O Homem se Apaixona uma Só vez
Amor à primeira vista, mistério súbito,
Que surge sem aviso, como um sopro,
E, de repente, tudo é novo e mágico,
Mas, ah!, quando só um sente, há um hiato.
No encontro breve, o coração se abre,
Um fio invisível que não se explica,
Mas às vezes só um ama, e o silêncio invade,
Do outro é um vazio que tudo avisa.
Ó amor, que nasce num único olhar,
E nos deixa, às vezes, perdidos no ar,
Na doce e dolorosa ilusão de um solitário desejo.
Escuto a voz, o princípio vital no fluxo de representações prementes, uma via privilegiada para o conhecimento.
Sinto o silêncio, o precípuo perceber rescaldado da alma, a limiar aproximação entre o estar só e a entrega ao livre fluxo das associações.
Chego a conclusão: É... estar só se constitui um fenômeno altamente sofisticado e trabalhoso, estar só e o estar em silêncio assumem diferenças significativas; estar sozinho não necessariamente reflete estar em silêncio, e estar em silencio, não obrigatoriamente significa estar sozinho.
O homem verdadeiramente sábio é aquele que não sabe e não sabe que não sabe e acha-se mais esperto do que qualquer outro.
O homem não é o triunfo da mecânica; é o advento da liberdade. Saber parecer-se com Deus: é a liberdade.
Deus criou o homem à sua imagem. Isso provavelmente significa: o homem criou Deus à sua própria imagem.
Aníbal predisse-o, acreditemos nesse grande homem: Nunca se vencerão os Romanos senão dentro de Roma.
Aprisionado dentro de todo o homem obeso existe um homem magro que apela desesperadamente para ser libertado.
A saciedade gera insolência, quando a prosperidade toma por companhia / um homem malvado e que não tenha a mente sã.
