O Homem mais Apaixonado do Mundo
As pessoas compram a versão dos fatos que mais lhes seja conveniente acreditar e não necessariamente a verdadeira. Deplorável.
Um Canto na Aurora
Um relâmpago no céu noturno
Ilumina o caminho inseguro,
Sob o tempo mais soturno
O pensamento teme o futuro.
A espera é pela manhã chegar
Para que tal apresente algum alívio,
A esperança está na tempestade cessar
E seguir sem nenhum sonívio.
O deleterio recôndito dispensado
Já não pode aludir e contagiar,
O pássaro da aurora despertado
Fez seu canto para o céu clarificar.
Todo pretérito acuou-se na soleira
Em resultado do interlúdio ambientado,
No tempo corrente não é coleira
Apesar de arquivo a ser consultado.
No lume abastecido de percepção
Uma presença é reconhecida,
É o pássaro auroral na recepção
Que canta dando boas vindas.
William Contraponto
A verdade não pede altar,
segue exposta, sem proteção;
fere mais quando é direta
do que quando vira ficção.
William Contraponto
Velhice e solidão: o abandono de quem mais precisa de companhia
Ontem, no ponto de ônibus da avenida principal, vi o seu Antônio esperando. Ele estava lá há quarenta minutos, talvez mais. Sentado no banco de concreto, com a bengala encostada na perna e o olhar fixo num ponto invisível além da rua. Ninguém se aproximava. Os ônibus passavam, cheios de gente que olhava o celular ou o relógio, e ele continuava ali, pequeno, encolhido dentro do paletó que já foi azul-marinho e hoje é um cinza desbotado.
Seu Antônio tem 87 anos. Mora sozinho desde que a dona Maria se foi, há sete. Os filhos vêm “quando podem”. Um mora em Campinas, outro em Portugal, a filha mais nova tem três crianças e “mal dá conta da própria vida”. Ele entende. Repete isso como quem recita uma ladainha que já não acredita mais: “Eles têm a vida deles”. Mas no Natal passado ninguém apareceu. Ele comeu o peru que a vizinha deixou na porta e assistiu à missa do galo pela televisão, sozinho, com o volume alto para não ouvir o silêncio da casa.
A gente passa por essas cenas todos os dias e finge que é normal. Um idoso falando sozinho no mercado, outro sentado no banco da praça olhando os pombos como se fossem velhos conhecidos, uma senhora que liga para o programa de rádio só para ouvir a própria voz sendo respondida por alguém. Chamamos de “envelhecimento natural”. Mas não é natural. É abandono disfarçado de destino.
A velhice não é só rugas e esquecimento. É o telefone que não toca. É a cadeira vazia na mesa de jantar. É descobrir que os amigos morreram ou mudaram de cidade e ninguém avisou. É perceber, de repente, que você virou peça de museu: as pessoas olham, comentam “como ele está bem para a idade”, e seguem em frente. Você deixa de ser sujeito e vira adjetivo: “o velhinho”, “a tia”, “o senhor de bengala”.
Eu já vi filho dizendo, com orgulho, que colocou o pai num “lar excelente, cinco estrelas”. O pai, lá dentro, chora toda noite porque não sabe o nome da mulher que dorme no quarto ao lado e sente falta do cheiro do café que ele mesmo fazia às seis da manhã. Mas o filho tem reunião às oito e a culpa cabe no bolso como um cartão de visitas.
A solidão do idoso é a mais cruel porque é silenciosa. Criança chora alto, adulto reclama, cachorro late. Velho se cala. Aprendeu que ninguém quer ouvir sobre dor nas pernas, sobre saudade, sobre medo de morrer sozinho. Então sorri amarelo, diz que “está tudo bem” e guarda o resto. Guarda tanto que um dia explode num infarto ou numa depressão que ninguém percebeu.
Na semana passada, a dona Neuza, 82 anos, morreu em casa. Foram quatro dias até o cheiro denunciar. Tinha três filhos, sete netos, bisneto a caminho. A geladeira estava cheia de comida que a vizinha levava. Mas ninguém entrava para conversar. “A gente ligava todo dia”, disseram eles no enterro. Ligava. Desligava. Seguida a vida.
A velhice não pede muito. Pede presença. Um telefonema que não seja só para saber se tomou o remédio. Uma visita que não tenha hora para acabar. Um neto que tope ouvir pela milésima vez a história da enchente de 1968. Pede que a gente pare de tratar o tempo deles como algo que já passou, porque para eles ainda está passando, minuto a minuto, e cada minuto vazio dói.
O seu Antônio finalmente entrou num ônibus. Levou quase cinco minutos para subir os degraus, com o motorista buzinando atrás. Ninguém ofereceu o braço. Ele se sentou no banco da frente, daqueles reservados para idosos, e ficou olhando a cidade pela janela. Eu o vi de longe, pequeno, frágil, carregando o peso de ser o último capítulo de uma história que ninguém mais quer ler.
Um dia seremos nós ali. Com sorte, com saúde, com algum dinheiro no banco. Mas talvez sem ninguém que segure a nossa mão quando o corpo tremer. E aí vamos entender, tarde demais, que o maior patrimônio que a gente pode deixar para os filhos não é casa, não é poupança. É o exemplo de que filho cuida de pai como quem cuida de criança: com paciência, com presença, com amor que não se mede em minutos visitados por mês.
Porque a velhice chega para todos. A solidão, não. Essa a gente escolhe dar, ou escolhe evitar.
Raimundo grossi
Não te preocupes mais e siga amando, que ao final dessa jornada ao olhares para trás perceberás que as pessoas, os problemas e mesmo esse mundo nunca existiram como tu os via. Eles só foram colocados em torno de ti para te dar oportunidade de evoluir enquanto espírito. Se viveres assim na consciência da imortalidade da sua essência divina, quando chegar o último dia desse corpo aqui na terra verás que a luta nunca foi contra o outro. O tempo inteiro foi entre você e você mesmo.
O maior desafio da criatura humana é a própria criatura humana.
Por mais que o tempo, continue passando
Depois de "nós", uma parte de mim
Continua te amando, continua sentindo a sua falta
Uma parte de mim continua quebrada
Continua faltando você na minha vida
E acredito que essa parte que você levou embora
Irá continuar fazendo falta, dia após dia
Mas, afinal de contas isso não importa
Porquê você não me ama mais
Porquê você não me quis e não me quer na sua vida
Por pior que pareça, essa é a verdade
Nua e crua
Por mais que continue doendo, essa dor faz com que eu continue sentindo que ainda estou viva
E um dia, Tudo isso irá ficar no passado
Eu ainda espero te esquecer
Eu ainda espero te perdoar
Eu ainda espero recomeçar sem você
Hoje não é o dia, mas quem sabe o quê amanhã pode acontecer
09 de Janeiro de 2026
Tenho aprendido que o mais difícil não é o momento certo para se falar, mas sim o momento certo em que a pessoa está pronta para ouvir
A linguagem do ESCRAVO é a greve, se não for como eu quero não vou mais.
A linguagem do SERVO é o salário, só vou se tiver algum benefício.
A linguagem do FILHO é o amor, vou porque amo-os, mesmo na imperfeição, desvantagem e dor, pois vou para entregar não para receber.
Perdoar é perder!
É recolher os cacos, e procurar a restauração sem cobrar mais nada de quem não pode reparar.
Às vezes, a dor mais profunda não vem de estranhos, mas da própria família. Parentes que só enxergam falhas, que criticam, ofendem e falam pelas costas, esquecem que palavras também ferem — e ferem fundo. O bem que você faz se torna invisível, como se nunca tivesse existido, enquanto qualquer erro vira julgamento. Essa falta de empatia cansa a alma, corrói o amor e deixa marcas silenciosas no coração. Porque quando quem deveria acolher escolhe ferir, o peso não é pequeno: é diário, é injusto e machuca mais do que se pode explicar.
Quanto mais odiarmos alguém, mais chance teremos de ser o parente mais próximo do mesmo em uma próxima encarnação, sob a lei de associação...
Da energia nuclear não se pode fazer uso nem mesmo para o progresso, quanto mais para curar doenças.
No dia em que eu não puder mais ser quem sou, desistirei, não de mim, mas da vida, pois ela é apenas uma parte das múltiplas partes integrantes de meu ser.
Buscar Deus é o investimento mais seguro que existe. O retorno é paz, sabedoria, prosperidade e vida plena.
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