O maior Gesto de Amor

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Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.

Pela forma como trabalha se avalia o artista.

O remorso é a dor da alma.

A dor é sempre menos forte do que a lamentação.

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

A vida é demasiado curta para que desperdicemos uma parte preciosa a fingirmos.

Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.

O nosso orgulho eleva-nos para que nos precipitemos de mais alto.

A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.

Morte, que mistérios encerras?... Ninguém o sabe... Todos o podem saber... Basta ir ao teu encontro, corajosa, resolutamente, que nenhum mistério existirá já!

Há grandeza mais verdadeira numa boa ação do que num bom poema ou numa grande vitória.

A própria virtude precisa de limites.

A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.

O segredo da ordem social reside na paciência dos outros.

O homem de palavra é aquele que menos fala.

O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.

Sonho Oriental

Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsamica e fulgente
E a lua cheia sobre as aguas brilha...

O aroma da magnolia e da baunilha
Paira no ar diaphano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...

E emquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um scismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,

Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.

Antero de Quental
Os Sonetos Completos de Antero de Quental

Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.

O melhor modo de venerar os santos é imitá-los.

Erasmo de Roterdã
"The "Adages" of Erasmus". London: Cambridge University Press, 1964.