O que Falar para Pessoa Mentirosa
Falarei que a verdade pode ser mentira e as mentiras podem ser verdade. Isso tudo depende de quem chegou primeiro com mais convicção.
Há muitas verdades, como também a muitas mentiras Você acredita ou confia, de acordo com a fonte que lhe diz. Precisaria entender como o outro lado raciocina, pois a verdade será unicamente a dele, mesmo que outros digam verdades ou mentiras. Então você acredita no que te dizem, e ele acredita em quem ele é. O silêncio geralmente é a razão da não necessidade de ter que se justificar.
Se um mentiroso cai, todas as mentiras orquestradas por ele caem também mas se um verdadeiro cai, todas as suas verdades ditas por ele adormecem mas permanecem, para um próximo momento de verdade.
NÃO É PRECISO ACREDITAR EM TODAS AS MENTIRAS PARA SER MANIPULADO. BASTA NÃO SABER RECONHECER UMA.
Uma informação pode ser verdadeira e conduzir a uma conclusão falsa. Um argumento pode parecer lógico e esconder uma premissa equivocada. Uma notícia pode apresentar fatos reais e, ainda assim, induzir ao erro.
O senso comum comumente mente.
O problema da desinformação não começa necessariamente na mentira de quem comunica, mas na ausência de critérios de quem interpreta.
Em minha pesquisa científica sobre Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo a formação dessa capacidade: distinguir informação, evidência, interpretação e autorização para acreditar.
Quem não examina os critérios da própria crença pode chamar de pensamento aquilo que é apenas influência.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
“Todas as mentiras contadas, servem para nos alegrar, só que momentaneamente. Já as verdades, quase nunca nos deixam felizes.”
A falta de análise crítica dos fatos faz com que os ignorantes vivam e acreditem em mentiras como se fossem verdades.
Relacionamento que se alimenta de mentiras e traições não vem do Altíssimo e Soberano Jeová, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Vem do espírito deste mundo maldoso, hipócrita e traiçoeiro.
A questão não é querer ser o sabedor da verdade. A questão verdadeira é não querer saber de mentiras, só isso!
Almany Sol - 28/09/2012
"Composta de um elemento tão fragil, mentiras acima de seu próprio alcance, mas ainda afundando mais e mais em sua própria auto-piedade."
Separação
Se vai aos prantos
Prantos de sangue
Sangue de arrependimento
De mentiras em vao
Sem paz
Com amor garrado em rancor
Se arrepende de um dia ter sentido amor
Em falencia, triste vai sozinho
entra em sua casa
sente teu perfume
e tem lembranças do carinho
e do corpo nu na cama vazia
como sua falta me faz
me faz encher de odio
e diminuir minha paz
por favor, amor se vai
Vai!
nao volta
para casa, nao retorna
não volta nao ama
mas ainda assim te amo minha lua...
Suas palavras contrariam sua atitudes
Suas mentiras e desculpas não mais me iludem
O que eu sentia por você hoje não sinto mais
Sua ausência me fez ver a falta que você não faz
Um pai desesperado com a separação, promete, com mentiras para sua filha, dizendo que comprou um club, um vestido da sinderela, uma camisola, igual a da mamãe.
