O que eu sou
Sua visão sobre quem eu sou fala muito sobre seus próprios valores e perspectivas, e pouco sobre a minha realidade .
Kurt Cobain emerge das cinzas grunge, voz partida: "Eu sou o grito primordial contra o nada, alma selvagem engolida pelo ruído urbano, buscando salvação no caos da pele ferida". Noé responde da sua arca espectral: "Eu guardei as sementes vivas do apocalipse, navegando dilúvios de lagrimas, para que raízes antigas brotem novamente em terras esquecidas". Mahatma Gandhi, com mãos calejadas de marchas infindas, declara: "A resistência pacífica é o sal da terra; nela, povos originários florescem invictos, dissolvendo correntes com a força do espírito desperto". Renato Russo, legionário das noites brasilianas, confessa: "Nas veias urbanas pulsa um pulsar proibido, herança de guerreiros das matas, clamando por um país que ouça o coração silenciado". Maria Quitéria, visionária das profundezas temporais, irrompe: "Na quarta dimensão, o tempo se dobra como lâmina invisível; ali, lutadores ancestrais transcendem o plano, libertando-nos em espelhos da eternidade rebelde". Suas vozes se entrelaçam num manifesto etéreo: a humanidade resiste, primordial e multidimensional, contra o vazio que nos cerca.
Se Deus é a fonte, eu sou apenas instrumento. E instrumento nenhum deve receber a glória que pertence às mãos que o usam.
Se minha permanência incomoda, olhem para Cristo, não para mim. Eu sou apenas testemunho daquilo que a graça pode fazer.
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
Para alguns eu sou luz. Para outros um conforto em momentos difíceis. E embora eu me ame muito, tem momentos que sou só tristeza.
Eu sou dependente
da química
do pensamento...
De consequência,
tenho sérias
reflexões mentais...
✍©️@MiriamDaCosta
Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.
Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.
Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.
Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta
Quem sou eu?
Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.
Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.
Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.
Quem sou eu?
Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.
O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.
Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.
Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.
Quem sou eu?
Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.
Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.
Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.
Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.
No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...
✍@MiriamDaCosta
Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.
Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.
O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.
Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.
E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.
✍©️@MiriamDaCosta
É impressionante como a sua própria família torce para seu fracasso! Azar o deles eu sou genial por natureza e, de tudo que escrevo possuo Diretos Autorais na Biblioteca Nacional!
"Eu sou uma pessoa que teve que amanhecer cedo de mais para cuidar dos outros"
– BangChan (Cristopher Banhg)
"Eu sou o assassino mais sujo.
Eu sou a contemplação de uma sombra no escuro.
Eu sou o vento frio que causa dor na espinha.
Mas no fim sou a regra maquinaria da própria hipocrisia."
"Ele é EU SOU...Deus criou um nome que quando declaro esse Nome me auto-afirmo nEle quem sou. Aleluyas"
—By Coelhinha
