O Homem se Apaixona uma Só vez
Eu só te peço pra também ficar do meu lado nos momentos mais difíceis. É que nós dois juntos podemos vencer qualquer coisa.
O matrimônio é uma promessa. Não se pode cumprir uma promessa só quando nos convém. É preciso mantê-la mesmo que ela seja contrária à nossa inclinação. É isso que significa ser casado.
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
Ter um sentido de medo permite que você tome decisões com frieza. Só não desista por causa disso.
(Akitaru Obi)
Sair da vida de alguém
não é um caminho que segue
e sim uma estrada de volta:
desmanchar só um lado da cama, um prato
sozinho sobre a mesa, nenhum recado
colado na geladeira, a casa intacta, a louça
se acumulando na pia, madrugadas mais
frias.
Voltar,
até as esperanças ficam
nos retratos que serão recolhidos.
Voltar,
ter a mala vazia e estranhamente
mais pesada.
Nesse dia
Nesse dia frio, de muito tédio.
Eu só queria você aqui, do meu lado
Só queria sentir o calor da sua respiração no meu pescoço
Eu só queria o peso do teu corpo sobre o meu, eu só queria ver seu sorriso.
Nesse dia chato, típicos daqueles, chatos no qual só preciso de você
Nesse dia chato, não consigo desejar nada mais que sua presença.
De você falando de como foi seu dia e o que você fez nele
Nesse dia tão chato, nesse dia tão estranho.
Estranho porque estou ao seu lado e tão longe ao mesmo tempo.
Estranho porque aquilo que eu mais quero é estar simplesmente ali do lado
Só que impossivelmente distante
Eu só quero me livrar das coisas que me atrasam, que me impedem de seguir em frente, que me puxão para trás, tirando o sorriso do meu rosto e me fazendo retroceder.
Está na hora de criar uma nova história, rasgar as páginas do sofrimento, e fazer um livro de recomeço. Criar minha própria história e ser a personagem principal, e ter o poder de modificar a tragetória no momento que eu estiver percorrendo caminhos tortos, modificar no transcorrer que a história se desenvolve e traçar uma unica Linha: Linha que me leve para o caminho da felicidade.
Eu me repito porque não sei ser outra coisa, eu me desgasto porque só sei ser muito. Não sei diversificar e não sei falar de outra forma, só conheço meu próprio modo. E, se me perguntar, não, não estou insatisfeita.
Quando alguém fala que ama uma pessoa, isso é emocionante.
Pode ser verdade, ou só por um instante.
Mas eu não ligo
Meu amor por você vale mais que um figo.
Pensando em um futuro próximo em que eu estarei contigo.
Rimando engraçado só pra descontaria.
Tentando fazer você me ama.
Pode ser difícil encarar.
Alguém que nunca te viu, te amar.
Tantas felicidades e sorrisos, só quero uma só paz, tantos mundos e direções, só quero um só caminho, tantos desejos e tentações, só quero um só coração, tantos ouros e pratas, só quero um só tesouro, tantas estrelas e galaxias, só quero uma só energia, tantas flores e petalas, só quero um só perfume tantas cores e reflexos, só quero um só brilho, tantos religiões e crença, só quero uma só força da vida...
...JESUS meu sauvador...
Indireta é isso: uma “não conversa” que só mostra a sua preocupação exacerbada (e inútil) em relação ao fato.
