O meu Amor foi em Vao
A vida não traz paz, amor, felicidade, alegria ou emoção.
Não é fé, nem misericórdia, compaixão ou gratidão.
Não é a força que avança, nem o poder que manda.
Não é justa, tampouco a justiça que condena. A vida é o princípio de tudo
sigue em movimento, mesmo quando tudo parece estagnar.A vida é Deus, e sem ela nada existe.
É o maior presente,
quando se entende a engrenagem do viver.
A propósito, o que realmente é o amor — esse sentimento que tanto evocamos e do qual aprendemos a viver a essência da vida?
Talvez o amor seja a força que nos sustenta, o elo invisível que une o sentir ao existir.
Quando amamos, não é uma escolha nem uma decisão da vontade.
É o amor — puro e intenso — que nos domina,
Mais forte que qualquer desejo, o amor transcende toda escolha.
Não há lógica, nem razão,
não existe escolha ou demora quando o amor chama.
O amor simplesmente acontece —
surge de repente, sem aviso, sem espera.Fugir, resistir, esconder-se,
não adia sua chegada,
pois o amor acontece
no tempo exato do próprio amor.
O mundo se fez névoa; o amor se refugiou nos corações esquecidos, e o povo perdeu a força de procurá-lo.
Se você não conseguir cuidar de si com amor, não poderei seguir ao seu lado nessa jornada o teu exemplo.
Enquanto houver esperança, viva com dignidade.
Afinal, o amor, a paz e a própria vida são fontes que alimentam a esperança daqueles que, por algum motivo, já a perderam...
Em noites frias e vazias,
a dor assola — é tua falta que me fere.
Penso em ti, e nem o amor traz alívio,
pois sem tua presença, nada floresce.
Vou em tuas asas, onde quer que me leves,
pois nossa felicidade é simples e eterna para viver e amar.
Que a felicidade te envolva com ternura, força e alegria,
que o amor e o carinho se entrelacem profundamente na tua essência,
e permaneçam contigo para sempre, sem jamais se despedirem..
O amor retalhado na alma, fruto do pouco tempo dedicado a quem não o acolheu,
é um amor menino — livre para descobrir horizontes,
mas ainda inocente e inexperiente,
por não conhecer os tropeços que o tempo ensina a suportar.
Somamos muitos, mas poucos desfrutam da simples recompensa do amor. Afague-se na imensidão do vazio e reponha sua ideologia; descubra do que é feito, qual é sua composição química. Ela pode até tentar induzir, mas busque a paz e o amor, pois o espírito já chegou completo — basta apenas se adequar.Não é preciso ir além; esteja presente no tempo que lhe é próprio para viver. E se cair, levante-se. Aprendi que os passos servem para levar o corpo, não a alma.A erraticidade, como costumamos dizer, é uma passagem que aprimora o espírito, onde o verdadeiro argumento é a vontade de vencer. O fardo do ontem deve ser mais leve hoje, não brigue com o amanhã se está bem agora.Entenda que a vida é para ser vivida — não um caos lamentável de queixas. Reflita novamente: não é preciso ir além; esteja presente no tempo que lhe é próprio para viver..
É fundamental cultivar o amor-próprio para reconhecer o próprio valor e respeitar a si mesmo — e, assim, estender esse respeito aos outros.
Conhecer a própria essência é o que abre a mente e revela quem realmente somos.
Luxo, vaidade e ambição não nos acompanham na última jornada; quem se apega demasiadamente ao material permanece preso à ilusão.
Fique atento a isso...
Te levo comigo, outra vez, no amor — num abraço, num grito de felicidade selvagem.
A idade não espera a loucura que componho, e declamo teu nome como quem invoca um feitiço.
Me entrego a caminhos tortuosos, relevantes, pecaminosos, em busca dos teus pecados vergonhosos.
Mulher ordinária, devolve-me a vida que roubaste, sugando-a em tua cama como uma vampira escandalosa.
Meus pecados não diferem dos teus — somos cúmplices no amor, amarrados um ao outro,
vivendo dias intensos de felicidade e condenação...
Não me julgue pela distância — quando o amor é verdadeiro, ele permanece presente mesmo estando longe...
Há um amor despedaçado, calado, impossibilitado.
Caído, lastimável, jogado ao caos, amaldiçoado.
Mesmo antes de nascer, já estava condenado.
Mas ele requer mudança — uma nova busca,
possibilidades para receber outro começo.
Escrever outra história, frente a frente, haverá.
Então os fatos serão contados,
a dor será curada, sim.
A trajetória, reescrita em um novo livro,
para que as mãos possam palpar outras mãos,
os abraços abraçarem abraços entrelaçados,
olhares olharem olhares num mesmo olhar,
a boca beijar beijos no reencontro do beijo.
Quebra-se a maldição caótica na fusão de dois,
de dois corpos num tempero de temperatura.
O ambiente reluz em furiosa ambição,
ao reencontro mágico do amor, amor, amor.
Não,não tem razão o coração que nao amou a solidão. Não,não tem amor o coração que nunca sentiu dor. É uma história nesta vida a gente sofre com a vitória. É lamentação o coração que não amou multidão. É uma triste poesia do amor.
O amor, quando retalhado, esquecido, desprezado,
não ergue a voz, não exige,
nem interroga quem não soube acolhê-lo.
Ele se recolhe em silêncio,
como quem compreende que não se pode forçar
um coração que se recusa a sentir.
No entanto mesmo ferido, o amor permanece inteiro:
reconhece sua própria grandeza,
sabe que nasceu para florescer —
não para mendigar migalhas de afeto.
Pois o amor verdadeiro, ainda que rejeitado,
guarda em si a dignidade
de quem entende que merece ser vivido plenamente por quem o acolhe viver o amor.
O amor é uma energia que atravessa fronteiras invisíveis e derruba muros que pareciam intransponíveis.
Não conhece limites, não se prende ao tempo nem ao espaço: nasce no instante de um olhar, cresce no calor de um gesto e floresce na entrega silenciosa de quem sente de verdade.
A força do amor está em sua capacidade de transformar.
Ele amansa dores antigas, ilumina caminhos ocultos e devolve coragem quando tudo ao redor parece ruir.
É como um rio persistente que, mesmo diante das pedras mais duras, encontra sempre um curso possível, levando consigo esperança, vida e renascimento.
Amar é reconhecer no outro um fragmento de si e, ainda assim, celebrar o que nele é mistério, diferença e descoberta.
É erguer pontes onde antes havia abismos, crer que um abraço pode curar o que o mundo feriu e que uma simples palavra pode reacender o que estava adormecido.
No fim, o amor é a força mais poderosa, não porque domina, mas porque se oferece.
E quando é acolhido, encontra abrigo no coração que o aceita, torna-se infinito — uma chama que nunca se apaga, um horizonte que nunca termina é o amor.
Reivindico um amor que não se curva às regras impostas,
um amor que não se mede em contratos,
nem se aprisiona em convenções.
Quero um amor que respire, que dance,
que se expanda além das fronteiras do medo.
Um amor que não peça permissão para existir,
que floresça na liberdade de ser inteiro,
sem máscaras, sem grilhões, sem culpa.
Reivindico o direito de amar sem rótulos,
sem cercas, sem muros.
Um amor que se reconheça na pluralidade,
que celebre a diferença,
que se alimente da coragem de ser verdadeiro.
Que o amor seja ponte, não prisão.
Que seja voo, não gaiola.
Que seja encontro, não posse.
Porque amar é libertar,
e só na liberdade o amor revela sua força:
a força de transformar, de curar, de criar mundos livres vividos de amor livre.
Este amor que sinto transcende a compreensão, é poesia viva que pulsa forte dentro de mim, e portanto, viver longe de você é negar a essência do que sou. Quero ser o teu companheiro, amante e amigo nessa dança da vida, onde a felicidade se faz nossa companheira constante...
