O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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A GARÇA
As vezes nao sei quem tu és
Encontro em ti o meu viver
Procura as baixas os lugares mais úmidossentada na pedra tu estás
Te aquecendo
Sob as águas claras, as margens de um rio encontras teu alimento.
Alimenta teus filhotes
Tu é grande
Pernas longas bico pontiagudo
Plumas brancas e pescoço longo
Tu é a GARÇA do cerrado.


by ery santanna

⁠Todo dia alguém fecha os olhos para sempre
as vezes acontece antes do último adeus
mas sei que houve choro,
eu estava lá
velando a última lágrima
enquanto rezava por um pouco de paz,
embarco junto nessa viagem e volto sem companhia
não posso colocar tantas estrelas no céu,
eu peço ao universo que seja gentil e paciente
queria alguém aqui por mim,
alguém que me olhasse como eu olho pra esses estranhos,
a fragilidade da vida é absurda
uma porcelana reparada com fios de ouro,
outros apenas seguem quebrados.
As vezes minhas pernas cambaleiam, eu sei o que me espera no final do corredor
a dor não passa antes do tempo te maltratar,
dizem que as coisas boas nunca duram
e o amor não é amor, até que tenha passado.

Há três palavras, plenas de sentido,
Que andam de boca em boca, e vos proponho:
Não as sei por saber, nem só de ouvido,
Só o coração delas dá testemunho:
A humanidade sem valores vai ficar,
Se a fé nas três palavras renegar.
Livres fomos criados, livre somos,
Ainda que em cadeias nascidos;
Não vos confunda a turba e seus assomos,
Nem abusos de loucos furibundos:
Perante o escravo que quebra os seus grilhões,
perante o homem livre, não temais!
E a virtude não é palavra vã,
Uma vida a podemos cultivar;
E inda que um homem tropece, em seu afã,
À divina pode sempre aspirar.
E o que o siso dos sisudos não alcança,
Singela o faz um'alma de criança.
E um Deus é, e viva a Sua vontade,
E inda que a humana possa vacilar,
Pra lá de tempo e espaço há a verdade
Da ideia suprema a fermentar.
E se tudo gira em mudança eterna,
A lei da permanência nos governa.
Guardai as palavras plenas de sentido,
Passai-as de boca em boca, vos proponho;
E se não as souberdes só de ouvido,
Voss'alma delas dará testemunho:
E a humanidade seu valor vai manter,
Se a fé nas três palavras não perder.
'in' "As três palavras da fé".

⁠Sei que nesse mundo ainda existe uma esperança
Tenhas fé em Deus, pois basta acreditar
Um sorriso ingênuo, um olhar de uma criança
Homens do futuro que temos que educar.

Timidez

Demétrio Sena - Magé

Só não sei conviver com muitos dedos;
minhas teclas ariscas fogem logo,
meus enredos misturam trajetórias,
pegam fogo e se perdem entre a cinza...
Sou a plena expressão da timidez,
apesar das ausências de pudor;
não existe até dez na minha conta,
porque fujo da dor, mal vejo a sombra...
Nunca soube apostar no malmequer,
tentar ler os garranchos do silêncio
sobre falas medidas; pontuais...
Pois não sei habitar esses mistérios;
cais desertos de minhas convivências
inseguras do quanto sou viável...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Sinto o que sinto
Sou genuína não minto
Gostaria de saber ser …
Sinto que não sei viver
Nesta sociedade corrosiva
Que vive uma mentira
Sinto o que sinto …
Transpareço … não minto
Mas gostaria de mentir …
Nesta vida a corroer …
Sinto … mas quero sentir
Quero ser eu; não quero fingir
Sinto o que sinto …
Porque não posso transparecer
O que sinto … quero dizer
A vida parece encenação …
Vida sem razão de ostentação
E temos que ocultar …
Para o mundo agradar
Sinto que quero …
Por ser genuína desespero …
Sinto o que sinto …
Gostaria de mentir …
Mas não minto

⁠Amizade

Sem procurar, sem pensar.
Ela aparece.
Aparece de não sei onde, e não sei como.
Mas, a amizade que vinga, é a verdadeira amizade.
Amizade é sentir pelo próximo um afeto, um carinho.
É querer bem, é desejar o melhor.
É sorrir para vê-lo sorrir, é curtir um dia de chuva.
Ouvir uma música e nem perceber que a chuva continua a cair.
É saber fazer de um instante, um momento para sempre.
E depois guardar na tua memória.

''Só sei que nada sei''...
E nem isso sei direito
Porque, às vezes,
acho que sei
e na verdade não sei!


G. S. Nancy

Sinto falta de você
Não sei por onde andas
Nem porque se foi
Os lábios não são mais o mesmo
Minha vida também não
Tristeza no olhar
Não define o que sinto
Muito menos o que penso
O que era raio de sol
Hoje vive gélido
Tá difícil sem você
É impossívelContinuar
Alegria volta pra mim
O coração não tem sabor
Nem tempero só amargo
Enfim... Estou esperando você chegar

Tu me fazes falta, não sei se te quero,
Não sei se te amo, não sei se te odeio...
Quero esta contigo, mas fujo de ti,
Tenho necessidade da tua presença,
Tenho ímpetos de abraçar-te e beijar-te,
Te adoro, te quero, preciso de ti,
Não sei se te amo, não sei se te odeio...
Te sinto desejando carinho,
Quero afagar-te e beijar-te de mansinho,
Sonhar sossegada junto de ti,
Abraças-te forte, ver teu sorriso,
Sonhar as teu lado mesmo estando acordada.
O mais lindo sonho viu ao teu lado,
Não sei se eu te amo, não sei se te odeio...
Só sei que eu preciso de ti...

Sei que a sua atmosfera guarda
mistérios que o olhar não alcança,
silêncios que só o sentir decifra.


Há em você um céu próprio,
onde o tempo desacelera
e a alma encontra repouso.

Não sei o que não gosto em você...
É complicado o que sinto, mas me faz um bem danado...Renova minha alegria, me deixa extasiada.
Você é um doce pecado que queria ter ao meu lado.

E o que me encanta em ti?
Não sei responder...
Mas há algo que me chama,
me prende,
me atrai...
Um desejo...
Se não há resposta para minhas perguntas, continuarei seguindo o que manda o meu coração...
Talvez você seja aquela prisão da qual jamais quero sair.
abril/2017

Como me sinto bem estando perto de você!
Ainda não entendi, portanto não sei explicar o que aconteceu...
O que me fez ver esse amor em você...
Quando um dia esse sentimento passar, talvez eu entenda e saiba explicar...
O tempo, somente o tempo há de trazer uma resposta.

⁠A única que me conquistou...

Você me encantou com o seu jeito de ser
Agora não sei viver na ausência do teu amor
E do seu carinho
Fico desesperado, eu me sinto sozinho.

Tu és a minha vida, tu és o meu amor.
E de todos os existentes em minha vida
Você foi o único que me conquistou.

Eu não acredito! Se que eu achei
Aquela mulher que eu tanto esperei?
Eu ainda não sei, mas vou viver esse amor.
Acima de qualquer lei!

(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"



"Sei que meus livros alcançarão muitas pessoas para Cristo. Esta é a minha verdadeira motivação para escrever."


Mickelve Santana

O que não digo


Não te digo o nome.
Mas sei:
sentas nos cantos da tarde
como poeira que a luz revela.
Chegas sem ruído,
ocupas o que não vigio
um intervalo entre duas lembranças,
a pausa antes da palavra.
Hoje, não.
Abro as janelas do corpo,
deixo entrar o que vive:
o riso esquecido nas mãos,
o calor antigo dos abraços,
vozes que ainda respiram
no fundo do tempo.
Leva contigo
esse frio de fim,
essa promessa estreita
de que tudo se apaga.
Fica-me o instante
inteiro, indomável
ardendo baixo
como lume que persiste.
E se um dia voltares,
que me encontres assim:
habitado em brasas.⁠

Só sei que nada sei, talvez um dia saberei... Não sei!
Um dia deste mundo partirei!
E o que não sei...Comigo levarei!! 😔

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

Sei que ainda não é o fim,
mas confesso: agora tá pesado.
A fé continua, mas a mente vacila.
Não perdi Deus, só tô cansado de lutar em silêncio.
E talvez hoje, a maior prova seja pedir colo em vez de ser muralha.