O Homem é um ser Social
PREMONIÇÃO
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Em um dia de meio dia,
meus olhos, somente os olhos,
tiveram uma visão.
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Lembro-me que a luz me doía
como uma ponta de sabre
no corpo do coração.
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Lembro-me, sem muito assombro,
que tudo quedava incompleto,
como se as luzes buscassem em vão
o preenchimento das coisas.
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Na sintonia das imagens
dissecavam-se as paisagens
sem mistificação:
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Não obstante o colorido,
ficavam os homens repartidos
como se feitos de pão.
A uns: o ouro e a prata;
a outros: a fome e a crença;
a esses: a esperança;
para aqueles: quitutes em lata.
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Tanto sol doía
nos ombros da nação
(talvez não houvesse justiça
em sua distribuição).
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E talvez por ser evidente,
ficavam doídas e claras
as sombras dos coqueiros.
Ali, onde outrora era verde
espreitam crianças no desamparo.
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Desamparadas, porém livres,
querem construir a nação
– mas faltam-lhe os instrumentos:
os braços, e as mãos...
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Igualmente iluminados,
os andarilhos nas estradas:
pés descalços, chapéus de palha,
– ou capacetes e mãos de graxa –.
Todos, embora cansados,
querendo correr o chão.
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Mas falta-lhes segmento:
as pernas da multidão.
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Arre!
Tanto sol
arde como uma tarde
de Verão...
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BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgências, 2024]
Enquanto a avaliação for concebida como um instrumento de aferição de capacidade, a escola nunca conseguirá exercer o seu papel social com excelência.
REFLEXÕES & PENSAMENTOS
Por DRA. ROBERTA LÍDICE.
"As leis fortalecem as diretrizes para o comportamento adequado dos cidadãos com identidade de pertencimento social, que buscam por uma sociedade justa, livre e democrática.
Portanto, devemos ser intolerantes frente ao desrespeito, as calúnias e difamações propagados por indivíduos que apresentam comportamentos inadequados e antiéticos, cujo intuito é ofender a nossa reputação, honra e dignidade.
E como assevera o Prof. Mario Sergio Cortella "pessoas negativas e com baixa autoestima, se sentem fortes ao difamar o outro. Geralmente, são frustradas e só assim, elas se sentem numa posição elevada (...)".
Sendo assim, lutemos pela mudança de mentalidade social, onde cidadãos discutam sobre ideias e não sobre pessoas, as quais, muitas vezes, sequer conhecem."
Uma folha amassada
Assim como uma folha amassada, cada indivíduo traz consigo marcas e dobras que contam a sua história. É exatamente nas “imperfeições” que reside a beleza da experiência humana.
As desigualdades sociais podem apresentar diferenças marcantes, mas lembre-se: as folhas mais amassadas podem conter as ideias mais vívidas.
Conseguiremos valorizar cada narrativa sem considerar a sua aparência?
Conseguiremos reconhecer que tudo e todos têm algo a oferecer?
Não sei ao certo... Mas tenho certeza de que cada folha amassada guarda uma profundidade que espera ser descoberta.
Entendam, não importa o grau de imbecilidade de quem governa os EUA, nada irá mudar para os países tidos como colônias de extrativismo como o Brasil. O brasileiro precisa estudar mais para se libertar dos grilhões da ignorância promovida pela dicotomia direita versus esquerda.
#th_historiador
A luta por um cargo não deveria ser imoral. Como é possível uma sociedade saudável se deparar com a necessidade de escolher entre uma mulher de reputação ilibada e um candidato criminoso, já condenado pela Justiça e com inúmeros processos em andamento? Grande parte do eleitorado de alguns países, assim como seus políticos, deveria demonstrar mais discernimento e menos hipocrisia.
Fica evidente que para muitas pessoas, o valor material sobrepõe-se aos princípios morais. É como se a reputação e o bom nome nada valessem, sendo o dinheiro o único fator relevante. Essa realidade nada mais revela do que a decadência dos valores morais em nossas sociedades.
Sobre cancelamento
Se os canceladores soubessem, o bem que eles fazem para quem estão cancelando, eles não cancelariam.
Ansiedade
Chamam de fobia,
De transtorno psicológico...
Dizem que é falta de alegria,
Ou falta de apoio pedagógico...
Eu só chamo de medo,
De ser aberta, destrinchada e julgada...
De desproteger meu segredo,
De não ser protegida e amada...
Não consigo ou quero interagir,
E me expor a maldades e negatividades...
Sou de ponderar e refletir,
Mas não sei identificar as falsas verdades...
É sobre ansiedade social,
É sobre a dificuldade de casa sair...
É sobre passar muito mal,
Com sérios sintomas a me afligir...
Pode ser muitas preocupações,
Muitas vezes até desproporcionais...
Mas essa angústia me causa limitações,
Muitas vezes até irracionais...
Vivo assim, querendo vencer,
Querendo encarar a milagrosa terapia...
Meu problema tentando esquecer,
Na busca da paz, do amor e da harmonia...
Sinto que os valores morais da sociedade contemporânea estão em declínio. O excesso de valorização do capital financeiro influencia a ética de algumas pessoas, que, ao serem confrontadas com a possibilidade de ganhos financeiros, tendem a priorizar o lucro e a se afastar de seus princípios.
Rodrigo Gael
Se minha vida está em risco, entrego-a nas mãos de Deus, porque somente Ele tem poder sobre o meu destino
...quando se estabelece condições de igualdade para coisas desiguais, sempre se está privilegiando o mais forte"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 173
Dizer “foi mal” ou pedir desculpas depois de agir ou agredir alguém com gestos, palavras e atitudes, não te exime da responsabilidade e consequência do seu mal comportamento, muito menos do seu compromisso social de buscar agir de forma com que não torne a dizer isso repetidas vezes.
Geração atual e seus vícios
Corpos vazios que se orgulham,
Olhos com solidão perceptível,
No mundo de luxúria mergulham,
Amor verdadeiro se encontra invisível.
Anseiam por meio dos vícios pela cura,
Mas em tal caminho sua dor será eterna,
Seu coração conhecerá a dor pura,
A solidão será sua visão paterna.
A ignorância os torna tolos e insensíveis, Foco e visão do futuro é algo subestimado, Conforme aprofundam pior são os níveis, Depressão, ansiedade, entre outros, é o resultado.
Precisar de apoio nunca foi vergonhoso,
Não existe alguém superior ou inferior,
A resposta é igual, sendo jovem ou idoso, Nenhum vício apagará sua dor ou vazio interior.
Se meu sorriso aparece
quando a flor é posta
inda assim padece
pelos sem resposta.
Se vibro intensa pela
pequena possibilidade
inda assim, internamente,
me dói a
incapacidade.
Se vivo em confetes
pelo triz atingido
inda assim, me acomete
todo vivo matado
e morrido.
Se meu sangue chora
e, por vezes, sara
inda é cor de guerra,
inda me pinta a cara.
Se minha manga
fica presa na maçaneta
inda tenho pitangas
para os sem camiseta.
Se não encerro a festa,
se não paro a dança,
inda leio
floresta,
inda me mata o que lhes cansa.
Se a cor é bela
e a vida é forte,
inda vejo nela
a falta de suporte.
Se acordo querendo
dar tudo de mim pelo pingo
inda entendo a giganteza
de quem trabalha outro domingo.
Se agora preciso de um colo
ou outro sim,
não desconheço o subsolo
de quem nem sabe de onde eu vim.
Se preciso de uma pincelada
da sua empatia
nada me impede, ralada,
de ser também sua pia.
Se tudo o que peço
é um quase de paz
em meio ao meu mínimo turbilhão,
inda entendo cada jaz
e não comparo seu sermão.
Se deito com rosto molhado
e abro o sol com dente aberto,
ó, eu lembro do seu lado,
e meu sonhar segue desperto.
Se comemoro o vento da greta,
a montanha suada
e a facilidade;
inda lembro da sua marreta.
Sua alegria é lembrada
da minha dignidade?
Porque, ah, se tiro a meia
e sinto o mesmo alívio que seus pés
após tanta maratona…
não diminuo sua areia,
mas esquece, atés,
que chegaríamos mais rápido
seguindo a mesma fé cafona.
@vanessabrunt
Se as pessoas recebessem um salário digno, não seria necessário que o estado criasse um "salário mínimo".
Nós não ajudamos as pessoas por ser algo bonito de se fazer; nós o fazemos porque é a coisa certa a ser feita.
"O Direito Previdenciário não trata apenas de benefícios, mas de dignidade. Defender um segurado é garantir que ele tenha o mínimo para viver, e isso não é favor, é direito!"
Para os que Virão: Parte X
A desigualdade não é um acidente da história, mas uma escolha repetida. Herdam um mundo onde riqueza, oportunidades e dignidade foram distribuídas como privilégios, não como direitos. Saibam: a justiça não brota por conveniência. Exige ruptura.
Não se enganem com discursos que culpam os pobres por sua pobreza ou glorificam o mérito em um tabuleiro desigual. A luta contra a desigualdade começa quando reconhecemos que ninguém é livre enquanto há pessoas reduzidas a números, corpos descartáveis, vozes abafadas pelo ruído do poder.
Seus antepassados combateram sistemas, mas muitos preferiram negociar migalhas em vez de redistribuir o pão. Não repitam o erro. Sejam radicais: eduquem, redistribuam, desmontem hierarquias. Não basta amenizar sintomas; curem a doença. A terra, o trabalho, o conhecimento tudo deve ser comum.
Desconfiem de quem diz "é assim mesmo". O futuro não é um destino, mas um projeto. Escolham: perpetuar pirâmides ou construir círculos. Lembrem-se: enquanto um existir de joelhos, a humanidade não estará de pé.
A luta é longa, mas a semente da igualdade só germina quando plantada com as mãos sujas de ação.
