O Poema eu sei que Vou te Amar Inteiro

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Entre erros e acertos, hoje eu apenas existo, sem marcar pontos, apenas tentando entender o jogo.

Deus me achou onde eu já tinha desistido de mim. Deus me encontrou no ponto mais frágil e ali plantar-se foi milagre e novo um começo.

Chão rachado guarda sementes, o que parecia fim, tornou-se promessa de fecundidade. Hoje eu sou esse chão.

A solidão me apresentou a mim mesmo e eu fiquei. A solidão pode ser espelho, quem ali nos visita pode ser o próprio eu que ainda havia de nascer.

Deus segurou-me quando eu já não acreditava, mão que sustenta devolve a confiança perdida, nesse amparo recuperei crédito em mim, aprendi a caminhar com novo suporte.

Mesmo que eu me arraste pelo chão, o avanço é inevitável, pois sigo amparado pela fé d'Aquele que jamais desistiu de mim.

Eu não dou marcha à ré. Minha determinação é forjada pela promessa eterna do Seu cuidado, que carrego como um manto de força.

Eu te comparo ao lírio que nasce entre os espinhos do meu medo, a beleza mais pura só floresce onde o perigo tenta impedir o toque.

Minha amada, você é a macieira que se destaca no bosque comum, e eu só desejo a sombra onde a paz e o fruto proibido coexistem.

Eu a procurei nas praças e nas ruas, não a achei nos lugares comuns, mas sim no jardim fechado que reservamos para o nosso reencontro secreto.

Teu caminho até mim foi traçado com sangue na terra. Cada pedra feriu Teus pés, não porque eu merecesse, mas porque Tu escolheste me amar.

A fundação do novo eu é um ato inerentemente solitário, pois ninguém, além de nós, detém o mapa dos escombros para reconstruir o alicerce.

Quando eu tinha pouca idade a vaidade me dominou, e só na maturidade percebi que a simplicidade é a maior riqueza.

Eu não pensei no agora e joguei fora quem me amou, e o peso desse arrependimento é o mais difícil de carregar.

O crescimento exige que você se despeça do "eu" que servia aos outros e abrace o "eu" que se basta.

As expectativas alheias são roupas emprestadas, não servem, apertam e sufocam o seu verdadeiro eu.

Eu estava preso em um labirinto de números e razões, tentando desvendar a dor como um enigma matemático, mas a verdade é que o amor não se resolve, ele se vive. Agora, paro de correr em círculos e aceito o passado, a maior superação é reconhecer que a felicidade não está na lógica, mas na ousadia de amar novamente.

A ciência do nosso adeus era um mistério que eu tentei resolver, mas a única fórmula que preciso é a do perdão. É uma pena a distância, mas é uma honra a oportunidade de reescrever o destino. Eu me desligo das estatísticas da dor e me ligo à força indomável de quem decide reconstruir a ponte.

Não importa quantos círculos eu precise percorrer, a cada volta, a certeza da sua importância cresce. A vida me ensinou que o preço da fuga é a saudade constante do que foi bom. Hoje, volto não para corrigir um erro, mas para abraçar a jornada, aceitando que a perfeição não existe, mas o amor resiliente, sim.

O verdadeiro renascimento exige que você queime a ponte que o ligava ao seu "eu" de ontem.