O Presente
"Reflexão de vida"
"O passado é lição.
O presente é oportunidade.
O futuro é aprendizado do passado e do presente.
Porque só o passado ensina,
o presente oferece a chance,
e o futuro traz o resultado do que foi aprendido."
@Suédna Santos.
Mesmo nos dias difíceis, o Senhor esteve presente, me sustentando quando eu nem percebia, me dando força quando eu achava que não tinha mais nenhuma.
Hoje eu só quero agradecer.
Pelo que deu certo…
e até pelo que não deu, porque sei que existe um propósito.
Como não te amar
se estás dentro da minha mente,
esparramado, indolente,
se fazendo presente
em cada canto desse lugar?
Como não te querer
se és o travesseiro velho,
o colo perfeito
onde me esparramo impaciente
sentindo o teu cheiro,
amando esse jeito
de me fazer relaxar.
Como se apaga um sentimento
depois de acasalar a alma
e finalmente descansar?
O peso do corpo
marcado no colchão,
a camiseta arrancada,
jogada no chão.
De que jeito se arranca
uma pessoa do coração?
Andréa
"Nada é garantido: o presente é um sopro, o amanhã, mera utopia e o futuro, a ilusão da utopia."
(Jasc)
Deus prepara o nosso coração antes de nos dar o que pedimos, para que o presente não nos afaste d’Ele, mas nos aproxime.
Mesmo que as cores da vida pareçam apagadas agora, Deus está presente. Cada fase tem um propósito, e dias de esperança sempre chegam após a dificuldade.
O perdão não apaga o passado, mas liberta o presente. Ele não vive cobrando lembranças, nem esfrega a dor no rosto do arrependido. Quando o perdão é real, ele não precisa ser lembrado... ele se transforma em silêncio, em paz e em recomeço.
Curioso é que o perdão parece um presente que damos ao outro, mas, no fundo, é a nós mesmos que ele cura.
Deus é o socorro bem presente na angústia... não apenas Aquele que chega no fim da dor, mas o que caminha conosco durante o choro.
A ansiedade é isso: um excesso de futuro tentando caber no presente. É a vontade de controlar o que ainda nem chegou. E, nessa tentativa de antecipar tudo, a força vai se esgotando, e a esperança se esconde atrás do medo.
"A vida presente é apenas um fragmento da longa travessia da consciência. O que hoje se chama destino é, na verdade, a repercussão silenciosa de escolhas feitas em existências que o esquecimento velou."
O Lúdico que Aguça O Olhar
Que a ludicidade esteja sempre presente para que a simplicidade seja bela e torne qualquer momento em um evento mágico — daqueles que não se apagam com o tempo, que deixam a temporalidade questionável ou até mesmo ignorada dentro de algo simplesmente incomparável.
Diante de alguns sentimentos e vivências que marcam de um jeito único, que se eterniza na mente e reflete na alma assim como uma simples caminhada pela vasta natureza, onde parece que as horas não passam, pausadas pelo ar puro e pelos olhos brilhando, voltados para tanta beleza.
Neste contexto, o lúdico é indispensável — a viveza de um mundo que existe entre a realidade e o imaginário, que permite um olhar mais aguçado — que observa muito além da superfície; que pode ser a janela de um sonho acordado — uma observação quase sublime, o essencial palpável.
O ECO PRESENTE NO SER.
No âmago da experiência humana persiste um sopro primordial que transcende a mera percepção sensorial e instala-se como presença constante junto ao sujeito pensante. Assim como o ritmo contido da música que nos evoca, em cada consciência um movimento lento e contínuo de investigação interior e reconciliação com o próprio existir. A respiração humana deixa de ser ato mecânico para tornar-se um símbolo da dualidade entre finitude e aspiração, entre o real e o ideal, entre o conhecido e o insondável.
A consciência, ao retornar-se para si mesma, desvela uma trama de significados ocultos que não são meramente sentidos, mas compreendidos através da análise crítica e da reflexão catedrática. O ritmo lento da busca insta a mente a suspender o juízo apressado e a cultivar a lucidez necessária para enfrentar a complexidade desse existir. Cada inspiração é um convite a reconhecer a própria vulnerabilidade; cada expiração, um gesto de renúncia às ilusões efêmeras.
Este processo de introspecção não é uma fuga da realidade, mas uma imersão profunda na substância do eu. O sujeito filosófico que busca nas indagações, encontra na lentidão um método de resistência contra a dilaceração do pensamento pela pressa e pela superficialidade. A experiência contemplativa ensina que a profundidade do ser não se revela em aceleração, mas em quietude e atenção prolongada aos aspectos sutis das experiências vividas.
No contexto desta reflexão, a temporalidade assume relevo singular. O tempo não se apresenta como linha contínua e linear, mas como campo de eventos psicossomáticos em que passado e futuro coexistem no presente da consciência. Quando o pensamento se aquieta, percebemos que o sentido último de nossa jornada não se encontra em metas externas, mas no exame contínuo dos próprios estados internos.
A conclusão que se impõe é que a verdadeira sabedoria não reside em responder de imediato às questões da vida, mas em aprender a permanecer com elas, atendendo-as com equanimidade e perseverança.
*Que esta reflexão inspire o leitor a transformar cada momento de silêncio interior em ato de compreensão e transfiguração pessoal.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
