O meu Erro e Tentar te Agradar
O que é uma pessoa, se não as marcas que deixa para trás? Ela aprendeu a caminhar entre os espinhos, mas não consegue evitar alguns cortes – uma lembrança, uma fotografia, um nome.
Já namorou ou noivou... já morou junto, largou
Já conheci sua mãe, o seu pai, seu avô
"A gente já tentou de tudo pra ser um casal
Mas já saquei que o nosso lance é individual...
William Contraponto: 20 anos de Colaboração Com o Pensamento Crítico e Livre.
William Contraponto é poeta-filósofo, escritor e ensaísta, conhecido por uma produção literária marcada por densidade reflexiva, crítica social e existencialismo. Ateu e humanista, constrói seus versos como espelhos desconfortáveis, que questionam certezas e provocam inquietações. Ao longo de sua trajetória, atua também como articulista e cronista, escrevendo para veículos de comunicação impressos e digitais há pelo menos 20 anos, abordando temas que vão da literatura à filosofia, do comportamento à análise política.
Contraponto transita entre a poesia e o pensamento ensaístico, recusando dogmas e abraçando a liberdade de expressão como fundamento de sua arte. Suas obras circulam em países de língua portuguesa e espanhola, algumas traduzidas, conquistando leitores que se reconhecem no tom crítico e lúcido de sua escrita. Mais do que oferecer respostas, William Contraponto se propõe a cultivar perguntas — e a devolver ao leitor o direito de pensar por si.
Louca de saudade
Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!
É som de preto
de favelado
mas quando toca
ninguém fica parado.
Porque eu escreveria sobre ti...eu estaria em ti e contigo...eu deixaria que entrasses no meu olhar...eu seria capaz de dar-te aquilo que tenho renegado a meio mundo ...
Se eu não chorar de alegria,
de tristeza é que não vou chorar,
não deixo que se nuble o meu dia,
Deus há de me abençoar !
Desculpa, mas meu coração anda preguiçoso, preferindo ficar só. Faz um tempo que ele anda desencantado com esses amores efêmeros de muitas promessas, que já não sente vontade de bater fortemente e se encantar ao ponto de produzir àquele friozinho bom de como é gostar de alguém. Ultimamente, ele torce para não se apaixonar. Evitando conhecer pessoas, e ao menor sinal de risco, ele corre e atravessa a rua sem olhar pra trás, com medo de entrar em outra cilada e se enganar.
E não é que ele já não acredite mais no amor, é que ele apanhou muito de todas as pessoas por quem ele bateu intensamente. Agora ele prefere o vazio de não sentir nada aos cortes que ele recebia quando se permitia amar alguém.
Talvez quando alguém chegar sem todas essas conversas fiadas, surpreendendo com atitudes ao invés de apenas palavras, ele possa se iluminar novamente.
Até lá ele prefere andar na sombra: já percebeu que é melhor assim.
O contacto urgente da pele… As tuas mãos… a deambularem pelo meu corpo meticulosamente. As mãos que entorpecem e anestesiam o medo e a restrição. As mãos que despertam a vontade...que despertam o prazer...o querer-te em mim. O meu corpo flutua no muito que me és. E aí eu sinto a nossa existência demorada, forte, intensa…e real. Tão real. Puxas-me. Uma vez mais e outra. E eu deixo-me ir. Envolves-me no teu abraço, compreendes-me no silêncio espaçado do teu olhar fixo no meu. Abraças-me. Mais uma vez e mais outra. Deixa-me fechar os olhos. E a seguir abri-los para te ver.Ver-te em mim. Para que possas sentir também os meus olhos extasiados e sedentos de prazer. Do teu prazer. Do nosso prazer. Deixa-me fechar os olhos. E voltar a abri-los. Nada disto é real. Foi apenas um sonho… o de ti em mim. Deixa-me fechar os olhos e voltar… a adormecer.
O SANTO RETRATO
À minha frente,
Na parede do meu quarto,
Um crucifixo dependurado.
Faz tempo!
Muito tempo...
Numa tremenda data passada,
Que me disseram tê-lo colocado ali,
Tão visível, perceptível,
No entanto, eu ? indiferente ?
Sempre me omiti;
Só agora vi que nem o tinha notado.
Crucificado!
Jesus preso à cruz,
Com os braços abertos,
SEM NUNCA tê-los cruzados.
Jesus em meu quarto,
Há tanto tempo,
Mas, em mim, aqui comigo...?
Ah! Apenas Lhe dei a oportunidade
De estar em meus aposentos,
Pouco me importando
Com os tantos ferimentos
Que Lhe foram aplicados.
As cruéis perfurações da grande maldade,
Os cortes dos profundos machucados.
Jesus crucificado!
A sacra figura, o santificado retrato.
A imagem do grande sofrimento
DAQUELE que só falou do bem
Em seus maravilhosos ensinamentos.
O sangue, a expressão da dor,
Os pregos pontiagudos.
A coroa toda feita de espinhos
E eu, a cada dia,
Reclamando em demasia,
Somente pelo dissabor
De ter que encarar os fatos,
Que se sucedem pelo caminho.
Por ter que suplantar
Miúdas barreiras, diminutos degraus,
Pequenos obstáculos.
Jesus que eu esqueci!
Que o descaso fez com que
Eu tanto O deixasse de lado!
Não acatei as suas inigualáveis vantagens.
Não estive ?nem aí? ? e daí? - com Você
E com suas pregações, suas mensagens.
Com as divinas palavras,
Que se fazem presentes.
Que vão sendo apregoadas
Há mais de vinte séculos,
Por todos aqueles que sempre
Olham-te de frente e continuamente se salvam.
Jesus,
consciente, eu admito!
Não fui além de ter-me entregue
À insignificância, ao nada praticamente;
Permanecendo estático, inerte, distante,
Sem saldar tantas dívidas de meus tamanhos débitos.
Por isso, abro-Lhe agora,
Ainda robusto, forte, vivo,
As portas desse meu coração desamparado
Que não soube estimar
O quanto Você era e é
Indispensável, necessário, preciso.
Contudo, mesmo assim,
Talvez, só isso seja insuficiente,
Pois, quando eu tocar os vitrais do céu,
Pode ser que se ouça alguém dizer:
?Contente-se em ir a outro local
- Lá bem diferente, quente e tumultuado -.
Ao mal que você fez por merecer.
Não há como permiti-lo entrar,
Visto que seu nome não consta, aqui relacionado!?
Eu recebo uma mensagem sua e meu coração fica sorrindo atoa por horas. Como você pode ver, não foi atoa que eu te quis.
VIII
(...)
Toda essa angústia é uma noção de si e do seu tamanho no mundo.
Anime-se, meu amigo!
A desilusão faz a vida.
Meu trabalho é difícil de ser mensurado, pois “planto sementes” na cabeça dos indivíduos, a fim de ajudá-los a alcançar os frutos que almejam colher. A minha parte, sei que faço bem-feita. Todavia, os resultados satisfatórios dependerão 99% do empenho da outra pessoa envolvida nesse processo, que nem sempre está disposta a cumprir sua parte.
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