O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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⁠#AMOR #FEIO

Eu quero um amor feio...
Que me olhe com a alma...
Que me pegue pela mão...
E me mostre o céu...
Que me ame pela manhã...
Às tardes e noites...
Sem da ilusão o véu...

Quero um amor feio...
Que sempre pense em mim...
Que me traga flores...
Que seja simplesmente assim...

Quero um amor feio...
Que cuide do essencial...
Que não deixe minhas lágrimas brotarem...
Que nunca me faça mal...

Quero um amor feio...
Que me dê beijos e beijos em meu cangote...
Que me causem arrepios...
Que me faça agradecer ao bom Deus...
A minha venturosa sorte...

Os amores feios não envelhecem...
Juntos são mais felizes...
Criam raízes...
Até quando padecem...

O amor feio...
Hoje peço ao Criador...
Terenos um ao outro...
E nos unindo...
O verdadeiro amor...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#EMARANHADO

Por sentir, escrevo...
Por calar-me, sufoco-me...
Por não ter, eu quero...
Por ter medo, tremo...
O que não faço, me entristece...
O que faço, nem sempre me alegra...
O que adio, perco...
O que não vivo, dói-me...
Sentindo dor, enlouqueço...
Enlouquecido perco a razão...
E sem razão, me maltrato e maltrato a quem me quer bem...
E assim, nesse emaranhado, vou me perdendo...
E só Você Senhor...
Me torna à luz...
Obrigado 😊

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CHORO

Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...

Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...

Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...

Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...

Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...

Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...

Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...

Chorei...

Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠UM #SEGREDO

Eu queria contar-lhe que a vida é também isso:

Não há sossego...
Para quem está cansado de esperar...
Segue até ao fundo de existir...
Faz-se velho...
Esfria-lhe a alma...
Sente a fúria fria do destino...
Sente tudo de todas as maneiras...

Sou o único a bordo do meu barco...
Ao meu redor...
Apenas monstros...

O mais temido veneno é o tempo...
Nascemos carne....
E a cada dia vamos nos transformando em sonhos...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠Ai, ai de mim...
Enquanto caminho eu já sou o passado...

Todos os momentos que nos coroaram...
Todas as estradas que abrimos
irão achando seu fim...

Dessa procura extenuante e precisa...
Não teremos sinal senão o de saber que iremos, por onde formos, de encontro de um para o outro...

Cinzenta é a cor do céu... Decerto vai chover...
Soa um cântico antigo no vento dessa tarde...

Nos bancos tristes que há na cidade...
Sobe em mim próprio como um desejo
Ou um remorso da mocidade…

Gente igual por dentro...
Gente igual por fora...
Não sei qual abismo temo...
Salvo, apenas, o meu sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que venha o caos e a loucura...
Para que assim eu possa enxergar um outro mundo diferente dessa mentira nua...

Sei que a razão não me assiste...
Mas meu coração ainda insiste...
Em poder sonhar...

O para sempre sempre acaba...
O horizonte nunca se alcança...
Os cândidos fantasmas da esperança também choram...
E nas veredas da vida há almas que se cansam...

Houveram em minha vida uns espaços...
Onde nunca dei um passo...
E não tenho outra memória...
Do arrependimento por não ter feito...
De ter aberto o meu peito...
E de ter sonhado livre...

Dos feitos, ficam apenas as lembranças, que se tornam cada vez mais fracas...

As pessoas não vêem meu coração...
Vêem apenas meu comportamento...
Julga-me sem meu consentimento...
Baseados no que eles mesmo vão vivendo...

Não procures a marca dos meus passos...
Não encontrarás flores crescendo...
Bebei tu mesmo...
A taça de seus venenos...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#MENTIRAS

Antes eu tive fé...
Deixei escapar em uma esquina qualquer...
Conheci a verdade...
Mas não posso lhe dizer...

Poeta mentiroso...
Que em cada versos existe um pouco de mim...
E onde sonhei viver...
Já não sei se desejo tanto assim...

De rima em rima um pranto...
Alma calma...
Declamando amor, o apego e o sossego que mais se acentua...
Do cisne , um canto de mentiras...
Enquanto a verdade anda nua...

Feliz de quem puder...
Aos domínios do céu o pensamento erguer...

Perdi-me dentro de mim...
Pois sou um grande labirinto...
Passei pela vida...
Por muitos abismos...
Nem todos os senti...

Não tenho o amanhã e nem o hoje...
E para os outros cujo o tempo foge...
Eu o tenho como meu consorte...

Aonde tanta vez a lua me beijou...
É onde tantas encontrei um amor...
Quisera eu lhe falar mais...
Sendo hoje o dia da mentira...
Quiçá depois...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...

Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...

Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...

Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...

Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Em horas presentes de infortúnios e tédios...
Eu choro e espero...

Diante ao vendaval que ruge...
Luto...
Não me entrego...

Tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas...
Junto a toda a gente que eu conheço e que fala comigo...

Em vão tentei quebrar o círculo mágico...
Inútil escapar...
Procurei esconder-me...
Em esperanças...
Em audácias...
Pensei em não mais lutar...

Poetas, que somos nós?
E bater, é bater com alma na bigorna...
Mas vou pelos passeios...

Entre a sombra e a luz...
Meu sonho conduz...

Tirando da alma os bocados precisos...
Nem mais...
Nem menos...
Só o que sinto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando...
Então quem eu sou?

No luto dos meus olhos...
Foi na minh'alma que nasceu a dor...

Quem é leal e quem não nos abandona...
Quem devemos procurar...
E ser dignas de confiança...
Alguém a encontrar?

Já quase desisti...
Da inocência do desconhecido...
E a saudade?
Ainda vive em meu peito...

O que levamos da terra
É o céu que possuímos...
E à morte que damos vida...
Criam-se o sentido...

Vã filosofia...
Turvo clarão de raciocínios tristes...
Nos engana e mente...
Entre sombras nos conduz...

Quem rasteja na Verdade...
Se desencanta...
Do amor escravo...
Vítima sempre serei...

São muitas as provas na vida que servem para testar quem somos...
Seguir adiante, sem descansar...
Afinal ...
Onde tudo vai dar?

No meio da confusão é preciso ver para além do que se pode olhar…

No meio de tudo onde estou eu?...
Que serão os meus sonhos...
O que posso almejar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...

Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?

Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...

Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…

Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...

Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?

És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Esta noite eu durmo de tristeza...
Um balão apagado...
Um caixão à cova...
A dor conhecida e não tão nova...
Vil despojo da triste alma...
De uma estrela morta...

Ainda terei alento diante o pranto?
Teu nada em um jardim de pedras...
A pá de cal como promessa...

Por dentro do que pensamos...
Sou espírito sonâmbulo...
Ser que passa no mundo, sem o ver...
Ainda correm lágrimas pelos olhos...
Doem mais as do coração...

É tão tarde para dizer as palavras necessárias...
É dia...
Mas no peito a noite já é bem escura...
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer...

Partistes...
Não haverá retorno...
Vestiu-se para um baile que não há...
Só existem saudades e fotografias...
A vida tornar-se-a agora tão fria...
Resta-me apenas crer...
Em um dia te encontrar se eu puder...
E fazer de nossa eternidade...
Outra história a contar...

In memoriam...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Silêncio...
Hora morta...
Desfolhada...
Quando ouvi de seus lábios que eu não sou nada...

Hora inútil e sombria de abandono...
Um punhal em minhas costas...
A certeza cruel...
Do meu engano...

Sem rumo para os meus passos...
De que me serviram seus abraços?

Desiludido ainda me iludo...
Diante cruel mundo...
A quem devo dizer o contratempo...
Do solavanco desse destino...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Ah quisera eu que as pedras não fossem mudas...
Que no fundo dos copos encontrasse as verdades...
Que as palavras fossem de fácil entendimento...
E que os amores não fossem desfeitos...

Quisera eu que meus pés descalços não fugissem...
Do tempo que a tudo destrói e forma fuligens...

Que as ilusões não se desfolhassem...
Que os sonhos não perdessem as virtudes...
E que amando só conhecessemos as verdades...

Às vezes uma dor nos desespera...
E a verdade nos engana...
Então o desalento clama...
E a vida queremos que encerre...

Então para que nunca nada se perca...
O desejo cultivamos mesmo amargo e rude...

E diante das auroras que se avizinham...
Para que o sonho viva de certezas...
Para que o tempo da paixão não mude...
Por bem vos quero...
E morro despedido...
Na esperança de um vão contentamento...
Em saber que nem tudo está perdido...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Graças a Deus que estou doido...
Que se sabe da vida?...
Dizem que finjo ou minto...
Eu simplesmente sinto...

Tudo o que sonho ou passo...
Nem sentes...
O vento levará os meus mil cansaços...

Ainda correm lágrimas...
Na soledade pensativa...
Escondida...
Disfarçada em sorrisos...

Sei que nada me é pertencente...
E lá fora na estrada...
Pensando coisas profundas...
Compreendo que sou livre...

Livre ando de enganos...
Mas de olhos postos nas coisas, distraído...
Aberto por um vento muito brando...
Acolhendo sempre um pouco de mim mesmo...

Mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem...
Acendendo a Deus este segredo...
Fazendo-me feliz eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que lucrei, eu, Senhor com o tempo perdido?
Num e noutro despojo me achando o que a vaidade me propôs...

Nunca mostramos o que somos, senão quando entendemos que ninguém nos vê...
Mas se ninguém nos vê o que importa afinal ser ou parecer?

Escoar-se é um desperdício...
Assim como aprisionar o vento...
Pouco se ganha...
Tanto se perde...
Tantas coisas sem sentido...

Homem que sou...
Ó divina esperança onde estás que comigo brinca...
E não me convida à dança...

Tu que transforma os sombrios pedadelos em sonhos dourados...
Que nos inflige e nos obriga a levantar da cama...
Virgem de eterno devaneio...
Que hoje minhas mãos não alcançam...

A rotina é tão pesarosa...
As mesmas pessoas enfadonhas...
Dentro de mim, a noite escura e fria se anuncia...

Que me olhar não se perca...
Entre tantos outros que passam...
E farto de fadigas...
E de fragilidades tantas...
Que amanhã...
Em outro dia...
Então...
Eu floresça...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Desconheço...
Sou eu poeta?
Cenário dolente...
Embora me divirta...
Aqui, coração que andou entre os homens, arranco...
Ando à deriva na fonte de muitos olhos...
Movendo-me aqui e agora entre contornos vivos...
A minha prisão de viver são perfumes de pecado...
A grande inteligência é sobreviver...
Entre o murmúrio dos esgotos...
Rotina...
De longos braços estendidos...
Velhos desejos recalcados...
Espantos e receios...
Escondidos em leitos sangrentos...
Disfarçados em diálogos sonolentos...
Provisórios dias do mundo a ti pergunto:
Sou eu poeta?
Desculpai-me esta face...
Serei eu só mais um fantasma de tudo?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...

Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...

Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...

Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...

Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...

Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?

Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O que não daria eu...
Num dia sem data...
A sentar-me em uma mesa...
Com aqueles que um dia me amaram...

Hoje tenho os lábios secos...
Os olhos marejados...
E arde-me a cabeça...
Do tempo passado...

O presente é todo o passado...
E também é todo o futuro...
Prossegue a música...
Entra mais na alma da alma...
E a lembrança é que entristece...
Essa terra de ninguém...

Espreito então pelas janelas de outrora...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Tal a sorte às cegas...
Da nossa existência...

Ter e não perceber o valor que tem...
Perder e então compreender...
Feliz é aquele...
Que sabendo o que tem...
Ama e não se enlouquece...
Quando tudo se vai...
E nada mais vem...

Sandro Paschoal Nogueira