O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro
Manifesto da Bravura
Sentir não e errado nunca foi. Ser diferente da maioria também não, então para de se esconder neste tenebroso armário.Há pessoas incríveis lá fora esperando para conhecê-lo, não tenha medo. Não será fácil, confesso. Mas você é esperto, sempre foi. Saberá lhe dar com os problemas e olhares complacentes da ignorância. As pessoas temem o diferente e o desconhecidos, então vá até lá e deixem-nas conhecerem você. Vão se apaixonar, eu sei! Isso não e errado ou feio, não mesmo. Feio é mentir e fingir ser quem não se é. Cadê aquele garoto corajoso que matava dragões e criaturas mágicas em seu quarto? Que não tinha medo do escuro. Onde está aquela bravura? Onde está nosso herói perdido? Precisamos dele outra vez, ande logo, desperte-o. O caótico mundo lá fora precisa dele novamente. Interrompa seu sono, ouse ir além. Sai já daí. Se sentir medo pode segurar minha mão e juntos desbravaremos novos rumos de respeito e tolerância.
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MAMÃE VOCÊ ME FAZ SENTIA A VIDA MAIS BELA E MAIS COLORIDA E FAZ MEU MUNDO BEM MELHOR,
OHH!MAE VOCE QUE ME ENSINOU O AMOR
JUNTO COM TODA COR
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DA DANÇA AQUELA
Hoje que vi a dança aquela
A folha na varanda
verde claro e amarela
Tão viva, tão bela
Se despedia dançando
Girando, caía subindo
E eu na varanda, vendo ela
Sorte minha
Era ela
A dança mais bela
Tão nova e tão ela
Partia de velha
Verde claro e amarela
Se sabia pra onde ia
Com o vento dançava ela
Para um novo tom
Colorida coragem dela
Tão viva, tão ela!
SINTO MUITO
Que pena de sentir quem pouco sente
De quem sente e pouco pena
De quem pena e não deixa sentir
Que dó de deixar quem muito deixa
De quem deixando pouco leva
De quem levando perde em não deixar
Que perda de penar quem dó, ré, mi
De quem ré não deixa ir
De quem sol pena sentir.
GENTE ELEGANTE!
Gente que desfila bonita seu jeito único
.... que carrega com leveza e humildade suas fraquezas
... que transmite com naturalidade sua diferença e sustenta seu estilo, sem radicalismo e sem se abalar.
Gente que sabe sorrir, despir o corpo e acarinhar a alma ... que fala sem humilhar ou intenção de constranger
... que escuta, ouve com atenção
... que muitas vezes adere ao silêncio, para não alimentar comentários maldoso.
Gente que transmite elogios com respeito, sinceridade e despretensão ... que aceita gentileza, e retribui apenas por gentileza
... que é prestativo e generoso, sem necessidade de tornar público.
Gente que reconhece quando não sabe
... que se dispõe a explicar quando é algo que entende ... que se interessa pelo novo e respeita o antigo.
Gente que pede licença
... pede desculpa
... pede o que quer
... diz quando é não, e, sabe sair, sem precisar pedir.
Gente elegante está no gesto
... que olha nos olhos
... que desvia o olhar quando não lhe diz respeito
Gente que não tem preço, mas valores imensuráveis.
Elegância não se compra, por sorte, podemos fazer nós mesmos.
Qualquer que seja o ponto de vista que adotarmos,
o presente é um beco sem saída. Não é essa a menor
das suas virtudes. Aqueles que desejariam acima de
tudo esperar, vêem ser-lhes retirado qualquer tipo de
sustentação. Os que pretendem ter soluções vêem-se
imediatamente desmentidos. Toda a gente sabe que
as coisas só podem ir de mal a pior. O futuro já não
tem futuro.
Lembro de Mariele, valente e guerreira
De Chica Da Silva, Toda Mulher Brasileira
Crescendo oprimida pelo patriarcado
Meu corpo minhas regras agora mudou o quadro
Mulheres cabeças e muito equilibradas
Ninguém está confusa não te perguntei nada
São elas por elas
Escute este samba que eu vou te cantar
Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
(São verde e rosa, as multidões)
Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato
Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati
Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês
Acreditar
Sinceramente ando tão, mas tão cansado de entender tudo errado. De não conseguir fazer que as coisas deem certo. Cansado de nunca me encaixar a lugar algum. Cansado de me sentir sozinho em meio a multidão. Cansado de nunca ser bom o bastante, afinal o que se deve fazer quando seu bom, não é bom o bastante? Desistir? Lutar? Persistir? Ter fé, esperança ou seria o pó mágico. Sinceramente não sei nem se eu acredito se pertenço a essa era ou se quer a este mundo.
Dia das Mães?
- Mãe é mãe todos os dias!
O meu filho é a alegria de minha vida.
O meu filho será sempre minha prioridade.
-Eu sei o que ele pensa.
-Eu sei do que ele gosta.
-Eu sei o que ele teme.
-Eu sei que não pertenço aos sonhos dele.
-Eu sei que ele não pode entender o que é ser mãe.
-Eu sei que eu não posso entender as experiências da vida dele.
Todas as qualidades do meu filho são próprias dele mesmo e eu o acho perfeito!
Toda mãe tem muitos defeitos, comete muitos erros, na tentativa desrespeitosa de fazer parte, de ignorar a impotência, desejando criar um elo com o Futuro.
Errada ou não, enquanto estiver viva continuarei tentando fazer a minha proteção, mas a cada ano mais distante, mais ciente de que só fui parte no processo, apenas um instrumento físico e pretensioso: Não ultrapasso a mim mesma!
A parte da mãe é proteger o que assumiu, com todo seu amor.
A parte do filho é se fortalecer para vivenciar o seu tempo, um novo tempo, só e capaz, sem âncoras, numa progressão ampla em todos os sentidos.
Eu devo ter feito meus pais chorarem por mim, sem eu mesma nem notar ...
Eu devo ter dado alegria e orgulho aos meus pais, sem eu mesma nem me importar...
Fiz minha caminhada de filha e não consigo me lembrar “do trabalho” que devo ter dado. Estou dentro na normalidade, pois “memória de filho” é muito diferente de “memória dos pais”. A vida é o presente!
Estou fazendo, agora, aos setenta anos, minha caminhada final de mãe.
A minha meta é só não incomodar, pois perdi muito de minha capacidade de proteger, mas eu quero ser lembrada, pelo menos, como:
- ELATENTOU !
" Elatentou" – palavra nova, que bem me define.
Os sonhos são para mim como um portal que me leva até você todas as noites.
De memórias passadas àquela história que não pudemos viver.
Te vejo na eternidade
O que é felicidade ?
Hoje me encontro um tanto pensativo sobre o que é ser feliz.
A definição da palavra diz ser um estado de espirito onde a pessoa se encontra em paz , contentamento .Ora , só me encontro em paz quando estou sozinho , isolado .Mas certamente nao me considero num estado de contentamento. Talvez eu esteja pensando demais .Mas será que sou feliz? Sera que ja fui feliz ?
Ele tem medo de quem ele ama se afastar...
Sente que essa pessoa se afasta aos poucos;
Pode ser a paranoia de um homem apaixonado;
Ou só o medo de um garoto ferido pelo passado;
Só sei que essa ansiedade o mata aos poucos;
Mas no fim ele espera que sempre seja só ansiedade...
E desse encontro só
sobrou um conto sem ponto.
Por isso, escrevo saudade
vazia em uma pequena poesia.
Versos tão tangíveis que posso
senti-los em minhas mãos.
Instantes que se dissolvem
em horas a ponto de não perceber
que o dia já está para amanhecer.
Quando me dou conta do que dizer,
acabo por escrever minha sina:
O tempo não comprou passagem
de volta, hoje sou eu sem você.
Vivo através dos reflexos,
o não palpável se torna um
mero detalhe quando o assunto
é fantasiar. Para te encontrar,
basta imaginar.
Eu não sou o que escrevo,
sou o que imagino através
da escrita.
Apenas um contador de
histórias que distorce a
realidade a sua vontade.
Um poeta? Um canalha?
Só sei que carrego junto a
mim um universo idealizado,
que por fim torna-se um
sonho realizado.
No mundo da fantasia o limite
é só mais uma ilusão para quem
tem medo de imaginar.
Virar a esquina e dar de cara com aquela rua é como ver um portal para outra dimensão, essa que só existe na minha memória, essa que se materializa em forma de dor física ao lembrar, ao imaginar todas às vezes em que lá passei e senti como se tudo valesse a pena, como se a cada passo, me levasse para o lugar que eu realmente queria estar, ao seu lado.
É como andar sobre a linha fina que divide dois mundos completamente diferentes um do outro. Como se, ao mesmo tempo que o vazio e a certeza da solidão momentânea me consumissem, eu pudesse sentir a sua presença ali, como tantas outras vezes tive.
No meio do caminho, eu olho para trás e consigo ver a primeira vez que ali passei, com o coração acelerado, ansioso para te conhecer. Olho para frente e vejo a última vez na qual eu te abracei com um singelo e triste adeus, com a promessa de nunca mais te ver.
Ao final daquela rua coberta de memórias, eu fixo o olhar no horizonte e, com peso no coração, sigo em frente para não cair de novo em uma ilusão.
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