Nosso Amor So Aumenta
Nem tudo que desacelera está quebrado. Às vezes, só está pedindo um jeito mais verdadeiro de continuar.
Eu só quero que os meus passos floresçam e que as sementes deixadas pelo caminho se transformem em vida🌷
Quem simula intolerância ao sistema corrupto, geralmente só quer garantir a permanência do seu monopólio.
Raízes de Vida, Voz de Alegria
A vida não é só o que se vê,
é o sopro que faz o coração bater,
é a raiz que se enterra na terra,
e cresce forte, sem medo de guerra.
Ela dança no ritmo do vento,
no passo que segue o pensamento,
movimento que não tem fim nem começo,
que transforma o peso em leveza e preço.
A alegria é a canção que habita,
não é só riso, é alma que palpita,
é o cantor que leva a voz ao céu,
desenhando caminhos onde o medo é véu.
Ele canta não só com a garganta,
mas com a essência que se levanta,
cada nota é um pedaço de alma,
que cura, que acalma, que acalma.
Dança é o corpo que fala sozinho,
expressa o amor, o desejo, o caminho,
cada movimento é uma história contada,
de vida, de luz, de jornada abençoada.
Alegria não é um instante passageiro,
é o fogo que arde no peito verdadeiro,
é ver beleza no que é simples e comum,
é sentir que a vida vale a pena, sim, um por um.
Vida é o palco, dança é a arte,
canto é a voz que não tem parte
que se cala, que se esconde, que some —
pois a alegria é o que faz tudo ficar em tom.
E quando o cantor levanta sua voz,
ele liberta o que está preso, o que é dó,
transforma a tristeza em melodia pura,
e a vida ganha nova forma, nova cura.
Assim, entre dança, canto e existir,
a alegria é o que nos faz seguir —
não só viver, mas sentir com profundezas,
na mais bela, na mais rica das certezas.
Sonho
Demétrio Sena - Magé
Embora um pouco tristonho,
por só achar avaria,
não desisti do meu sonho;
fui a outra padaria.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
" Cada momento difícil que enfrentamos em 2025, só diz uma coisa.
A fidelidade de Deus nos acompanhou e conseguimos vencer cada momento adverso."
Deus seja louvado
Só queremos a receita
Vocês estão cheios de informação
Eu estou informando minha insatisfação
Vocês têm respostas demais,
Que jamais alcançariam sem minha paz
Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro
Rejeitam plenamente o confeiteiro
Não explico pro anel porque existe o dedo
Como não preciso acalmar quem me julga por medo
Não sou ditador, não dividi o que era uno
Mas não há em vocês nenhum suprassumo
Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro
Rejeitam plenamente o confeiteiro
A paciência é eterna... o tempo é curto
Minhas respostas sinceras... são consideradas dogmas cultos
Querem medir, replicar, dizer se é falseável
Enquanto resumo, pra muitos, que seu temor é notável
Querem saber a receita do bolo,
Como tolos querem os ingredientes
Mas esnobam quem, fez primeiro!
Rejeitam PLENAMENTE o confeiteiro!
Sigo minhas regras, respeito minhas leis!
Deixo, que façam o que queiram, não dependo dos seus reis!
Patologia do caos! Enfermeiros doentes!
Coachs do sucesso inerte! Vídeos viciantes!
Da internet! Paisagismo orbital! Modelismo!
Confuso em fractal!
Entendam como quiser...
Mas não me impute suas falácias de poder!
CRÔNICA:
QUEM DERA...
BY: Harley Kernner
Às vezes, a gente só quer fugir. Não para um lugar distante no mapa, mas para um canto onde o tempo se dobra e a realidade se dissolve. Era uma tarde dessas, o sol ainda alto, mas já com um tom alaranjado que prometia o fim do dia. Sentei-me no banco da praça, observando o movimento miúdo das pessoas, cada uma imersa em sua própria urgência. E, de repente, veio aquela vontade: de trocar o asfalto pelas estrelas, de sentir o calor de um amor que, de tão intenso, quase sufoca, mas de um jeito bom, sabe? Um amor que quebra o silêncio do universo com o barulho de dois corações que se entendem sem palavras.
Quem me dera se, naquele instante, alguém me raptasse. Não um rapto de filme, mas um arroubo de carinho, um abraço apertado que desenhasse no meu peito a certeza de um sentimento. Um desses encontros que a gente sonha, onde o olhar diz mais que mil discursos. Mas a vida real é feita de sutilezas, de quase-encontros, de olhares que se cruzam e se desviam. E a gente fica ali, no banco da praça, com a melodia de um desejo que não se concretiza, mas que pulsa forte.
Já que não há rapto, nem beijos que aprisionem, a gente se permite sonhar. Sonhar com braços que acolhem, com a chance de beijar a alma de alguém, de inalar um perfume que acalma e faz esquecer o mundo lá fora. Adormecer no colo, mesmo que seja apenas na imaginação, é um consolo. É a beleza do efêmero, do que poderia ser, do que se anseia.
E a gente pensa: "Por favor, que esse rapto venha logo. Que esse doce cativeiro do coração se concretize." Quem dera fosse hoje, nesse exato momento, antes que o sol se ponha de vez e a noite traga apenas a lembrança do que não foi. Mas, por enquanto, a crônica da vida segue, e a gente continua sonhando, esperando o dia em que o "quem dera" se transforme em "um rapto real".
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular.
