O que as Pessoas Querem que a Gente Seja
Tem muita gente que é grossa e ignorante na maneira de tratar as pessoas e resolver os problemas, e usam essa forma de agir para dizerem que são sinceras, que são transparentes.
Na verdade sinceridade é outra coisa.
É muito mais sincero quem, ao ter um problema com outra pessoa, senta e conversa amigavelmente e assim resolve suas diferenças, do que quem arma um circo e alardeia pra todos algo que só diz respeito aos interessados.
Não é preciso gritar pros quatro cantos como ou o quanto é sincero, ou que tipo de caráter possui.
O caráter e a sinceridade são mostrados todos os dias em vários tipos de ações.
Usar os próprios defeitos pra encobrir seus erros, pra dizer que é autêntico, sincero e bom caráter é algo de uma grande hipocrisia.
Feliz de quem não precisa de subterfúgios e não tem medo de dar a cara a tapa todos os dias nesse mundo cão, sem perder a boa educação e uma postura correta. Sem usar palavras prejudiciais, de baixo calão ou que expõe as outras pessoas a humilhação, pois se há uma coisa que é dita desde os primórdios e sempre se comprovou verdadeira é que com a mesma medida que julgais serás julgado.
"Mas aquele que quiser ser o Maior, esse seja o vosso servidor e o que entre vós quiser ser o primeiro, seja o vosso escravo."
Sabe porque muita gente namora dois meses aqui dois ali? É que hoje em dia poucas pessoas amam, a maioria só tem medo de ficarem sozinhas.
"Eu realmente me assusto com a capacidade que as pessoas tem de esquecer tão rápido. Gente que ta mal em um dia e no outro, já superou. Gente que diz “não posso viver sem você” pra você e na próxima semana já diz isso pra outra pessoa. Acredite em mim, não estou reclamando. Adoraria ter essa capacidade também, seria bem útil. Do jeito que eu sou, só quebro a cara. Às vezes eu queria ter amnésia, sabe? Sinto que fico parada no tempo um tempão. Não sei deixar pra lá, seguir em frente, virar a página, ou coisas do tipo. Eu fico aqui, de boba, enquanto todos se vão."
Cansei de gente sufocante, cansei de pessoas que incomodam, cansei de perceber que quase todas as pessoas são idiotas ou hipócritas, o fato é que cansei de dar satisfações a quem não merece nem meu "meio sorriso", cansei de ter alguém, sendo que eu só quero ter a mim mesma.
As pessoas têm isso, de supor em cima da gente. De dar asas as suas imaginações, achando que temos obrigação de ser como eles sonharam.
É aquela coisa, se somos pessoas boas demais, pisam na gente, se ousamos ser enérgicas, dizem que somos arrogantes. Uma coisa é certa, cada um tem da gente exatamente o que cativou...
Nós, comunistas, somos como sementes e as pessoas são como o solo. Onde quer que a gente vá, devemos nos unir às pessoas, criar raízes e florescer entre elas.
As pessoas não precisam ser do jeito que a gente quer. E a gente também não precisa ser do jeito que elas querem.
A gente precisa se sentir bem sozinho. Quando escolhemos estar com alguém, tem que ser porque gostamos da companhia, porque queremos e porque nos faz bem. Nunca por obrigação ou carência.
As pessoas não se precisam uma da outra. Elas se completam, mas não como duas metades. E sim como duas pessoas inteiras que resolvem dividir sonhos, alegrias e a vida juntas.
zelo verde.
Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.
Foi assim.
Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.
Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.
E ela amadureceu cedo.
Talvez cedo demais.
Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.
Isso sempre me impressionou.
Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.
E existe esse amor pelos irmãos também.
Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.
Mas eu percebo.
Eu sempre percebi.
Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.
Eu não podia impedir tudo.
Mas queria.
Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.
Só que o mundo não pede licença.
E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.
Existem altas e baixas.
Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.
Eu gostaria de poder estar presente em todos.
Mas não posso.
Hoje existe distância.
Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.
Mas a preocupação não diminuiu.
Ela só aprendeu a viajar.
Agora ela aparece numa mensagem.
Num “saudade ga”.
Num pensamento que surge do nada no meio do dia.
Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.
Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.
E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.
Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.
Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.
Não quero que as baixas apaguem as altas.
Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.
Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.
E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.
Não uma versão perfeita.
Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.
Quero proteger a essência.
Aquela capacidade de amar.
Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.
Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.
Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.
E isso, para mim, sempre foi uma vitória.
Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.
E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.
Tudo bem.
Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.
Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.
Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.
Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.
E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.
Eu não posso blindá-la do mundo.
Ninguém pode.
Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:
que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.
Amor que observa de longe.
Amor que espera.
Amor que não exige nada.
Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.
Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.
Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.
Enxergando a doçura.
A força.
A menina que amadureceu cedo demais.
A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.
E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:
de guarda
Somos tantas gerações em uma única alma. Menina, mulher, donzela, amazona, delicada, bruta, cordial, impaciente... Somos tantas dentro da gente.
"O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”.
( (Fala de Tuahir), em "Terra sonâmbula", São Paulo: Companhia das Letras, 2007.)
“ VENTO
Se a gente jogar uma pedra no vento
Ele nem olha para trás”.
(trecho do livro em PDF: Meu quintal é maior do que o mundo [recurso eletrônico])
O amor não é incondicional coisa nenhuma, tem suas fragilidades de matéria orgânica. Estraga, esgarça, rasga, inflama, acaba. E como acaba. É feito gente, depende do que vive.
Muita gente passa pela nossa vida. Alguns se transformam em lembranças, mas alguns se tornam parte de quem somos.
Não se engane! Às vezes você acha que tem muitos amigos, mas, na verdade, você só conhece muita gente.
Eu nasci...para conquistar o mundo; Para o mundo me conquistar; E a gente se harmonizar...Cantar, dançar, pular, correr, voar, sorrir, chorar, viver, amar...
Eu vim para aprender com o mundo e o mundo comigo aprender...
Numa sintonia perfeita! Cada coisa no seu momento certo. Porque o acaso não passa de uma ilusão.
Eu sou o Tudo e o Nada. Eu sou o que digo e o que silencio. O que eu digo é bom, mas, o que eu silencio é melhor ainda...Não! Não me leve a mal! Por favor, tente ver com os olhos de um viajante observador...
A vida é um mistério! Há muito mais a ser desvendado por trás do som da chuva...Só os 'loucos' sabem! São eles que chegam 'lá'... São eles que superam a 'consciência' de um mundo de 'sãos'. Esse 'lá' é tão confortável e ao mesmo tempo tão simples...
Desperte!
Mude!
Recomece!
Reinvente!
Desapegue!
Desapareça!
Apareça!
Enlouqueça!
Libere sua criança interior! Ouça o que ela tem a lhe dizer...! Não deixe morrer a essência mais bela de sua alma! Alcance a frequência do som que te levará de volta pra 'casa'...
Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.
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