O Homem mais Sortudo do...

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⁠O revolucionário é um homem condenado antecipadamente. Ele não deve ter relações românticas, nem coisas ou seres amados. Ele deveria despojar-se até de seu nome. Nele, tudo deve concentrar-se em uma única paixão: a revolução.

Sergey Nechayev
Catecismo de um revolucionário (1869).

... o direito
de um homem deve ser
o direito de todos os homens...
O mesmo vale para os seus deveres
consigo e com o próximo — caso contrário,
qualquer direito se torna um privilégio,
e qualquer dever sem critério
uma infundada
imposição!

Nenhum homem é capaz de derrotar aquele, que em sua infinita dor e solidão, desejou a morte, mas continuou lutando

QUANDO A RIQUEZA ENCONTRA A HUMANIDADE


O homem pode possuir muitas coisas e, ainda assim, ser pobre de espírito.


Pode encher sua casa de riquezas e deixar vazia a morada do coração.


Por isso, quando Jesus disse ao homem rico que vendesse seus bens e os repartisse com os pobres, talvez não estivesse apenas falando sobre aquilo que ele possuía.


Estava revelando aquilo que o possuía.


Pois não é a riqueza que prende o homem, mas o apego àquilo que ele chama de seu.


Aquele que possui e não reparte torna-se servo daquilo que acumulou.


Aquele que possui e sabe repartir transforma a posse em serviço.


Que valor tem o ouro diante da fome de uma criança?


Que valor tem uma grande casa quando alguém dorme sem abrigo?


Que valor tem a abundância daquele que passa diante da necessidade e fecha os olhos?


O verdadeiro tesouro não é aquilo que permanece em nossas mãos.


É aquilo que, passando por nossas mãos, devolve dignidade à vida de outro.


O homem busca a grandeza acumulando.


O sábio encontra a grandeza servindo.


Não basta conhecer a verdade.


É preciso tornar-se verdadeiro diante dela.


Não basta falar de compaixão.


É preciso agir quando a compaixão exige alguma coisa de nós.


Porque toda riqueza traz consigo uma responsabilidade.


Toda força traz um dever.


Toda vida que recebe muito é chamada a perguntar:
“Para quem será aquilo que me foi confiado?”


Talvez o ensinamento de Jesus não fosse simplesmente:
“Abandone suas riquezas.”


Talvez fosse:


Liberte-se daquilo que impede você de enxergar o outro.”


Pois quando o coração aprende a repartir, a riqueza deixa de ser senhor e torna-se instrumento.


E quando o homem deixa de viver somente para si, começa a compreender algo que os sábios de todas as eras conheceram:


A vida que não serve à vida perde o sentido de ter sido vivida.


O homem rico possuía muito.


Mas naquele encontro, Jesus mostrou que ainda lhe faltava aquilo que nenhuma riqueza poderia comprar:


um coração livre para amar.

Você disse que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja porque vivi o suficiente para aprender que rostos mudam mais rápido do que as cicatrizes.
Mas a verdade é menos interessante.
Nunca procurei quantidade. Procurei abrigo. E abrigo é uma coisa rara neste mundo onde todo mundo aprende a partir antes de aprender a ficar.
Eu não me apaixono pela perfeição. A perfeição é uma mentira bem vestida. Gosto de quem sangra, de quem tropeça, de quem perde a guerra num dia e aparece para lutar outra vez no seguinte.
Também erro. Muito. Carrego ferrugem na alma e algumas rachaduras que o tempo nunca consertou. Ainda assim, continuo aqui. Permanecer sempre foi mais difícil do que conquistar.
Não quero possuir ninguém. Posse é medo fantasiado de amor. Se alguém ficar ao meu lado, que fique porque o mundo inteiro está aberto diante dela e, mesmo assim, ela resolveu acender um cigarro, servir um café e dividir o silêncio comigo.
É isso que me interessa.
Não a prisão.
A liberdade de ir... e a coragem absurda de permanecer.
Porque, no fim, amar talvez seja só isso: dois sobreviventes olhando um para o outro depois de todas as tempestades e dizendo, sem dizer palavra alguma: "Ainda estou aqui."

A Revolução dos Cansados
Há um momento em que o homem percebe que passou metade da vida tentando convencer desconhecidos de alguma coisa.
Convencer o patrão de que trabalhava demais.
Convencer a família de que fazia o possível.
Convencer os amigos de que estava bem.
Convencer a sociedade de que era útil.
No fim, ninguém entrega medalha para quem morre de exaustão.
Então você começa a perder certos talentos. O talento de discutir. O talento de justificar. O talento de parecer indignado o tempo todo.
Descobre que o mundo continua girando com ou sem a sua opinião. Continua fabricando heróis descartáveis, mártires de fim de semana e revolucionários que voltam cedo para casa porque na segunda tem reunião.
A verdade?
A maior parte das guerras é travada por homens que nunca apertaram um gatilho. A maior parte das virtudes é defendida por gente que jamais abriu mão de um conforto. E a maior parte dos discursos serve apenas para esconder o medo absurdo de admitir que ninguém sabe por que está aqui.
Que tédio.
Cansei de carregar bandeiras que, no primeiro vento, alguém troca por outras. Cansei de lutar batalhas que terminam patrocinadas por quem vende as armas.
Prefiro uma mesa de bar.
Uma mulher inteligente rindo do meu cinismo.
Uma motocicleta velha engolindo quilômetros sem destino.
Uma cerveja gelada enquanto a cidade continua fingindo que está construindo o futuro.
Talvez eu esteja errado.
Mas desconfio que viver sempre foi isso: desperdiçar um pouco de tempo com aquilo que faz o coração bater mais devagar.
O sistema odeia quem descobre isso.
Ele suporta fanáticos.
Tolera miseráveis.
Até admira os ambiciosos.
Mas não sabe o que fazer com alguém que simplesmente encolhe os ombros, acende um cigarro, abre outra cerveja e diz:
— Hoje, não.
Porque quem para de perseguir a cenoura deixa de obedecer ao chicote.
E talvez essa seja a única revolução que ainda não conseguiram vender.
Não espere um final bonito.
A liberdade nunca chega montada num cavalo branco.
Ela aparece numa terça-feira qualquer, com olheiras, uma geladeira quase vazia, um aluguel vencendo e uma estranha paz por finalmente não precisar provar absolutamente nada a ninguém.
Tem gosto de derrota para quem olha de fora.
Mas, por dentro...
Tem gosto de vida.

⁠A única emoção permanente do homem comum (...) é o medo – o medo do desconhecido, do complexo, do inexplicável. O que ele quer acima de tudo é segurança.

H. L. Mencken
A Mencken Chrestomathy (1949).

O homem probo não se deixa abater pelas adversidades, nem se seduzir pela ganância.

O homem amadurece quando para de perguntar apenas “o que me dá prazer?” e começa a perguntar:
“Que tipo de homem nasce das recompensas que eu continuo perseguindo?”

⁠O autor principal da Santa Escritura é o Espírito Santo; o homem foi apenas o seu autor instrumental.

A Bíblia não é apenas um livro religioso dado para preparar o homem para o céu, mas a revelação infalível de Deus para ensinar o ser humano a viver diante dEle na terra; porque toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça (2Tm 3.16–17), sendo lâmpada para os pés e luz para o caminho (Sl 119.105). Rejeitar sua autoridade é andar em trevas, mas submetê-la à vida é conhecer a verdade que transforma o coração, governa os relacionamentos e conduz o homem à verdadeira sabedoria diante de Deus (Jo 17.17; Pv 1.7; Mt 22.37–39).”

Há momentos em que o homem olha para a própria história e não consegue compreender por que determinadas coisas aconteceram. Vê a injustiça avançar, vê pessoas que feriram outras continuarem caminhando como se nada tivesse acontecido, vê portas se fecharem diante de quem tentou fazer o certo e, por alguns instantes, pode surgir a sensação de que o mundo pertence aos injustos. Mas essa é apenas a visão limitada de quem enxerga um capítulo enquanto Deus conhece o livro inteiro..."

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

⁠Invejo-te, ancião; invejo qualquer homem que passou pela vida sem perigos, sem fama, sem glória.
do livro Euripides,pensamentos de Sérgio F. Januario

⁠Não são as horas de trabalho de um homem que importam - são suas horas de lazer.
sfj,Christie,a,citações

O homem que despreza o desenvolvimento do seu caráter, despreza seu próprio futuro.

⁠Uma boa queda é quando o homem e a mulher caem diante de Deus.

⁠A verdadeira paz e alegria na vida vem quando consiste em agradar a Deus, e não ao homem.

⁠Não é preciso um homem inteligente para olhar ao redor , e saber que no mundo falta amor

⁠Ainda que o homem em si me despreza, fingindo não me ver, mas feliz sou eu, que CRISTO me escolheu, sendo eu insignificante desprezado, que nada é, para ser alguém no coração de DEUS.