O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Era uma vez
Eu e você
E o Amor que estava prestes a acontecer,
Parou no caminho do quase
Virou utopia
Nos tornamos aqueles que poderiam ser;
Sujeitos,
Pretérito imperfeito
De onde não conseguimos passar do quase;
Ficamos na primeira fase
Findamos o meio do caminho
Cruzamos a linha do começo,
mas não sustentamos o depois.
Tocamos o futuro,
mas não virou nós dois
Fomos além do quase,
mas não do fim.
O relógio marca o tempo, mas eu conto a saudade,
Esperando o momento da nossa felicidade.
Se você demora um pouco, o coração já quer saber:
Como é que o mundo gira sem eu ter você?
Eu sou o cara que te cuida e te quer bem,
Que não te troca por nada e nem por ninguém.
No balanço do caminho, no trajeto do destino,
Te protejo com a força de um amor cristalino.
Quando o carro para e a gente chega em algum lugar,
Faço questão do gesto, só pra te ver desembarcar.
Abro a porta, te dou a mão, te vejo florescer,
Porque o meu maior orgulho é estar com você.
No silêncio da noite ou no caos do dia,
Sou seu porto seguro, sua melhor companhia.
Se o choro vier, sou eu quem enxuga o pranto,
Pois te amar desse jeito é o meu maior encanto.
Você acorda e sorri, e nesse brilho eu leio:
Que sou o cara certo, sem medo e sem receio.
Sou seu herói, seu amigo, seu eterno namorado,
O cara que vive feliz... só por estar ao seu lado.
Esse cara sou eu
O homem desejado por todas as mulheres
Esse cara sou eu
O seu namorado.
Encontre tempo para as coisas que te fazem lembrar o quanto é bom estar vivo.
Eu estou aprendendo isso.
A desacelerar.
A agradecer mais.
A valorizar o simples.
Porque no fim… são esses pequenos momentos que salvam o dia...
"O 'não' de Deus salva mais do que o 'sim' que eu implorava."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
"Deus não é uma força unidimensional. Ele é o 'Eu Sou', o Ser autoexistente e eterno."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.
Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.
Eu..., eu sou um raio de sol, uma gota de orvalho, eu..., eu sou um rio, um grão de areia, uma praia, um mar, um mar de emoções, eu..., eu sou uma letra, uma palavra, uma palavra ainda por inventar, eu..., eu sou a luta, a luta que não acaba, eu..., eu sou amor, amor que banha um coração.
Eu vivo para amar, lutar, sou coração quebrado..., por ti, por mim, por ilusões, eu.... Eu sou...
Eu vivo...
Sou brisa que bate em teu rosto em dias de lágrimas e as seco.
Eu..., eu luto, eu sô quero viver, viver e amar...
Viver e amar, nada mais simples.
Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.
Eu tive que perdoar até oque não me foi feito,
Para que eu pudesse "SOBREVIVER"
eu tive que te perdoar pela dor que me foi causada, mas fui eu quem "ESCOLHI" AMAR você,
Eu busquei sentimentos em vaso vazio, e ele se quebrou, ainda não sei se junto os cacos ou "VIVO" com o pouco da dignidade que me sobrou
Recomeçar é cansativo, buscar amor em pessoas rasas não é um bom "CAMINHO"
Mas como posso eu saber ? Sem me envolver.
Apenas seja feliz e aceite aquilo que "O CRIADOR DEU A VOCÊ"
Ela foi, mas quando alguém me toca com carinho eu choro.
Ela foi, mas quando transo com alguém não me satisfaço.
Ela foi, mas quando beijo, o beijo é só físico não toca a alma.
E é isso.
[..] eu não tinha noção
de que meu frágil coração
guardava a habilidade
de fazer nascer
flores tão delicadas e cheirosas
até você surgir
e, devagar
tocar minhas raízes
com doçura.
Janete Galvão
O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.
É preciso ser muito pra fazer eu desistir de mim
muito mais do que grito,
muito mais do que fim.
É preciso ser corte que nem o tempo cicatriza, vento que arranca raiz,
muralha que não se humaniza.
Porque eu me faço inteira até no caco,
me refaço no avesso do dia,
faço da dor um palco pra dançar minha poesia.
Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona
Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.
Flávia Abib
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