O que os Olhos não Vêem
Olhando nos Meus Olhos Perceba o Brilho Que Eles Tem, se Ouvir a Minha Alma Vai se Ligar Que Sem Você Não Sou Ninguém.
Quero essa alegria de açucar que faz carinho
na alma. Quero a doçura daqueles que abraçam com olhos.
In Memorian
" Vida é
cara
olhos
e boca.
Cara é cor
olhos é luz,
e boca é voz
Cor é calor,
luz é chama
e voz é canto.
Quando o calor esmorece,
a chama se apaga
e o canto se cala..."
Olhe no fundo dos meus olhos,
enxergue todo esse amor,
que tenho pra ti dar.
É coisa rara de se ver,
é coisa de alma,
Amor de corpo inteiro,
nada passageiro,
Amor de um revolucionário,
sentimento verdadeiro.
Teus olhos pequenos, castanhos
Escuros como o entardecer
E as vezes tão claras
Quanto as margens de um lago calmo
Viajo sempre por teus olhos
De tão pequenos, se tornam grandes
Se tornam fontes, e rios,
Navego por eles, sem jamais pensar em um fim
E tudo em que penso,
e em nunca mais me encontrar
para nunca mais lembrar
das maldades que ja fiz
Às vezes temos que olhar com outros olhos, com os olhos da alma.
Onde pequenos detalhes fazem diferença, onde ser verdadeiro basta e fazer os pequenos momentos tornarem-se inesqueciveis.
E o amor domina as pessoas, a prosperidade se reflete em nossos olhos e nós sabemos que esse sentimento é pra sempre.
Dou esperança aos amigos,mas quem me olha no fundo dos meus olhos percebe que não guardo esperança para mim mesmo.Posso ajudar ao próximo dentro da minhas limitações,posso ser feito de bobo por dar esmola à um falso cego,ou ao mendigo na rua que queria beber,mas quem sabe se não é isso que ele precise naquele exato momento para aliviar sua dor,mas e daí!? Faça sua parte e deixa que Deus faça a dele em Julgar.No fundo conhecemos ovelhas e lobos de ternos ludibriando a quem muito não tem.Mas sentiremos ser tocados a quem de fato merece ajuda do próximo...
Ela tem cabelos castanhos, não muito claros nem muito escuros. Olhos pretos, expressivos. E usa um vestido azul. Ela me persegue. Aonde quer que eu vá, sei que ela está ali. Perto de mim.
Posso sentir sua presença.
Certa vez ela apareceu na minha frente enquanto eu estava deitada debaixo da minha coberta lendo A menina que roubava livros. Não consegui dizer nada, apenas a observei por alguns segundos e me concentrei no livro. Quando voltei à olhar, ela já não estava mais ali.
Seu nome? Eu não sei. Ninguém sabe.
Ela costuma aparecer sem eu pedir, ninguém a vê além de mim.
Não me lembro qual o comprimento dos seus cabelos, se o seu nariz é comprido ou se tem lábios carnudos.
Mas eu me lembro do vestido. Azul como o céu em um dia de verão.
A imagem dela me vem como uma pintura na cabeça, emoldurada em um quadro dourado.
Já faz um tempo que não a vejo, ela decidiu sumir. Talvez, tenha parado de me perseguir. Talvez tenha cansado da minha falta de medo, ou da minha falta de palavras.
Mas, mulher do vestido azul, eu ainda me lembro de você.
