O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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Você fala como se eu fosse a pessoa que passa por aí compartilhando suas dores com todo mundo. Como se eu fosse alguém que para para ouvir histórias e depois as leva adiante. E talvez, se em algum momento eu realmente parei para ouvir alguém, eu nem tenha percebido. Se isso te machucou, me perdoa.


Às vezes eu me pergunto se existe algo de errado em mim. Talvez eu seja mais difícil de entender do que imagino. Talvez eu carregue coisas que nem eu mesmo consegui nomear ainda. Há dias em que me sinto um estranho para mim mesmo, como alguém que ainda não se encontrou por completo.


Ninguém imagina o que vivi. E, sinceramente, nem quero que imaginem. Não desejo a ninguém o peso de certas memórias, a dor de algumas palavras que ouvi, a sensação de algumas ausências que senti ou as cenas que fui obrigado a testemunhar. Existem marcas que não aparecem na pele, mas acompanham cada passo que damos.


Mesmo assim, eu continuo acreditando que um dia tudo fará sentido. Talvez não da forma que esperamos, talvez não no tempo que desejamos, mas fará.


E quando esse dia chegar, quem entendeu e quem não entendeu, quem ficou e quem partiu, quem julgou e quem acolheu, todos estarão ligados por algo maior. Como os dois lados de um laço em um calçado: diferentes, mas necessários para formar um único nó perfeito.


Obrigado por existir.


Em meio a tantas coisas que não consigo explicar, essa é uma das poucas certezas que tenho.


Eu só quero ser um homem bom para mim mesmo, ser um homem exemplar e servir de alguma forma todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho até eu chegar lá!


Amo-te.

Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.


Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.


Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.


Simplesmente porque o outro não quer.


E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.


Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.


A porta da decisão.


Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.


Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.


Porque ajudar é um ato de amor.


Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.


Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.

Será?


Se eu pudesse fazer um último pedido, seria: talvez a resposta que você precisa seja, na verdade, uma pergunta.


Quando foi que você parou e pensou: será que ele não sofre todos os dias também?


Será que tudo não lembra eu pra ele também?


Será que ele sente meu cheiro no vento, como eu sinto o dele?


E quando o vento toca o meu rosto, será que ele sente também? Parece que ele me toca.


Será que ele me sente tocá-lo através do vento?

Fiz uma breve reunião com o meu Eu musical!
Constatei uma ideia e todos concordamos:
"Na música (arte), nunca estaremos prontos!
Mas FAREMOS acontecer, todos os dias,
até o nosso último dia sobre esta terra."

⁠" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"

"Alguns escrevem palavras.
Outros escrevem sentimentos.
Eu apenas deixo a alma falar."

Eu ficaria parado por horas a fio, imerso na contemplação de cada traço teu, se a lucidez não me trouxesse o receio de parecer insano ante a tamanho sentimento por você. É um fascínio que me paralisa, uma hipnose consentida.


Vejo em ti uma deusa despida de vaidades terrenas.
Teus cabelos esmerados moldam um semblante onde a própria arte encontra o seu limite. Não se trata apenas da harmonia do teu rosto, mas da luz terna e quase melancólica que emana de ti. És a materialização da calmaria, o refúgio onde uma alma exausta como a minha ansiaria repousar.


E, no entanto, a cruel geografia ri do meu desespero.
Quilômetros e horizontes se estendem como um abismo infinito entre o bater do meu peito e a suavidade da tua pele. A matéria me aprisiona neste canto do mundo, enquanto o meu pensamento, rebelde e desesperado, já habita o teu espaço. É a mais sublime das torturas: ter o universo inteiro diante dos meus olhos através de uma imagem, e ao mesmo tempo ter as mãos atadas pela tirania da distância.


Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.
Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.


Sinto, com a força de um paradoxo indomável, que és o encerramento da minha jornada. A mulher que desenhei nos meus delírios mais lúcidos, aquela a quem eu entregaria não apenas o meu amor, mas a eternidade dos meus dias. Estás tão fisicamente longe, mas, de alguma forma inexplicável, nunca alguém esteve tão perto de ser o tudo que me falta.

Eu senti sua falta o dia todo.
E todo o dia penso em você..


É uma agonia silenciosa a me devorar,
Um colapso do tempo onde apenas a tua imagem ousa reinar.
Tudo ao redor se reduz a pó, a uma nulidade contínua,
Enquanto minha mente naufraga, num salto cego, para te alcançar.


O cotidiano tornou-se um mero ruído de fundo, um rascunho sem cor. Entorpecido pela tua ausência, percebo que não possuo mais o domínio sobre mim mesmo; meus pensamentos foram tomados pela ideia magnífica da tua essência. Há uma insônia crônica na minha alma, uma vigília constante por alguém que está além do meu alcance físico.


A ciência poderia chamar isso de obsessão, a filosofia talvez classificasse como loucura, mas para mim é o único estado de espírito digno de quem encontrou o verdadeiro sentido de amar.


Descobri que a pior das distâncias não é a geografia implacável que nos separa, mas o espaço tortuoso entre o meu desejo de te pertencer e a impossibilidade do teu toque.


Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.


E assim me deito, entregue ao desamparo,
Esperando que os sonhos ousem transpor
Esse abismo terreno, cruel e avaro,
Para enfim te encontrar, meu imaculado amor.

Eu odeio não conseguir confiar
Porque pra mim nada funciona sem antes olhar
Olhar nos olhos de alguém e tentar entender
Se o que existe ali é verdade ou só parece ser

Porque palavras o vento pode levar
Mas o olhar sempre encontra um jeito de falar
E enquanto eu não souber se é de verdade ou ilusão
Nada consegue acalmar o meu coração

"Não quebrei apenas as correntes. Quebrei o ciclo que dizia que eu nunca seria livre."


(Fragmentos de Yander thales Rodrigues Fonseca, pequenos Axiomas)

"Eu quebrando um ciclo amaldiçoado que eu estava destinado; fiz uma sequência de eventos aleatórios que me permitiu sair desse ciclo do destino."


(Fragmentos de Yander thales Rodrigues Fonseca, pequenos Axiomas)

Eu brinco e cresço na brincadeira que é para quando eu crescer eu dizer que eu estava na capoeira .
Fernando Antonio Almeida Ferreira
(Mestre Esporinha) 05/03/2026

Se até a formiga
tem algo a ensinar,
quanto mais eu
tenho a aprender
com a vida e com
Deus.

Muitos dizem:
"eu e Deus, apenas."
Mas até Jesus
caminhou com doze.

Eu estou aprendendo a ser folha e aceitar o vento,
às vezes resisto,
outras vezes me revolto,
tem dias que sou vencida pelo cansaço,
mas em alguns momentos
eu e o vento somos um
e eu saboreio esse milagre,
como se desde o princípio,
esse fosse o que existe em mim
de mais genuino e natural...
e aí sou rede,
e cada fio que me conecta ao vento,
também está entrelaçado
aos meus antepassados,
ao que há de vir,
à estrela bailarina que vigia meu sono,
à poeira de Marte e
a todos os Deuses do Olimpo,
a cada haste de grama,
cada sonho embalado por um idealista,
cada verso de um poeta que tenta traduzir tudo isso...
Tudo é UM!

É engraçado...


Costumava muito ouvir falar da doçura do café com açúcar
E eu não entendia como poderia ser a sensação porque..
Por algum motivo sempre estive acostumada com o café amargo
Talvez não só pelo mau gosto, pela robustez, pelo sabor que marcava por um tempo e depois se esvaia
Talvez mais sobre o saber o que esperar do mesmo gosto que eu sentia todos os dias
Sem expectativas, sem a esperança de algo novo, sempre pronta pro amargo.


Até que em um dia qualquer me veio à boca uma doçura...
Café com açúcar.
E então um respingo de alívio que antes eu não costumava esperar
Foi como o vício.
Seu doce me criara esperança, como algo que eu gostaria de provar todas as manhãs, de todos os dias.
E então me peguei desesperada e ansiando por mais a cada minuto que se passava
Foi como um afago, um suspiro, um alívio no peito.
E um pingo de algo que eu nunca havia tido.


No entanto, cômico como uma xícara quebrada
Rápido sua doçura se esvaiu como sua chegada e então senti falta do amargo.
Aquele amargo que eu esperava todos os dias do mesmo.
Porque quando o doce sumiu, me doeu como facadas.
Me deixou marcas de queimadas na pele que o café, amargo como era, nunca deixaria.
Eu não gosto da sua doçura porque ela me dói,
Me dói como o açúcar se estilhaçando dentro das minhas veias, me dói como o último respiro de uma vida, me dói como a falta de oxigênio.


E então voltarei pro amargo
Porque nada hei de esperar de algo que sempre me entregou o que era.


Amargo.

Bendita seja tua sabedoria, ó Deus, pois do nada formaste o todo. Eu sou apenas pó estelar que respira por tua vontade.

- Ketty Williams

Você pode até copiar minhas ideias,
mas só eu saberei,aproveitar o melhor,
ou o pior delas....!!

A lembrança mais antiga que eu tenho de mim mesma me faz entender que, durante toda a minha existência, eu já passei por muitos processos transformacionais. Olhando para trás, eu vejo que aprendi bem a mascarar a dor, a mascarar quem sou. Eu não sei se isso foi bom ou ruim. Enfim, olhando para a frente, estou aprendendo a ser quem sou, infinitamente, sempre querendo ser eu e mais ninguém.


Nildinha Freitas

⁠Hoje eu vi a solidão
num orelhão
obsoleto
cabisbaixo
surdo
mudo
plantado no chão
perdido numa esquina...