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O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.

E por que não esquecer os outros
que distantes deixaram de estar aqui,
e eu nem percebi...

Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas

O ofício do sofrimento

Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.

Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.

Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.

Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.

O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.

Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.

À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.

E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:

quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.

Gotas de lágrimas

Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.

Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.


Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.

Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.

Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.

E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.

Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.

E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.

Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.

Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.

Eu..., eu sou um raio de sol, uma gota de orvalho, eu..., eu sou um rio, um grão de areia, uma praia, um mar, um mar de emoções, eu..., eu sou uma letra, uma palavra, uma palavra ainda por inventar, eu..., eu sou a luta, a luta que não acaba, eu..., eu sou amor, amor que banha um coração.
Eu vivo para amar, lutar, sou coração quebrado..., por ti, por mim, por ilusões, eu.... Eu sou...
Eu vivo...
Sou brisa que bate em teu rosto em dias de lágrimas e as seco.
Eu..., eu luto, eu sô quero viver, viver e amar...
Viver e amar, nada mais simples.

Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.

Carta Aberta ao Remetente
Querida eu,
Hoje sou grata por ter me visto do avesso, mas quero me perdoar pelas inúmeras vezes que me sabotei.
Hoje sou mais forte, mais resiliente, mais leve mas ainda assim preciso de uns reparos.
Quero me perdoar também pelos SIM que disse, querendo dizer NÃO, mas pelo simples fato de que o posto de boazinha que me deram, me fez prisioneira, não que esse rótulo até não me caia bem, mas porque quero viver livre.
Me feri, me julguei, me cobrei, me comparei e me calei e hoje já não sou mais essa que se limitava.
A mulher de 40+ hoje se permite escolher e decidiu nos desertos, que é hora de ser o reflexo do legado que sua mãe deixou de presente.
A menina de 40+ só quer asas para viver a leveza que te trouxe paz.
As duas querem respeito para se colocar no papel que quiser.
Quero agradecer as flores por mostrar que posso ver a vida da cor que ela realmente deve ser.
Quero agradecer as borboletas por mostrarem que é possível se transformar em qualquer circunstância.
Gratidão ao espelho por mostrar que o reflexo mais bonito vem das minhas novas atitudes e não da fotografia do meu rosto.
Gratidão aos afetos por me darem colo e aos desafetos por me mostrarem que não sou perfeita.
Escrevo hoje a mim mesma, não por querer aplausos , e sim por me respeitar e conhecer minhas vontades.
Quero agradecer as vezes que fui forte onde o caminho natural era ser frágil mas quero me perdoar por não me deixar permitir as duas sensações
Quero pedir desculpas a minha mania de cuidar apenas dos outros, quando o que eu mais queria, era um cafuné e um pedaço do meu bolo de fubá preferido.

A mente humana
é o complexo
indecifrável,de
um conjunto de
ideias que nem eu
entendo.

Eu tive que perdoar até oque não me foi feito,
Para que eu pudesse "SOBREVIVER"
eu tive que te perdoar pela dor que me foi causada, mas fui eu quem "ESCOLHI" AMAR você,
Eu busquei sentimentos em vaso vazio, e ele se quebrou, ainda não sei se junto os cacos ou "VIVO" com o pouco da dignidade que me sobrou
Recomeçar é cansativo, buscar amor em pessoas rasas não é um bom "CAMINHO"
Mas como posso eu saber ? Sem me envolver.
Apenas seja feliz e aceite aquilo que "O CRIADOR DEU A VOCÊ"

Ela foi, mas quando alguém me toca com carinho eu choro.
Ela foi, mas quando transo com alguém não me satisfaço.
Ela foi, mas quando beijo, o beijo é só físico não toca a alma.
E é isso.

[..] eu não tinha noção
de que meu frágil coração
guardava a habilidade
de fazer nascer
flores tão delicadas e cheirosas


até você surgir
e, devagar
tocar minhas raízes
com doçura.


Janete Galvão

O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.

É preciso ser muito pra fazer eu desistir de mim
muito mais do que grito,
muito mais do que fim.


É preciso ser corte que nem o tempo cicatriza, vento que arranca raiz,
muralha que não se humaniza.


Porque eu me faço inteira até no caco,
me refaço no avesso do dia,
faço da dor um palco pra dançar minha poesia.

Dentro dessas linhas

Você chegou como um cometa,
iluminando um céu que eu já achava apagado.
Rasgou a rotina,
fez meu coração repensar seus próprios passos.

Dentro dessas linhas,
eu caminho sem pressa, sem medo,
absorvendo cada instante que você me oferece.

E pela primeira vez,
sem a necessidade de estar armado,
sinto que posso, enfim,
ser amado.

Mostrei meu mundo em tão pouco tempo,
cada esquina, cada pedaço de mim.
E você, sem reservas,
abriu o íntimo que antes era ferida —
e transformou silêncio em confiança.

Até quando nos desencontramos,
o destino fez questão de nos juntar depressa,
como se dissesse que não há fuga
quando duas linhas foram feitas
para correr lado a lado.

Vejo você no amanhã que sempre temi,
como calor nos meus dias nublados,
como ar leve nos dias ensolarados —
onde antes havia peso,
agora existe respiro.

Do Acaso

E mesmo sem querer te encontrar,
eu te procurava.
E mesmo sem saber o que buscar,
você me buscava.

Foi nesse acaso, disfarçado de sorte,
que o tempo rendeu-se ao nosso encontro.
Sem promessas, sem planos, sem norte,
mas com um sentir que venceu qualquer confronto.

Não era destino, era mera distração do universo:
um sopro breve que rasgou o céu cinza, perverso.
E entre meus vícios de solidão e razão,
teu olhar devolveu batidas do meu coração.

Eu, que me resguardava em meus invernos,
vi, em tua presença, uma fissura na minha muralha.
Um perigo silencioso e necessário:
o risco de sentir ainda me encontrar.

E se um dia duvidar de tudo outra vez,
recordarei o silêncio entre nossas palavras —
porque quaisquer que sejam feitas nossas almas,
a minha e a tua parecem ter sido feitas do mesmo.

Teu feitiço


Teu feitiço me dominou, tomou-me pelos braços e agora eu não quero mais me libertar,


Os passos emaranhados e as sombras daquilo que pulsava causaram encantamento, ao mesmo tempo que deixavam um rastro de medo no radar do silêncio,


Resta-me apreciar o teu veneno e me acostumar com tuas carícias sem saber aonde vai dá.

Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo 
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona

Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.

Flávia Abib