O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
Pode abusar do pouco de paciência que luto para ter, agora não me venha reclamar quando você de fato precisar dela e não achar... Lembre que eu já queimei todo meu pavio curto com suas futilidades. Não confunda bondade com ser besta!!!!!
Ai você não sabe se é hipocrisia ou falsidade, ou falso moralismo ou tudo junto numa mesma panela pra fazer aquela quentinha requentada... Enfim,viva a vida e seus personagens mais caricatos que mocinha de novela das oito!!!
Queria acordar e ver que tudo não passou de um sonho ruim. Que vc ainda é minha e que ainda me ama acima de tudo e apesar de tudo. Mas quando percebo que estou acordado e que isso não é um sonho, meu coração sangra de uma forma tal que minha alma desfalece dentro em mim e tudo o que penso é que a realidade é dura e imutável, mas que um dia, possivelmente vou superar.
Saudade de seus beijos que me despiam... De sua boca carnuda que em doces mordidas me fazia perceber que o mundo era mais completo quando estava ao seu lado!!
Intimidade não suprirá tanta carência
Adorar você é de fato inevitável
Ninguem precisou me provar teu valor
Cederia facilmente ao teu amor...
Agora sorria e ilumine de vez meu dia
São teus pecados, teus contatos físicos e não físicos, incontáveis e divertidos.
E eu? Já não descarno, nem sangro.
A foice me negou, mas ainda a desejo.
Pois no silêncio do limbo, um som ecoa,
belo, terrível e eterno, que apenas eu posso ouvir.
Seu olhar, outrora inocente, tornou-se o eco do nada, uma escuridão tão densa quanto o abismo de um buraco negro, cujo magnetismo me arrastava irresistivelmente para a perdição.
Cuidado ao sumir…
Quando voltar, até teu próprio reflexo poderá te estranhar.
A apatia silenciosa sussurra, te observando.
A solidão pode ser tentadora e viciante.
Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.
Enquanto o mundo se perde em transgressões, até Deus carrega em si a escuridão que o próprio homem alimenta.
A imprudência é o tempero da memória; sem ela, tudo se torna linha reta e esquecimento.
Desvie, tropece, arrisque-se.
É nas curvas que a vida escreve suas histórias.
É fácil seduzir, difícil é partir. A coragem de iniciar histórias é comum; a de encerrar, rara. E é nesse silêncio do fechamento que se mede a dignidade de um homem.
O inesperado toca mais fundo do que confirmar expectativas.
Nada emociona mais do que o que foge do roteiro.
