O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
Estrela Protetora.
Maravilhoso Sol das manhãs.
Que nasce com um brilho de bem-querer.
Com o intuito de uma magnífica estrela.
E que é assim até o entardecer.
E após o ocaso,a sua luz tem a percepção para relembrar das horas anteriores.
Maravilhoso Sol.
Solar em muitos lugares.
Em um outro alento por ser assim.
Com o seu imenso brilho,toca o céu e as terras.
Guiando e confortando com iluminados momentos.
E são tantos desde o seu primeiro brilho.
Um brilho acima desse céu,e indo ao reencontro de outras vidas em um sistema planetário com a sua destreza estelar.
Tendo em seus movimentos uma graciosidade,enquanto segue as voltas do coração.
É impressionante e maravilhoso.
De um jeito ou de outro.
Ensolarado e decorando as coisas dos dias com simpatia.
E simplicidade mesmo nas dimensões da sua coroa solar.
Imponente e destemida.
Como uma luz vinda do fundo da alma.
Tão clara de estrela.
Bem brilhante em imensidão.
E com a sensibilidade de brilhar com grande intensidade ou com um tênue brilho.
Delicadamente se desloca entre as tantas nuvens no céu seguindo um percuso natural.
Para ser uma outra manhã,com a luz que irradia do fundo da alma.
Sentimentos de uma estrela à brilhar.
Em um lugar escolhido pela pureza do universo para que pudesse estar antes de planetas cometas e asteróides.
Incondicionalmente e bem mais.
Brilhando com beleza que tem.
Com um bom nome para se lembrar do que significa.
Sobre esse céu e outros longes desse,uma estrela acalma e indica.
Com uma alma digna que une e ilumina antes de qualquer outra coisa.
Lua Sonhadora.
Já é noite no céu.
Os pássaros e as árvores estão dormindo.
E o que tiver de mais bonito.
Talvez já esteja dormindo.
Sonhando com as estrelas ou tendo bons sonhos.
É mais uma noite em que muitos sonhos de alguma forma cumprimentam o anoitecer.
E a luz da Lua retorna.
Com um equilíbrio fantástico nos seus suspiros.
Noite amiga dos seus sentidos.
Na luz branca que prevalece enquanto além desse céu estrelas cintilam.
Uma Lua acordada e dedicada.
Trazendo grandes inspirações.
Que reluz sobre as noites que já a esperavam.
Com sorrisos retocados pela luz do seu luar.
Que predomina sobre o silêncio que muitas vezes se faz quando metade da fauna e da flora adormecem.
E outros que a veem se compadecem.
Dos seus corações lhe dedicam um uivo,um sussurro ou algo profundo e sincero.
Como aquele brilho esbranquiçado que se sobressai nas noites.
Desde as noites antigas é assim.
Como essa noite que voltou.
Bela face lunar.
Bela das feições únicas e emotivas.
Mostrando um caminho iluminado até o seu lugar.
Para poder sonhar também.
Porque se outros pensamentos,corações e vozes sonham,a Lua que é o motivo desse sonhar também fecha os seus olhos e se deixa acreditar com uma criação parecida com a sua.
Deslumbrante em verde e azul.
E que antes de dormir ou não,olha através da sua vida e pede entre o silêncio noturno e as estrelas que não dormem que mais um desejo seja realizado. Tendo naquela bela e inegável face o seu sonho mais bonito e interminável.
Um Bonito Beija-Flor.
Pequeno beija-flor que entre os dias tem a ternura de se dedicar as flores.
Ainda bem cedo no céu e o seu coração acordou.
Novamente pensando nas tantas flores.
Voando do seu ninho para agradáveis encontros floridos.
Para beijar novamente uma flor.
E nas suas asas mais flores.
Um pequeno pássaro com asas velozes e fortes.
Com olhos que procuram as mais bonitas flores.
E são muitas as flores assim.
Para um beija-flor e ao seu grande coração que pulsa como as suas asas.
Coração com uma virtude,por querer estar nas cores das flores.
Ficando entre elas por alguns instantes e depois voando à procura de outros aromas.
Das flores que nasceram distante das suas asas,mas não do seu coração.
Quando quer repousar,as suas asas o levam para um galho,um telhado.
Ou ao seu ninho feito de pequeninas coisas naturais.
Com tantas flores que desabrocham nos dias colorindo os seus jeitos,um beija-flor tem no olhar cores que o atraem.
E que voam ao seu coração com os ventos.
Ventos que levam mais distantes essas pétalas macias.
Para que sejam flores do amanhã.
Como um beija-flor,também será.
Nas Cores Das Borboletas.
Um pequeno e delicado ser tem a sua vida começando em alguma árvore ou em outro sensível lugar.
Ainda dentro do seu casulo esperando tranquilamente para ver a luz dos dias.
Pois com passar dos dias nas flores,em algum momento a sua vida será de muitos voos entre as pétalas e outras maravilhas.
Porque após o nascer de uma flor,nascerá uma borboleta.
E depois de outros dias,haverá mais borboletas sobre pétalas gentis.
Leves e coloridas borboletas.
Delicadas como as flores,os seus corações estarão por muitas vezes.
Dentro daqueles voos que farão em várias direções.
Principalmente para procurar as suas flores.
Semelhantes as suas pequenas asas.
Camufladas com os pingos e contornos naturais que trouxeram dos seus casulos.
Antes uma lagarta,um casulo,para depois voarem para uma vida ao redor das flores nos jardins,nas praças e nos vasos floridos.
Nas flores das árvores,algo bonito é visto quando uma borboleta parece parar as suas asas por um instante.
Sobre uma flor as suas asas descansam.
Em um pólen o seu coração se compadece.
Nas pétalas da sua vida o contrário também é verdade.
Nos dias que retornam as suas asas bailam com um movimento repetitivo e meigo.
Para voarem outra vez nas asas das muitas pétalas.
Que são fontes coloridas de carinho.
Por isso são visitadas em revoadas matinais por seres pequenos e agradáveis.
Vindas de casulos deixados por pétalas conhecidas.
Porque das flores algumas vezes nascem as borboletas.
E dentro dos casulos,
coincidentemente pode ter alguma semente que irá florescer em algo fino e colorido que irá querer voar na próxima luz do dia ao encontro de queridas inspirações.
Na Doçura Das Abelhas.
Nas pequenas colmeias feitas em diversos lugares na natureza,vidas estão em centenas de casulos.
No mesmo dia ou depois disso se tornarão lindas abelhas.
Ainda como larvas são cuidadas por outras abelhas crescidas.
E saciadas com o gosto do mel para que possam fortalecer os seus instintos.
Pois quando se tornarem maiores as suas asas as levarão para novas descobertas.
Em voos incríveis para lugares fascinantes.
Abelhas crescidas fazem um próspero sabor nas muitas colmeias com tamanhos diferentes.
Um precioso alimento com um doce sabor.
As abelhas têm cores nas mais variadas espécies.
Pode ser uma cor de mel,da noite ou do céu.
Das suas colmeias voam à procura das flores através dos seus olhos delicados.
Existe algo que atrai os seus voos até a flor mais distante.
Ou nas pétalas mais próximas.
Algo que se dissolve facilmente quando uma abelha se encontra sobre uma flor.
Algo que as deixam sonhando.
Em cada toque um pouco do pólen se transforma em uma nova cor nas suas formas.
Lentamente em toques sobre uma flor,um pó se espalha nos seus olhares e asas.
Após os seus toques suaves em diferentes instantes,retornam para as suas colmeias.
No conforto de uma colmeia nos lados desenhados,cada detalhe foi imaginado para agradar a rainha.
Muitas colmeias têm cores das terras,seja em um marrom claro ou escuro.
E por dentro de cada uma,outra cor predomina.
Um amarelo claro.
Que se une em cada parte de uma colmeia.
Uma cor que cai com um sabor brilhante e que deixa marcas douradas.
Que se origina em tantas flores como algo fino e colorido.
As abelhas podem ir para bem longe quando querem buscar doces momentos.
Ou podem ficar voando ao lado de sua colmeia com outras abelhas.
Nos caminhos em uma colmeia existem mais centenas delas.
Cobertas de um amarelo reluzente,adoçado por seus toques.
Entre esses caminhos moldados com muito esforço ao nascer dos dias,vive uma rainha.
Maior que as outras e com o mesmo brilho em seus olhos reais.
Em cada colmeia vive uma rainha.
Em certos dias tem um encontro com uma abelha macho.
Em um lindo momento os seus corações se unem para a continuidade de uma bonita espécie.
Nas asas da rainha e do seu carinhoso convidado sons românticos e de aceitação são feitos.
Alguns dias após os lindos momentos as rainhas colocarão as suas larvas.
Numerosas larvas em casulos brancos serão novas abelhas conforme o passar do tempo.
Das rainhas mais abelhas nascerão,como se fossem mel dos muitos encontros com os seus convidados especiais.
As rainhas voam em sintonia com as suas semelhantes,mesmo que seja apenas em seus corações.
As abelhas rainhas são agraciadas com as gentilezas de abelhas escolhidas para estarem por perto quando precisarem de algo.
Essas abelhas escolhidas também cuidam das larvas,de um sabor reluzente e de outras coisas em uma colmeia.
Dentro de uma colmeia os sons variam entre agudos e graves.
São tantos os voos por labirintos feitos com a dedicação das abelhas.
Organizadas em uma grande sociedade.
Lindos insetos que dedicam a sua vida entre a polinização das flores da colmeia,e a rainha.
E que podem voar por onde quiserem quando aos seus instintos for necessário.
Em um enxame ensaiado e numeroso.
Ou apenas uma abelha,buscando uma nova flor atraente.
Enquanto outras permaneçem dedicadas em cuidar da colmeia e das larvas,e da magnífica rainha.
Que tem em sua vida uma força que faz de uma colmeia em qualquer lugar nessa natureza uma continuidade de doçura e prosperidade.
Na sua realeza de abelha,determidada e decidida no que a sua natureza de alguma forma lhe mostrou como seria.
No Fabuloso Reino Das Formigas.
Em terras que preenchem as raízes das árvores e capins verdes dos muitos continentes,pequenos insetos fazem longas caminhadas.
Em grupos felizes formigas percorrem as imensas florestas.
Estando também em quintais.
Em duas linhas se movimentam em sentidos opostos.
De um jeito coordenado e esperado.
As suas pequeninas patas as levam sobre folhas caídas no chão e sobre os troncos das árvores e ramos entrelaçados com um outro tipo de vegetação.
Sobre muros,grades e calçadas.
E para onde mais quiserem caminhar.
Esses adoráveis insetos formam uma sociedade incrível e organizada.
Em um formigueiro cada formiga tem algo específico para fazer.
Um formigueiro tem muitos centímetros de profundidade.
Com uma escuridão que se propaga por dentro.
Mas as pequenas formigas se deslocam de um jeito formidável sem se perderem.
Esses minúsculos insetos têm uma força maior.
Além das longas caminhadas diárias levam em suas mandíbulas pedaços de folhas,gravetos ou algo que possa ser usufruído dentro do formigueiro.
Também usam as suas antenas como uma forma de reconhecimento e de socialização.
São insetos impressionantes.
Durante a noite são guiados por uma luz branca no céu.
Um sereno encantador ilumina as muitas espécies de formigas enquanto atravessam longos percursos.
Levando os seus alimentos além de se cumprimentarem em cada caminhar.
Mesmo pequenas fazem grandes coisas.
Desde a formação de um formigueiro.
Pensado em algum lugar apropriado para ser chamado de lar.
E as formigas têm nas terras que se estendem por grandes distâncias lugares para transformar.
Em uma nova morada para elas e para a rainha.
Em qualquer formigueiro a rainha será maior e receberá mais olhares das pequenas formigas.
Um pouco mais de agrado rodeada de merecidos caprichos.
Em algum momento a formiga rainha sentirá no seu coração a vontade de ir para mais longe do seu formigueiro.
Em um sentido romântico e natural a formiga rainha terá nos olhos,o mesmo olhar de uma formiga macho.
Escolhido por seu coração real.
Depois de bonitos momentos a formiga rainha percorrerá por entre as folhas e outras terras em busca de um novo lugar para recomeçar.
Mas aquele formigueiro que ficou em um passado dos seus dias continuará em sua vida.
Porque na sua natureza ir para um outro lugar e continuar é algo natural e intocável.
Dos encontros românticos as formigas rainhas após dias e noites,colocarão larvas para a continuidade de sua espécie.
Centenas de larvas envolvidas por uma cor branca e sedosa.
Que futuramente terão patas,olhos,um coração e uma força interior.
Além de uma que será um pouco diferente das demais,mas que reinará com uma mesma razão que predomina um virtuoso grupo de insetos.
Pelos continentes espécies de formigas constroem grandes formigueiros.
Com um talento em suas minúsculas patas e mandíbulas,cada grão de terra é alçado e deixado com outros grãos.
Capins e sementes também enfeitam os seus maravilhosos lares.
Assim como pedregulhos,folhas recortadas e muito mais.
Com muitos corredores macios e úmidos cada formigueiro é composto de vários caminhos.
Escurecidos quando mais profundos estão.
E acima de cada formigueiro a luz do Sol ilumina.
E no brotar da noite a Lua encanta aqueles olhares pequenos.
Nas gotas das chuvas aquelas minúsculas patas caminham agraciadas com um líquido puro em seus movimentos.
Pequenos insetos que percorrem distâncias incontáveis.
Dos seus formigueiros até um outro lugar as formigas têm uma noção dos seus compromissos.
Sobre as terras ou embaixo delas milhares de formigas nascem,crescem e vivem em uma grande sociedade.
Os seus tamanhos variam entre pequeno e grande.
Em tantas espécies e continentes e na forma dos seus formigueiros.
As formigas rainhas podem voar.
Com asas feitas pelas brisas como um presente real deixado ainda quando eram apenas larvas.
Após o voo de uma formiga rainha para um outro lugar,uma outra ficará reinando por muitos dias naquele formigueiro anterior e agradável.
Até que a sua vida seja cortejada mais uma vez.
Em um ciclo natural e que precisa seguir.
Como um novo recomeço para as pequenas formigas nas mais variadas espécies.
Em um planeta grandioso aos seus olhos,mas que já foi contornado muitas vezes pelas pegadas minúsculas desses simpáticos insetos.
Uma Chama Adormecida.
Nas profundezas terrestres lavas se deslocam com temperaturas ardentes e brilhantes.
Em camadas do Planeta Terra,acesas por forças naturais.
Lavas quentes que se estendem nas cores vermelha e amarela.
Como ondas de calor aquecendo um planeta e o interior de sua vida.
Lavas que nas extensões das camadas compostas dos mais diversos materiais,brilham nas sombras que vivem nas profundezas de um planeta.
Quentes e que borbulham formando bolhas realçadas com temperaturas diferentes.
Acesas em esplêndidas frestas que existem nas rochas antigas gravadas nos milhares de anos atrás.
Com um impulso poderoso e histórias de um passado que ainda desperta.
De uma mesma natureza que rege os seus movimentos.
Para o Planeta Terra esse calor é adequado e o faz relembrar do Sol.
Em três camadas que se unem.
Na primeira,uma Crosta com uma estrutura não aquecida por aquelas lavas incandescentes.
Mais abaixo da sua linha um Manto já aquecido por altas temperaturas.
Que se elevam no seu formato.
Deixando-o coberto por pedaços derretidos de rochas antigas e até recentes.
Nessa camada na metade do Planeta Terra cada borbulhar das lavas pode mover placas deslocadas acima.
Acordando formas cilíndricas ou achatadas forjadas há milhares de anos atrás em alguma montanha ou monte.
Ou em algum solo que se firma no horizonte.
Abaixo do seu nome coberto,encontra-se o Núcleo.
Dividido em dois é a parte interior do Planeta Terra mais quente.
Como uma fogueira que tem nas suas pontas gotas pesadas,um calor incessante e uma enorme pressão.
Das profundezas desse calor e sem que o tempo saiba,uma cachoeira avermelhada e brilhante pode se elevar sobre algumas montanhas e algumas terras rasas.
Uma cachoeira de fogo ardente que antes adormecida,mas que de repente pode acordar e jorrar os seus sonhos na posição vertical.
Se espalhando ao redor como ramificações derretidas em amarelo e vermelho.
Acendendo ao redor mesmo de dia.
Ou observando o céu noturno.
Em algum lugar frio ou tropical.
Surpreendendo o tempo,essas cachoeiras de lavas podem acordar em períodos diferentes.
Isso pode acontecer em minutos,meses ou séculos.
Desde uma profunda escuridão que se veste no interior do Planeta Terra.
Que é acesa por um fogo que se transforma entre duas partes terrestres.
Com uma naturalidade ancestral.
Impulsionando essas cachoeiras à fazerem um espetáculo em chamas.
Fluindo com rapidez em gotas que se deitam ao caírem.
Até que se tornem passos demorados quando estiverem descendo.
Essas cachoeiras podem jorrar por um período indeterminado.
Fazendo brilhar em calor até os ventos.
E depois disso voltam para as profundezas do Planeta Terra se reencontrando com rios derretidos e firmes.
Até que aquela força natural desperte nos confins de sonhos ardentes.
Como chamas do passado que podem rejuvenescer com o passar do tempo.
Estrelas Viajantes.
Quando anoitece,o céu começa a ser iluminado pelas coloridas estrelas.
De centenas à milhares.
De bonitas estrelas.
Na sua formosura celeste tem entre as estrelas distantes motivos suficientes para estar entre elas.
Distante daqui,aquelas estrelas parecem sem movimentos.
Em uma ilusão causada por brilhos galácticos e estelares.
Ao redor de uma intensa gravidade que une o universo.
Como esse céu terrestre adorado e celeste.
Essas estrelas viajantes riscam o brilho das outras.
Minúsculas estrelas,como grãos velozes e brilhantes.
Estrelas que viram nesse céu,um outro abrigo,uma passagem para uma outra dimensão.
Mesmo sendo grãos,deixam linhas brilhantes nos seus rastros.
Enormes brilhos dessas estrelas viajantes.
De algum lugar desse Sistema Solar.
Vindas de um outro planeta,asteróide ou de um cinturão rochoso e congelante.
Viajantes estrelas que acendem no coração azul desse céu,as fotografias de outras viagens.
Até em cartas perfumadas com uma poeira cósmica.
Sem endereços essas estrelas procuram alguma atmosfera para que possam deixar cair os seus desejos.
E ainda escrevem em um movimento,pedidos que ressoam nas suas vindas quando se aproximam.
Aproximações de alguns segundos e que brilham como uma estrela maior.
Das milhares que brilham distantes,poucas estrelas conseguem viajar.
De um jeito veloz com uma rara luz de lembrança.
Vindas de um outro lugar para esse céu,fazendo com que cada noite tenha mais do que alguns momentos.
Sendo levadas por aqueles grãos brilhantes para alguma constelação ou para um outro maravilhoso destino.
Algo especial desse céu está em cada estrela viajante que entre tantas noites,encontraram no seu coração um lugar para ficar.
Antes de partirem para uma outra inesperada viagem.
No Sereno Dos
Vaga-Lumes.
Nas noites que vêm e vão,minúsculos pontos começam a brilhar com mais intensidade.
Atraídos pelo sereno das noites,alguns insetos têm bem perto das suas asas algo que se confunde com um único nome.
Vagando em voos iluminados com cada vida.
Um minúsculo ponto de luz em cada um.
Voando próximo dos rios e pântanos esses insetos podem iluminar ao redor dos seus voos e um pouco mais.
Nas cidades e fazendas.
Como também ao redor das luzes artificiais.
Nas noites que já estavam sobre esses lugares quase adormecidos,esses insetos se reencontram sob os mistérios noturnos.
Com a luz da Lua nos seus olhos para guiá-los.
Em qualquer direção que queiram voar.
As suas asas são fortes e conseguem levá-los por distâncias nas noites.
E com a luz do luar sobre o chão,as árvores e os rios,as suas vidas compartilham de uma bonita companhia.
Uma luz branca e sensível.
Os vaga-lumes fazem incríveis espetáculos quando saem das cortinas de algum lugar.
Em duas asas ou mais os vaga-lumes iluminam uma planta,as folhas que balançam com as brisas da noite.
Os vaga-lumes admiram os milhares de pontos no céu noturno que atravessam as suas asas.
Em cada voo é assim.
E por vezes se confundem.
Em cada brilho das estrelas nas noites que predominam,
os vaga-lumes também acenam para elas nas suas respectivas distâncias.
Para os seus olhos,aqueles brilhos no céu têm a mesma intensidade.
Voando nas noites enluaradas de belezas nas asas de cada vaga-lume.
Um delicado inseto desde o primeiro voo entre o reflexo das estrelas.
Nas noites calmas e sombreadas por nuvens.
Os vaga-lumes dentro do que significa as suas vidas e os seus brilhos são grandes seres.
Para outros tipos de vida nessa mesma natureza em que vivem,iluminam com uma força em suas vidas cada novo olhar.
Seja uma planta ou um outro animal.
A Lua e o céu estrelado.
Cada noite que volta deixa marcas profundas em suas asas.
Uma forma carinhosa de reconhecimento.
De que cada vaga-lume pode ser uma minúscula estrela.
Onde quer que esteja voando.
Nas distâncias entre as suas asas e as estrelas existe um elo.
Nos grandes brilhos dos vaga-lumes ou em minúsculos pontos no céu,cintila um mesmo sentido de viver.
Entre as suas asas,brilhos e constelações.
Em Cada Grão De Areia.
Algumas paisagens foram criadas e deixadas há muito tempo atrás em alguns continentes.
No decorrer do tempo e pelos ventos.
Entre o Sol e a Lua.
Essas paisagens foram ficando mais predominantes ao longo dos seus incontáveis grãos.
Nas manhãs que brilhavam em cada paisagem,minúsculos grãos se uniam com outros.
Grãos amarelados e cobertos pela luz do Sol.
Milhares de grãos ao lado de outros.
Seguindo sobre outras terras,grãos na cor do Sol.
Com os dias e os ventos cada grão sendo espalhado.
Para pequenas ou maiores transformações nas areias.
Areias com apenas um nome.
Acalorado e fino.
Um conhecido nome que relembra o que essas paisagens são.
Tendo no brilho do Sol alguma inspiração.
Entre as manhãs e as noites,caminhos de areias se movimentam.
Nas noites esses milhares de grãos ficam sob brilhos noturnos.
Principalmente o da Lua.
Em um branco cristalino e bonito.
E mais grãos amarelados brotam iluminados pela Lua.
Do anoitecer em seu existir.
Do fundo de certas terras abaixo dessas areias.
Grãos e mais grãos.
Levados pelos ventos que passam por seus dias.
Cada vento segue milhares de outros grãos.
Grãos minúsculos e ardentes.
Paisagens de desertos cobrem com os seus grãos silhuetas que rodeiam os seus lados.
Sob a luz do Sol,assim se sentem.
E mesmo no anoitecer,cada grão traz um brilho de alguma manhã.
Uma manhã inteira de Sol.
Que brilha em desertos.
Ou o início de um anoitecer.
Com a Lua atravessando cada um.
Grãos amarelados dos desertos.
Desertos que seguem as suas vidas.
Com os ventos nos seus minúsculos movimentos.
Nas muitas manhãs de Sol.
Com grãos empoeirados e ensolarados.
Vidas antigas renovadas pelos ventos e mais minúsculos grãos.
Brilhantes sob uma luz amarela.
Um forte brilho capaz de cobrir vidas desérticas e magníficas.
Com um calor que percorre os seus caminhos,cada grão é iluminado.
E por ventos são vistos.
Em várias transformações em suas vidas.
Desde tempos atrás.
Que também atravessou cada minúsculo grão.
Desses continentes bem antes do primeiro grão de areia.
Porque sobre os desertos uma pontualidade tem que percorrer.
Assim como o Sol,os ventos e a Lua.
Desde outros desertos, minúsculas paisagens foram criadas com brilhantes grãos.
Paisagens ardentes e brilhantes.
Deixadas sob terras tão bonitas quanto essas.
Feitas das areias que se movem como os ventos dos dias.
No Coração Profundo De Um Lago.
Uma beleza de águas vive perto de margens montanhosas e de imponentes rochas.
Dos campos macios até as florestas que passeiam ao seu lado.
Com uma beleza azulada ou esverdeada.
Que tem no fundo dos seus sonhos outras cores refletidas.
De uma natureza que habita a sua perseverança.
Com uma beleza transparente enfeitada por bordas macias e férteis.
Férteis e úmidas tocadas lentamente por suas águas.
Uma calmaria permeia a sua vida.
Sem fortes movimentos nas suas águas.
Que parecem distraídas com uma bonita vida.
E com uma outra natureza próxima.
Com águas que não descem para se encontrarem com outras correntes.
Mas o seu coração já escutou incríveis contos sobre os mares e as suas ondas.
Sobre lagoas e cachoeiras.
E conseguiu sonhar outra vez com essas águas distantes e grandes.
No seu coração cada canto dessas águas ecoa com algo parecido com a sua vida.
Porque na sua beleza as suas águas se movimentam com o ir e vir do silêncio.
Em alguns momentos o silêncio conversa com o seu coração.
Sobre uma vida e um instante.
Ou sobre as suas belezas transparentes que se manifestam de formas distintas.
Com alguma folha ou pétala que caia na sua beleza.
Até algum animal que queira desfrutar de agradáveis momentos nas suas águas.
Um lago vive.
Com outras maravilhas nas profundezas dos seus sonhos.
Muitas vezes contemplando as grandes montanhas.
Muitas espécies de árvores e de animais.
Que voam sobre a sua bela presença.
Ou dos animais que deixam pegadas perto do seu transparecer.
E que precisam beber gotas de sua vida,gotas fortalecidas por uma milagrosa natureza.
Uma fonte de beleza que vê nas gotas das chuvas mais uma outra continuidade.
De uma vida calma e natural.
De uma forma repentina ou visível no céu sobre os seus jeitos,centenas de gotas transparentes como as que tem caem e mergulham na sua beleza gota após gota.
Para ficarem na sua vida até um outro emocionante ciclo.
No despertar das suas águas,coloridas aves cantam.
E dançam entre um voo e outro.
Rochas com um verde escuro na suas formas cinzas se deitam as margens de um lugar.
Até o céu reluz nas suas águas como as flores.
Um azul silencioso como a sua beleza.
Com águas que nascem entre as montanhas com gotas do céu.
Um lago feito de sonhos distantes que deságuam na sua beleza de um jeito profundo e adorável.
Na calmaria do seu coração que tem pulsações dessas águas, que são fontes preciosas para a sua vida silenciosa.
Bem-Te-Vi: Bem-Querer É O Teu Cantar.
Dentro de pequenos ovos em muitos ninhos pássaros já se fazem escutar pela vozes dos seus corações.
Como se já estivessem compondo canções.
Em ninhos que foram feitos por pássaros crescidos com penas pretas,amarelas,marrons e brancas.
Esses que nascerão terão as mesmas cores em suas penas.
E um mesmo tom.
Pássaros com um canto em suas vidas cuidam de pequenos ovos em seus ninhos.
Um bem-te-vi macho e uma fêmea também com canções em suas vidas.
Escritas em dias que se passaram e que deixaram recordações.
Que no presente em suas vidas são relembradas ao olharem abaixo dos seus pés.
Cantando para o outro em emocionantes encontros.
Nos seus ninhos corações se declaram.
Ao lado dos seus tons melódicos um ninho se torna um lugar de bonitas composições.
E para outros bem-te-vis,
cada canto é um chamado para corações que cantam com graciosidade.
Os seus ninhos são feitos de finos capins,galhos e algumas folhas.
Ninhos compostos até por melodias suaves e precisas.
Nos olhos de um
bem-te-vi macho e uma fêmea e nas suas asas uma canção romântica é escrita nos seus momentos.
Para que mais uma ninhada de bem-te-vis cresça e voe enquanto cantam nos mais bonitos lugares.
Um pássaro pequeno com um canto inconfundível.
Com suavidade em cada tom.
Cada um tem no coração um ritmo que chega aos seus bicos e que ecoa por muitas direções.
Vestido com cores vibrantes se apresentam em qualquer lugar.
Com um canto conhecido.
Que atrai outras aves que também tem os seus cantos característicos.
Devidamente aclamado pelos bonitos bem-te-vis.
Bonitos pássaros que cantam várias vezes ao dia.
Com os seus corações alados.
Bonitas vozes em cada tom.
Acima dos seus olhos uma linha branca é como uma estrofe com uma cor que se destaca como uma inspiração para os bem-te-vis.
Nas cidades e esquinas os seus tons ecoam à procura de outros.
De asas em asas bem-te-vis se reencontram.
E cada coração ouve o outro.
As vezes de olhos fechados com mais detalhes de uma outra canção vinda de longe para mais perto da sua.
Com aquela suavidade que cada bem-te-vi entende.
Sentida no coração e descrita nos seus olhos emotivos.
Pássaros que compõem canções que despertam com as manhãs.
E que conseguem ouvir o entardecer cantando antes de irem dormir nos seus ninhos.
E mesmo dormindo os seus corações continuam pulsando em um ritmo crescente.
Até que o amanhecer esteja nos seus olhos mais uma vez pedindo mais canções.
Em cada bem-te-vi um único tom ressoa de um jeito comovente e ensurdecedor como os seus corações.
Dos Símbolos Até As Palavras.
Há muito tempo atrás símbolos foram desenhados pela primeira vez.
Desenhos em cavernas e rochas.
Nos primeiros continentes do Planeta Terra rabiscos foram feitos com tintas e traços encontrados em uma natureza que já havia deixado coisas de sua existência.
Rabiscos sobre o céu e os rios.
Dos animais e das estrelas.
Dos frutos e das árvores.
Do fogo e das chuvas.
Até no chão desenhos foram feitos.
Cada desenho com uma definição.
Nos primeiros rabiscos deixados por vidas ancestrais.
Com cores e formas.
Pequenos e grandes desenhos.
E sobre sentimentos alguns desenhos foram pintados.
No passar do tempo muitos desenhos foram encontrados.
Em continentes terrestres com outras transformações e nomes.
Pinturas de vidas ancestrais deixadas como marcas de um passado que naquele presente queria se fazer entender.
Mais algumas milhares de voltas no seu percurso e o tempo encontrou outros desenhos.
Rabiscados com grãos de areias antigos.
Em pirâmides,vales e tumbas.
Desenhos de aves,répteis e outros olhares e as suas formas místicas.
Em vasos,paredes e torres pontiaguadas.
O tempo percorreu sobre um deserto e as suas primeiras impressões.
Que ainda estão no seu percurso mais atual.
Seguindo constante o tempo encontrou mais símbolos.
Em um continente mais afastado dos outros.
Entre muitos oceanos.
Rabiscos sobre certos pensamentos,dedicação e vontades.
Que ainda são lidos no seu longo percurso.
Após outras centenas de anos no seu caminho o tempo viu que linhas se movimentavam sobre um material feito da mesma natureza que estava.
Ainda como desenhos e outros símbolos que aos poucos mudariam algumas formas.
Em algum lugar um mar cercava ilhas sob grandes templos.
Ao lado de pilares brancos e resistentes as ondas desse mar escreviam sobre as suas viagens,paixões,
saudades e mitologia.
Poemas e frases vinham das suas profundezas.
E o tempo foi supreendido e ficou sensibilizado com cada palavra que rimava.
Com aquele mar e os seus templos fortes e firmes nas suas ondas azuis.
De vez em quando esse mar traz para o tempo palavras sentimentais que ainda rimam e o emocionam.
Seguindo no mesmo continente mas para uma outra direção o tempo encontrou certas palavras.
Que iniciavam com uma fonte fina e com uma cor.
Com uma sonoridade característica daquele lugar.
Palavras escritas com paciência demonstravam traduções sobre uma natureza bucólica e festiva.
Às vezes essas palavras eram ditas de um jeito rápido que o tempo queria conhecer.
Talvez essas palavras finas e bucólicas estejam no seu passado.
Deixadas em contagens no seu percurso.
E que podem ser relembradas nesse mesmo lugar em um outro momento do seu seguir.
Seguindo um determinado percurso o tempo se deparou com um continente quente e diversificado.
Com muitas florestas e coisas preciosas esculpidas por uma antiga linhagem no seu ir e vir.
Outras pinturas e homenagens o tempo encontrou.
Com uma presença marcante e alguns detalhes que representavam uma natureza tropical.
E que continuam assim dentro da sua viagem constante.
Relembrando as suas voltas o tempo tocou em papiros e pergaminhos escritos com as areias de um deserto que ele já tinha visitado.
Seguindo novamente pelos templos do mar,o tempo fez novas releituras dos poemas românticos ou dramáticos que o fascinaram.
Em um alfabeto desse mesmo lugar o mar mostrou ao tempo palavras mergulhadas nos seus movimentos.
Com penas ou pequenos gravetos mais palavras eram escritas.
Ao retornar para um lugar bucólico o tempo leu palavras rápidas tendo escutado algumas conversas.
Algumas centenas de anos no futuro e o tempo começou a ler sobre mais coisas.
Já com linhas e acentuação.
Com sinais e parágrafos.
E mais palavras eram escritas ao lado de desenhos ilustrando muitos momentos.
Sobre a distinção da natureza nos seus continentes.
Sobre nascer,crescer e viver.
Com lápis e canetas.
Com novas palavras e mais significados.
O tempo também percebeu a diversidade de palavras nesses continentes.
Sobre convívio,diferenças e superações.
Palavras de reconhecimento,dúvidas e certezas.
Palavras que escreviam sobre coragem,força,amizade.
Que foram escritas nos inúmeros livros,revistas e jornais.
E ainda são.
Em cada continente com uma diferente acentuação,na forma como cada palavra é dita ou escrita.
Com uma nova ortografia,símbolos e novas definições.
E o tempo ainda lerá mais.
E escutará novas palavras.
Sobre mais esperança,perdão e dignidade.
Pois ainda quer continuar aprendendo sobre coisas maravilhosas do Planeta Terra e a sua grandiosa natureza.
Significados com apenas uma palavra ou frase.
Ou até mais do que isso.
Minúsculos Grãos Que Voam.
Ao longo de uma grande natureza estão os grãos.
Minúsculos e amarelos.
Minúsculos e marrons ardentes sob o Sol.
Minúsculos aos grandes ventos.
Que vêm de longe.
Onde o céu está.
Grãos empoeirados e finos.
Grãos minúsculos nos muitos caminhos.
Que são tocados pelos ventos.
E os seus jeitos invisíveis.
Ventos do céu que espalham os minúsculos grãos.
Sentidos de muitas formas nos seus reencontros velozes.
Até com um simples toque um grão vai para um lugar mais distante.
E mais de um é levado através dos ventos.
Grãos que caminham por lados naturais.
Com outros grãos formam caminhos de terras e poeiras.
Com mais grãos e por muitas vezes pedras formam montanhas e montes.
Com a leveza dos ventos conseguem ir formando desertos e praias.
Mesmo sendo minúsculos fazem grandes coisas.
De grão em grão iluminados pelo Sol.
O azul do céu indica os seus caminhos.
Muitas vezes empoeirados e ardentes.
Em cada montanha e monte está um minúsculo brilho.
Grãos que vieram de longe em um tempo que passou.
E que viu mais grãos vindos com os ventos.
Até mais de perto.
Cada grão se une a um outro trazido pelos ventos.
Que também vêm dos mares.
Com grãos das profundezas das águas nos seus jeitos.
Alguns são brancos e finos,principalmente os das praias.
Os dos desertos são mais amarelados e brilhantes.
Porque o Sol brilha um pouco mais forte.
Em cada grão no seu bem-querer desértico.
E por lá estão mais ventos.
Voando invisíveis e com carinho.
Aos seus minúsculos grãos.
Sem que precisem de asas,voam distante.
Ou para mais perto de algum grão que está a espera de um outro para irem nas asas dos seus grandiosos movimentos.
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
Eu só queria um punhado de felicidade,
Um átomo de luz nesta treva imunda.
Mas a alma, ferida, clama em vão por paz,
Em meio a este caos, a dor me consome.
A vida, um labirinto sem saída,
Um abismo negro, onde a esperança se afoga.
A carne, prisão da alma atormentada,
Em decomposição lenta, feito folha seca.
O cosmos, indiferente, gira em seu eixo,
Enquanto a Terra geme, em sofrimento eterno.
A ciência, impotente, não cura a dor,
E a fé, um véu frágil, que se desfaz ao vento.
A morte, alívio cruel, me chama a si,
Um sono profundo, sem pesadelos e aflições.
Mas a vida insiste, em sua crueldade,
E eu sigo, arrastando meus passos, em direção ao fim.
Um punhado de cinzas, tudo que restará,
Quando a alma se libertar desta prisão carnal.
E no silêncio do nada, encontrarei a paz,
Que em vida, me foi negada.
Sob os arcos quebrados da mente,
uma tempestade uiva, faminta, feroz.
Correntes elétricas dançam nos nervos,
os demônios abrem portas que nunca fechei.
A ira cintila como aço em lâminas finas,
a dor entalhada em ossos como runas de ferro.
Ecos de gritos rasgam o silêncio da carne,
uma orquestra brutal de desespero visceral.
O coração, um tambor torturado,
bate no compasso de desejos caóticos.
A alma, um pergaminho carcomido,
assina seu nome em sangue e sombra.
Oh, cosmos negligente!
Deixe este fogo consumir o que resta,
deixe as cinzas deste espetáculo cruel
sopradas para longe pelos ventos do esquecimento.
Mas mesmo nas ruínas, algo rasteja,
voraz, faminto, indomável.
Uma fera sem rosto, sem remorso,
e seu nome é meu.
Sob um céu onde o tempo se desfaz,
Duas almas encontram o eterno compasso.
Na dança macabra entre a vida e a morte,
Se entrelaçam, desafiando o corte.
Os ecos de um juramento sagrado,
Ressoam nas criptas onde o silêncio é guardado.
Nem o frio do mármore, nem o peso do chão,
Pode deter a ardente união.
Eles caminham entre o limiar sombrio,
Sombras e luz fundem seu brilho.
E em cada suspiro, em cada tormento,
Renascem, imortais, em doce sofrimento.
Quando o véu da mortalha cobre seus olhos,
Ainda assim, suas almas, eternos escolhos,
Se encontram, se tocam, se tornam um só,
Num amor que o cosmos nunca destrói.
As estrelas podem cair e o mundo ruir,
Mas na vastidão do além irão insistir,
Porque mesmo diante do abismo e seu poder,
Essas almas juraram nunca se perder.
Na cripta poeirenta, onde a luz hesita,
Sob arcos quebrados que o tempo medita,
Um homem aguarda, de alma trespassada,
A dama da noite, a espectral amada.
Não carne mortal, mas sombra e desejo,
Com asas de couro e um frio cortejo
De sussurros lascivos que o vento conduz,
Ela emerge das trevas, banhada em não-luz.
Seus olhos são poços de estrelas extintas,
Promessas de gozos e dores infindas.
A pele é alabastro tocado por gelo,
Mas queima o mortal num profano apelo.
Ele busca o toque que a vida abomina,
A garra suave que a carne combina
Com a dor extasiante, o arrepio letal,
Um beijo que rouba a centelha vital.
Entrelaçam-se os corpos em dança sombria,
O mármore frio, a febre que arrepia.
Seu hálito é enxofre e jasmim decadente,
Um vinho amargo que o embriaga e mente.
Mordidas que marcam, não só pele, mas ser,
Um pacto selado no impuro prazer.
O sangue que escorre, um rubro detalhe,
Na tela macabra onde o amor não falhe.
É um amor de abismo, de fim iminente,
Nutrido na ânsia do que é diferente.
Ele, prisioneiro do encanto infernal,
Ela, demônia achando um gozo mortal.
E quando a penumbra reclama seu vulto,
Deixando-o vazio, sozinho, inulto,
Resta a marca na alma, o frio do além,
Do amor proibido com quem não convém.
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
