Nunca Amei Ninguém assim
Não confio em quem tem todas as respostas, pois o mundo é feito de perguntas que ninguém ousa formular.
O amor que se estende a todos não alcança ninguém; é uma moeda inflacionada que perdeu o seu valor de compra.
Ninguém precisa vender a alma ao diabo.
Basta doá-la voluntariamente: pregue o ódio, pratique racismo, machismo, elitismo, homofobia e, como bônus, explore a fé dos outros para ficar rico. O inferno agradece o trabalho voluntário!
Ninguém prova a eternidade da ordem. No início, talvez nem Deus fosse mais do que um lampejo de desordem.
Se deus tem um backup de todas as almas, então está liberado matar, porque ninguém destrói ninguém de verdade, só antecipa o encontro.
O cristianismo não salvou ninguém da morte. Só inventou uma história infantil para você não reclamar enquanto morre.
Só a verdade de fato ofende, pois ela é o espelho do ser, e ninguém gosta de ver sua feiura refletida.
Se existe um deus, ela terá de admitir: ninguém na história a caçou com tanta obstinação quanto o senhor Bob Kowalski.
O mundo seria tão chato sem religiões! Se ninguém acreditasse em superstições ridículas, como eu ia me divertir zombando? O verdadeiro problema, claro, é que essas ideias tolas são usadas para governar o "estado" e moldar as leis, transformando um circo de bobagens em um império de poder.
Há tanta beleza e significado no mundo que, às vezes, choro escondido, para que ninguém pense que ainda acredito na divindade.
Eu que não amo ninguém
Eu que não amo ninguém
Sou quem não sofre então
Pelos outros, ao menos, não
Sofro por mim, isso sim
‘Eu te amo’ é muito forte
Para falar para qualquer um
É por isso que não falo
Tenho gosto, amor nenhum
E não pense que é revolta
Algum insucesso ou desilusão
Eu até curto, isso não nego
Nunca recusei uma paixão
O amor é que é complicado
Ele enfraquece o coração
Nos preocupamos um bocado
E, no fim, só resta a solidão
Diga-me um amor bem-sucedido
Que lhe direi dez na contramão
A alegria é passageira, irmão
Leia isto antes de estar caído.
A vida virou um rastro de dados, e o corpo , um endereço onde não mora mais ninguem : fomos despejados de nós mesmos pelo ruído do mundo que acabe na palma da mão.
