O Homem se Apaixona uma Só vez
Eu já me cansei de te esperar, e não estou feliz por sentir falta de você, só não quero me prender à isso, para poder viver em paz. Aprendi que toda aquela falta que você fazia em mim, não era tão real, eu alimentava a saudade, e aprendi também que não é uma coisa boa a se fazer. Hoje quero me libertar dessa máscara do passado, e deixar todos os meus problemas que envolvem você para trás.
Ela vive pro topo, linda, se valoriza e tem critério
Na rua ela é só certeza, por dentro ela é só mistério.
Só Deus sabe o quanto eu tentei.
Tentei tanto que até esqueci meu valor.
Me humilhei, fui atrás, busquei o que nunca existiu. O que nunca foi recíproco.
Mas pra tudo existe um limite. E eu cheguei ao meu.
Pode ir. Eu finalmente te liberto.
Você nunca quis ficar mesmo.
Tem hora que a gente só quer aproveitar uma vibe boa. Não é amor, talvez uma paixão. A gente dá atenção em demasia porque a pele rolou e a vibe bateu. A gente dá atenção sabendo que o prazo de validade é curto. Porque quer viver um amor breve a todo custo. Mas o que fazer quando a pessoa não entende que essa sede toda é pra viver ao máximo essa intensidade, até que, enfim, ela se acabe. Pra esgotar as possibilidades que, no fundo, sabemos que tem fim. O que fazer quando a pessoa pensa que, no fundo, tem sentimento envolvido. No quesito de relacionamentos amigos, escutem, todos eles, tem prazo pra acabar. Eles estragam como aqueles alimentos maravilhosos que a gente compra e não come. Aqueles que a gente vê na gôndola do mercado e jurava que queria muito. Eles ficam lá na geladeira até expirar o prazo de validade e mofar. Por isso eu aconselho, vamos viver sem medo. Até acabar. Não deixem a vibe estragar. Vamos parar de romantizar tudo. Amor é consequência, se constrói e só o tempo diz. Curtam as paixões. Mesmo que momentâneas.
O mundo não pára só pra agradar um ou outro. É imparcial e não passa a mão na cabeça de ninguém.
Podemos lutar pelos nossos sonhos, sim. O que não podemos é confundir nossos desejos com o que está destinado para ser nosso, de forma individual.
Eu poderia querer ser presidente ou esposa do Brad Pitt, por exemplo. (chutando o balde! rs..) Até se eu me empenhasse bastaaante e chegasse perto da meta almejada, eu só conseguiria se fosse realmente minha sina.
Nem tudo está ao nosso alcance. Não temos como saber antes da hora certa se futuramente teremos filhos ou netos (ou quantos teremos), viveremos até os 80 anos ou se teremos saúde. São coisas da vida que dependem de uma força externa muito maior!
Achar que somos o centro do universo e estamos sofrendo a maior injustiça que já existiu é sinal de imaturidade e egoísmo. Todos sofrem mais de uma vez na vida e têm que aprender a se reinventar. Se não deu certo, devemos agradecer as experiências que nos tornaram mais fortes e vacinados, e compreender que temos que continuar perseverantes em busca do verdadeiro lugar ao sol, cada qual com o seu.
Estamos todos no mesmo barco (o mundo), enfrentando marés tranquilas e nervosas. Estamos juntos, mas somos seres individuais — cada um com sua história e destino. O que é pra ser, vai ser, quer goste, quer não. Os que reclamam e fazem cara feia quando contrariados optam pela estagnação e atraso de vida. Já os que conseguem se adaptar às transformações de ritmo conforme a dança são os que mais se dão bem, independentemente dos altos e baixos.
Até que enfim contei a papai que gosto mais dele que de mamãe, e ele respondeu que era só uma fase passageira, mas não acredito. Simplesmente não suporto mamãe, e tenho de fazer força para não gritar com ela o tempo todo e para ficar calma quando tenho vontade de lhe dar um tapa na cara. Não sei por que criei uma aversão tão grande por ela. [...] Não a amo. [...] Consigo imaginar mamãe morrendo algum dia, mas a morte de papai parece inconcebível. É muita ruindade minha, mas é assim que me sinto [...].
Não é só a inércia a responsável pelo fato das relações humanas se repetirem caso após caso indescritivelmente monótonas e viciadas. É a inibição frente a qualquer experiência nova e imprevista com a qual não nos achamos capazes de lidar. Mas só alguém que esteja corajosamente disposto a qualquer coisa, que não exclua nada, nem mesmo o mais enigmático, viverá a relação com o outro como uma experiência viva.
Somos queijo gorgonzola”
Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.
O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.
Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
Aqueles que só fazem o que querem... não fazem muito. Para ter sucesso em qualquer coisa, você precisa agir mesmo quando não se sente bem, sabendo que a ação em si produzirá a motivação que você precisa para continuar.
