O meu Amor foi em Vao
A minha casa é guardiã do meu corpo e protetora de todas minhas ardências.
Nota: Trecho de poema de Hilda Hilst
Eu quero ser usado pra curar sua carência
eu quero que voce me bata com o seu labio no meu
eu quero que voce me diga nao, quando eu perguntar se vai embora.
Depois de mudar meu pensamento, os fracassos agora se chamam experiência e os acertos me mostram que estou no caminho certo!
Pra meus amigos deixo um abraço carinhoso, e pra meus inimigos o meu muito obrigada, por terem perdido seu preciso tempo, tentando me destruir, em vão!
A música move minha alma, meus sentimentos, meus sonhos, pensamentos, meu corpo e minha mente... Ela transforma a cada dia, a cada entardecer e a cada noite, o meu estado de espirito.
Engraçado como ainda te persigo em vozes, em perfumes, em musicas, como ainda te desejo em meu pensamento. É mais engraçado ainda, saber que você sabe de tudo, e mesmo assim o seu silêncio me machuca e é como se isso me fizesse continuar no seu belo caminho, mas sem chances de te encontrar.
Esta coisa terrível de não ter ninguém para ouvir o meu grito. Esta coisa terrível de estar nesta ilha desde não sei quando. No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia. Um avião, um navio, uma nave espacial. Não veio nada, não veio ninguém.
Sonhos nos salvam. Sonhos nos elevam e nos transformam e pela minha alma eu juro até que meu sonho de um mundo onde dignidade, honra e justiça sejam uma realidade que todos compartilhem eu nunca irei parar de lutar. Nunca.
Digníssimas amigas/irmãs... docemente chegou a semana do meu aniversário... que maravilha. O inferno astral está finalizando e mais um ano de vida, que lindo, né? Mais uma daquelas datas super legais que faz a gente lembrar de todas as nossas burrices, do quanto perdemos tempo com coisas e pessoas inúteis, das coisas que deixamos de fazer, do $ que jogamos pelo ralo, de todos que nos fizeram de idiota e do quanto gostaríamos de voltar no tempo e consertar toda "caca" que fizemos. Mas, tem a parte boa, ufa, os amigos leais que ficaram (assim como você), os sorrisos, a caridade (isso sim tem valor na minha vida e vocês sabem porque vocês me conhecem de verdade), os exemplos que deixamos, as sementes que plantamos, a família, o bem que fizemos gratuitamente aos outros, os passeios, viagens e coisas que alegraram nossa alma e assim brindamos o nosso dia e como diz a outra: "O momento que chegamos nesse cenário de dementes".
Pois é, mais um ano de vida e mais um ano da sua amizade, quer coisa melhor? Amo vocês, obrigada por existirem na minha vida!
Tim-tim à maturidade! Isso sim é presente, passar a enxergar na vida o que realmente importa, decidir o que e quem ficará conosco definitivamente na memória e no coração, selecionar as lembranças que ficam e as que vamos simplesmente deletar, ter a certeza do que fizemos de bom, reconhecer nossos erros, optar por evolui mesmo que este processo doa e dói muitas vezes. Escolher perdoar mesmo que este seja o caminho mais árduo. Se propor crescer como ser humano e deixar a marca de quem não passou por aqui em vão!
Encontro-me no porão de minhas memórias,
E vejo os fantasmas do meu passado se agitarem em volta do meu presente.
Meu feitio de oração
Uma amiga me disse assim no messenger:
“Orei por você ontem.
Você pode me retribuir fazendo o mesmo por mim.
O que você acha?”
Eu respondi começando assim.
E completei agora...
Enquanto vivo eu oro.
Enquanto eu choro,
Enquanto eu como
Eu oro, e quando estou com sono,
Também a cada vez que eu rio,
E quando eu saio,
E se eu morro de frio eu oro.
E quando eu caio,
E quando à noite eu me deito pra dormir,
E quando eu vou sair,
Se eu me demoro,
Eu, nessa hora,
Sem motivo,
Oro...
Eu quase nunca espalmo a mão na mão.
Eu quase nunca falo baixinho.
Eu quase nunca faço uma oração
Assim, do jeito certinho...
Eu oro quando estou sozinho.
Eu oro no meio da multidão.
Eu oro quando estou no meio do caminho
Ou na contra-mão.
Eu oro quando abraço um primo
E quando eu falo com meu irmão.
Cada vez que eu cometo um desatino eu oro,
Cada vez que eu melhoro,
Cada vez que eu escapo de um tiro de raspão.
Eu não decoro a letra da oração.
Às vezes eu fecho os olhos.
Outras vezes distraio a minha visão...
E, todavia,
É assim que eu oro.
É assim que eu falo com Deus.
De outra maneira não.
Não uso palavra.
Uso a vida.
Não uso a voz.
Uso a mão.
Mas não espalmada.
Estendida.
Às vezes a mão fechada.
Às vezes a mão no chão.
Às vezes a mão tremula e cansada.
Às vezes mesmo a mão desanimada
Por tanto lutar em vão...
Mas mesmo assim
Essa é a mão
Que eu movo e trago sempre em comunhão.
É meu feitio.
É minha condição.
É como se o orar deixasse cada poro.
Fizesse parte da minha respiração.
É assim, desse jeito, quando eu oro.
É dessa forma minha oração.
-Você lembra de mim? – perguntei.
- Claro que lembro. Você esteve no meu apartamento em São Paulo, há muitos anos.
- Eu mudei muito, como você lembra?
- Eu mudei também, quem sabe por isso lembro.
Eu tentei. Eu quero muito fazer as coisas certas, mas cada instinto do meu corpo está me dizendo para ter cuidado. O que você não sabe pode feri-lo.
E você não sai do meu pensamento e eu me questiono aqui se isso é normal.. não precisa ser de novo assim tudo igual..
