é o encanto, que me deixa tonta, onde meus olhos se perdem, e o todo o meu ser se encontra.
Abrir os olhos a cada novo amanhecer,
contemplar o brilho do sol, sentir o
frescor do dia que vai nascendo,
é a maior dádiva do mistério da
vida e o autor de tudo isso é
DEUS! Obrigada Senhor
pelo privilégio de viver
mais esse dia.
Aproveite os momentos com quem você ama o tempo passa tão rápido que no piscar de olhos eles podem não estar mais aqui.
O que a minha boca não consegue transmitir em palavras,
meus olhos transmitem no silêncio do meu olhar!
Em Você
Sua presença causa-me tremor nos olhos, ânsia nas mãos, desatino no coração que, desenfreado, corre mais do que o próprio tempo contra o vento. Em minha boca, um tanto gasta, pousam ninhos que esperam, vazios, o teu corpo macio. Devaneio cheio de ternura, o pensamento vagueia na sutil delicadeza do amar. A pele fresca, de cheiro matutino, inunda os meus sentidos, faz-me, em vivo desejo, deleitar-me na luz âmbar e no seu gosto talhado pela vontade quase sóbria de se entregar. Durmo com a certeza de expandir-me em seus braços; acordo com a realidade de não lhe ter em meu afago e espero, com a coragem de um dia, quem sabe, estar em todos os seus espaços.
FERRUGEM
Observai a beleza inconsistente do novo mundo, como olhos que derretem sob a luz que não pertence ao sol.
Rogai amor aos que sentem ódio por nunca terem conhecido um abraço caloroso na madrugada fria.
Observai, homem santo, teus pecados mais secretos diluídos no manto do teu pensamento, de tecido puído e fétido, usando falsas palavras como antídoto para frases nunca ditas a ouvidos mutilados.
Lembrai-vos, a esperança reina no coração dos homens de honra, e a bondade continua oculta, porém tão vivida quanto a fúria dos oceanos quando quer retomar o que é seu por direito.
Alma de ferro, felicitai-vos por não enferrujardes tuas vértebras e veias; sorri ainda que a lágrima de teus olhos envelheça tua carcaça, ainda que as lembranças sejam apenas horas que nem sequer existem.
Festejai, alma de ferro, pois o sol se foi, a escuridão veio e somente a proteção de Deus pode nos manter inteiros até a manhã obscura e incerta do dia seguinte.
Por que abrir os olhos quando tudo dentro de nós grita para continuar dormindo?
Por que caminhar diante do inevitável, quando a estrada termina sempre no mesmo ponto?
Talvez viver seja apenas a coragem de abrir os olhos, mesmo quando não queremos.
07/10 – A Luz Depois da Noite.
Quando a noite pareceu não ter fim,
e, cansado, os olhos já não suportavam mais,
tive medo.
Quando meu coração esteve angustiado
e temia o caminho que se abria à frente,
tive dúvidas.
Quando questionei e em silêncio aguardava respostas,
irado se encontrava meu coração.
Quando aos meus olhos o que se via
era a estrada da morte, o fim de todos os homens,
foi quando quis desistir.
Quando enfim a noite tomou conta do meu coração
e as trevas me cercaram,
em angústia minha alma clamou:
Socorre-me, ó Deus!
Tudo o que tenho é o Senhor!
A quem eu clamarei senão a Ti?
Foi então que pude entender:
em todos os momentos o Senhor esteve comigo!
Com Suas mãos me sustentou,
cuidou de mim com o amor de um Pai.
Mesmo nos dias maus, segurou minha mão;
meus olhos viram a alegria,
mesmo em meio à angústia.
O medo foi embora com a chegada da certeza de que
Tu, ó Deus, és o mesmo — sempre e eternamente.
E para sempre eu me lembrarei:
clamei a Ti em minhas angústias
e o Senhor me ouviu.
És meu Amigo, meu Pai amado,
a quem sempre amarei.
Tenho sido morto! E são tantas as formas que têm escolhido para me matar. Os olhos continuam abertos, o coração continua a bater. Incompetência de quem me mata? Não. Crueldade! Me matam em alma, em espírito, e deixam bem o corpo.
Esta forma cega
de te ver
sem os olhos.
Esta forma cósmica
de sentir fortemente
a tua presença
quando tu não estás.
Tal qual um colonizador
Que assim que pôs os olhos em terra fértil
Que tudo dá e tudo se cultiva
Da mais abunda forma
Você de forma egosita e exploratória
Teve o que quis desse solo abastado
Dos frutos de um sentimento ingênuo
E tal qual um colonizador
Se aproveitou do que não era seu
Pegou os lucros
Mas não cultivou, não cuidou
E o solo antes abundante
Nada tinha mais
Árido e impuro
E o solo, antes seu
Depois de longa pausa
Voltou a frutificar diferente
Pensamentos maduros
Emoções reais
As rosas antes só belas
Agora tem espinhos
O solo desprotegido
Tem bichos sem misericórdia
Para proteger o terreno antes acessível
Pós tua vinda
Tudo ficou ainda mais belo
Porém
Com limites antes não postos
Pra que outro colonizador
Não volte a se apossar do que não é dele
