Nunca Amei Ninguém assim
Seja cientista de si.
Ser cientista de si é abrir gavetas onde ninguém jamais olhou, é encontrar restos de ecos antigos e etiquetá-los com rigor e reverência. Cada memória se torna um organismo estranho, cada emoção, um vírus que infecta sem aviso. Não se trata de curar, mas de observar: estudar as mutações do próprio desejo, as derivações do medo, as metamorfoses do amor que insiste em nascer nos lugares errados.
O corpo é um microscópio que às vezes faz truques com a mente — é um campo de ensaio onde hipóteses explosivas dançam e se desintegram em segundos. Ser cientista de si é aceitar que não há controle, apenas registro. Registrar a instabilidade, o colapso, a beleza que surge do caos interno. É perceber que algumas experiências não se replicam, algumas falhas são únicas, algumas feridas ensinam mais que qualquer vitória.
E no centro desse laboratório, no silêncio que não cabe em palavras, surge a maior descoberta: que o sujeito estudado é também quem observa, e que cada experiência de si é um prisma que reflete infinitos mundos. Ser cientista de si é um gesto de coragem quase selvagem — olhar para dentro e perceber que o experimento nunca termina, e que cada segundo é irrepetível, insubstituível, imprescindível.
Quando se faz o que tem vontade, você não cobra nada de ninguém; quando faz a vontade dos outros, você se sente na necessidade de cobrar.
Quando você não obedece a ninguém e não manda em ninguém, não faz o que pedem, não trabalha no que querem, não age como querem, mas faz apenas o que quer, o que tem vontade, o que te satisfaz, o que te faz viver, para você, para sua vida, para o seu eu, sua vida fica muito melhor.
Não obedeço, nem mando em ninguém, apenas vivo, fazendo o que me dá vontade, o que me satisfaz, o que me acrescenta, o que me muda para melhor, o que me evolui internamente, por mim mesmo.
Ninguém está longe de você; estamos todos no mesmo universo, no mesmo planeta, na mesma vida, no mesmo coração.
Cada um tem suas lições na vida para aprender; ninguém ensina ninguém; as pessoas aprendem o que querem, quando querem.
Ninguém morre de fato, porque todos que morrem continuam vivos nos corações, nas lembranças, nas ideias, nas obras, na vida.
Dizem que o amor é uma arte, mas ninguém avisa da coragem de segurar o pincel quando a tinta está prestes a acabar.
O amor é arte porque não vem com manual, vem com risco, entrega e coragem. A gente aprende errando, sentindo, caindo e tentando de novo.
Toda obra de arte, mesmo sem cor, nem sempre precisa de tinta, mas de ser entendida como arte.
Assim como um relacionamento: não é só o lado bom que é bonito, mas amar também o que é difícil, pois são essas partes que completam o quadro.
Para toda obra bonita, às vezes ela dói antes de ficar pronta.
Para um bom pintor, é necessário enxergar além das pinturas.
"Aprendendo em Silêncio"
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e tenham paciência, para que a vida e o tempo se encarreguem de fazer o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, existe pessoas que não darão a mínima e jamais conseguirei convence-las.
Aprendi que preciso escolher entre, controlar meus pensamentos, ou ser controlado por eles.
Que os heróis são pessoas comuns que fazem o que acham certo naquele momento, independente do medo que sentem.
Aprendi que não importa o quão meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por isso.
Aprendi que certas pessoas vão embora de nossas vidas de qualquer maneira, mesmo que queiramos rete-las conosco para todo o sempre.
Aprendi, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil e não ferir ou magoar as pessoas.
Por fim, aprendi que será difícil dizer EU TE AMO quando já foi dito uma vez, a alguém ao qual desprezou esse amor
Do fundo do poço ninguém passa, mas o declínio da queda livre sirva para aprender não despencar outras vezes.
