O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
CÂNTICO DA ENTREGA LÚCIDA.
Eu te canto não como posse
Mas como passagem
És aquele que ama com inteireza
Mesmo quando o objeto do amor é símbolo
Teu afeto não me prende
Ele te revela
Como o peregrino que ajoelha
Não diante do ídolo
Mas diante do sentido
Chamas de eternidade
Aquilo que em verdade é fidelidade interior
Persistência do sentir
Mesmo quando o mundo se cala
O amor que dizes por mim
Não me retém
Ele te forma
Lapida em ti uma ética do cuidado
Uma nobreza que não exige retorno
Se sofres
É porque amas sem reduzir
E isso é raro
Antigo
Digno
Guarda este poema não como promessa
Mas como reconhecimento
Há pessoas que não precisam ser amadas de volta, são por escolhas.
Para provar a grandeza do que sentem
E assim sigas
Com a dor transfigurada em consciência
E o amor elevado à sua forma mais alta
Aquela que não aprisiona
Mas sustenta a alma no seu caminho mais verdadeiro.
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
Quero estar com você,porque assim eu tenho fé
Quero estar com você, porque assim eu tenho sonhos,
Quero estar com você, porque assim eu busco forças,
Quero estar com você, porque assim não tenho medo.
Eu sou a minha realidade, minha verdade e isso parece bem, pois não tenho que me preocupar com o fim de nenhum efeito a meia noite.
Eu sou o que vejo, o que respiro, o que aspiro, o que sinto...
Todas as coisas que estão guardadas dentro do meu coração.
Eu sou minha consciência tranquila
leve e serena. E acredito que essa é uma grande virtude em tempos como hoje.
No dia que parti
Não estava bem certo se era para nunca mais voltar.
Eu levei comigo os teus sorrisos
Teus abraços
E todo amor que nesse tempo pode me dar.
No dia que parti, queria muito dizer adeus.
Senti um desejo enorme de te avisar
Mas, ao mesmo tempo, eu não queria
Por nenhum instante te ver chorar.
Não sei o que carrego na bagagem.
Lá eu vou abrir e recordar.
Porém, no último momento eu senti medo
Do brilho dos teus olhos não poder olhar.
Agradeço a Deus por todos os dias
Que ao teu lado eu pude estar
E todos os passos que me ensinaste
Com você os quero deixar.
Quando te lembrares de mim
Não entristeça porque parti
Me veja como um ser amadurecido
Que a sua missão precisou concluir.
No momento que parti
Lembranças passaram em minha mente
Eu não queria te fazer sofrer.
Ainda assim, sei que me amarás incondicionalmente.
Continue trilhando a tua jornada
E não tenhas pressa por me reencontrar.
Saiba que para onde eu parti
Eternamente posso te esperar!
Diga-me com quem andas e eu te direi quem és...
Gente deprimida, adora gente deprimida;
Um fracassado, se sente mais cômodo ao lado de outro fracassado. As vazias se atraem por pessoas vazias, e com isso nunca deixam de ser vazias. Gente carente, encontra companhia de gente carente.
Quanto aos vencedores; eles também se reconhecem, se respeitam e se atraem... Mas são os únicos que sabem seguir "só", porque já aprenderam a conviver com si mesmos
Estive muito tempo buscando encontrar uma mulher que inspirasse a minha vida.
Alguém a quem eu pudesse imitar seus passos; que tenha sobrevivido lutas parecidas com as minhas;
Uma figura feminina que eu pudesse olhar e me motivar.
Uma donzela fenix que ressurgiu das cinzas.
Para que nos meus dias difíceis eu pudesse dizer: "Se ela conseguiu, eu também posso!".
Hoje eu descobri que essa mulher sou eu.
A paz que os anos me deram
Com o passar dos anos, fui descobrindo uma paz que antes eu não conhecia.
Não porque a vida tenha ficado mais fácil, mas porque aprendi a não lutar com tudo. A não querer respostas para todas as perguntas, a não explicar todas as minhas escolhas e, principalmente, a não gastar energia com o que não posso mudar.
Hoje escolho melhor minhas batalhas, minhas companhias e até os meus silêncios.
Também aprendi a olhar com carinho para quem eu fui. Para os acertos, os erros, os medos e todas as versões de mim que me trouxeram até aqui.
O tempo deixou suas marcas. Algumas no rosto, outras bem mais profundas. Mas trouxe junto uma coisa preciosa: a tranquilidade de não precisar ser outra pessoa além de quem sou.
Ainda tenho sonhos, medos e inquietações. A diferença é que hoje sei que paz não é ter uma vida sem tempestades.
É saber onde encontrar abrigo quando elas chegam. ❤️
Solange Bittencourt
Cicatrizes que Florescem
Eu carrego o peso dos dias não ditos,
os ecos de passos que não me pertencem,
fragmentos de uma estrada sem destino,
onde a dor se enrola nas raízes do tempo
e floresce como cicatriz que canta.
Há um grito em cada gota de chuva,
uma confissão no som que corta o vento.
A alma se espraia pelos campos secos,
e o coração, inquieto,
brota em flores que não pediram cor.
Sou rio que deságua na própria margem,
meu curso incerto entre pedras e paus,
correndo por entre trilhas rasgadas
que costuram minha pele ao chão da existência.
Não há ponte que atravesse o que sou.
Em noites de silêncio denso e cru,
a lua sussurra verdades que não quero ouvir,
desvenda os espelhos internos,
onde sou herói e vilão,
onde luto contra meu próprio reflexo
até me tornar pele, osso e vontade.
E quando o sol, ao fim de seu fôlego,
se deita sobre os montes quebrados,
meu corpo, feito de sonhos e poeira,
abre os braços para um horizonte que se dissolve
no vão entre ser e querer ser.
Eu permaneço inteiro
na tempestade que arranca galhos secos,
pois sou árvore que cresce do avesso,
raiz que abraça o abismo
e flores que desafiam o solo.
Sou também a calmaria que sucede o caos,
a certeza que nasce do chão devastado,
o tronco que se curva, mas não quebra,
que desafia o vento com sua seiva viva
e canta, mesmo quando a dor ecoa.
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
o ângulo que eu vejo ,
me da a certeza que eu posso
pintar de olhos vendados,
cem telas sobre
o mesmo tema.
Foram 25 anos da minha vida dando vida a um personagem que não era eu. Hoje em dia, com 45, digo a mim mesmo que tenho 20 anos de vida, pois há 20 anos o verdadeiro Tuca tomou posse da sua verdadeira identidade. Hoje, não exponho minha vida com a intenção de ganhar alguns likes, mas sim para mostrar a todos que nossa felicidade depende única e exclusivamente da libertação das nossas próprias amarras, através da autoaceitação.
#lgbtqia+
🌈🌈🌈
Três vezes eu morri e renasci te amando
Dias em coma pareceram milhares de anos
Por toda a eternidade, estarei te esperando
Meu amor não desfalece, apesar dos danos
EU ACREDITO EM FADAS! ACREDITO! ACREDITO!
Se cada vez que alguém diz "Eu não acredito em fadas", uma fadinha cai morta no chão, estou certo de que cada vez que alguém diz que não acredita em sonhos, um coração puro se despedaça e morre em algum lugar do mundo.
Assim que vi a fadinha Alice, lembrei -me da minha infância, quando eu ainda tinha sonhos que me moviam... e pensamentos felizes que me faziam voar. Quando me tornei adulto, deparei-me com as mazelas sociais e, talvez, tenha me tornado um monstro como os que combatia... olhei muito tempo para o abismo!
Se um adulto deixa de sonhar e o seu coração despedaçado morre, o passado morre junto com ele. Mas, com uma criança é diferente, ela é o futuro. Se uma criança deixa de sonhar, não há esperança, o futuro morre com ela.
Então, deixe que as crianças sonhem e que seus pensamentos felizes as façam voar em nome da esperança de dias melhores... Eu acredito em você, Alice, minha fadinha linda! Acredito! Acredito! Te amo! 😍
Eu fecho os meus olhos
Mas ainda assim te vejo
Você tá nos meus sonhos
Porque ainda te desejo
Eu me tornei um escravo
Em agonia todo santo dia
Pela solidão, sou açoitado
Desejando a sua companhia
Por você, minha alma anseia
Por ti, a minha vida suspira
Por você, minha alegria pranteia
Por ti, minha consciência pira
O amor que um dia era...
Hoje é só uma quimera.
Eu te conheci muito jovem, quando tudo ainda era novo e emocionante... as possibilidades do mundo pareciam infinitas! Bem... elas continuaram sendo infinitas para mim, talvez, também para você, mas não para nós.
Nessa infinitude da sua ausência, simplesmente, vivendo para caçar emoções, o meu coração se quebrou tantas vezes e de tantas maneiras que não dá mais pra consertar. Ainda que o meu coração desfaleça e a minha carne definhe com a idade, os dados ainda estão rolando e sigo pagando qualquer preço por mais um pouquinho de emoção! Algumas vezes ganhando, outras vezes perdendo, mas, até quando?
Enfim, entre sexo, fatias de pizza, balas e guaraná... ainda me prendo àquela sensação! Eu sei que, para sempre, sempre acaba..., mas você sempre será um amor pra recordar! E lembre-se que, se você não demorar muito, prometo te esperar a minha vida inteira!
Estive pensando sobre a "espera"...
Eu a conheci e nos apaixonamos, mas não era a hora certa e nos separamos. Então, anos depois, temos a chance de nos reencontrarmos.
Contudo, eu me pergunto: Será que já se passou tempo demais? Será que não esperamos muito? Não seria tarde demais... como é que pode dar certo?
Sozinhos, já chegamos tão longe! Se bem que, começando de novo, poderíamos chegar a um outro lugar. Você acredita em segundas chances?
Na alvorada, ao sol nascente, eu medito,
Sobre o amor, que outrora florescia tão bonito,
Mas agora, envolto em sombras, desfeito,
Por uma traição, que no peito, ferido, foi feito.
Gravada em segredo, a nossa voz, lamenta,
Um vínculo outrora forte, agora se arrebenta,
Onde outrora havia confiança e afeto,
Resta agora o vazio, o lamento, o desafeto.
Oh, como as rosas murcham em meu jardim,
E o canto dos pássaros soa triste, sem fim,
Pois a traição obscureceu o céu azul,
E o amor, que outrora brilhava, agora é nulo.
Por isso, ergo-me em meio à escuridão,
Com lágrimas nos olhos, e no coração,
Decido, nesta aurora melancólica e fria,
Encerrar esta história, que um dia foi minha.
Leve consigo as lembranças, os vestígios do que foi,
Pois não há mais lugar para nós dois, aqui, sob este céu,
Que seja livre, que siga seu caminho sem mim,
Pois neste adeus, encontro a paz, enfim.
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