Nosso Amor So Aumenta
Os outros enxergam a superfície, só eu conheço o terremoto interno. E é no tremor constante que descubro minha real resistência. Pois quem treme, vive. E quem vive, formula sentido até no abismo.
A esperança às vezes é só isso: uma vela pequena num quarto grande. A vela não engana, sua luz é frágil e treme ao primeiro vento. Mas enquanto arde, confessa coisas que o escuro se recusa a dizer, e eu me agarro a esse fio de chama como se fosse um novelo de sentido.
Existe uma música que só tocamos na cabeça. Ela passa notas de perda e refrões de resistência. Se alguém escutar, talvez entenda por que sorrimos devagar. A vida é uma partitura mal escrita que insistimos em interpretar. E há beleza em quem desafina com propósito.
Há palavras que se escondem no bolso justo da memória. Aparecem só quando o corpo precisa de consolo. Algumas são duras, outras acariciam a garganta. Se pudesse, as colocaria em moldura e as olharia todas as manhãs. Seria um museu íntimo de pequenas verdades.
Toda paixão verdadeira carrega em si uma despedida, um adeus escondido entre beijos, porque só o que é intensoousa ser eterno.
Houve dias em que a fé foi mão que segurou a minha. Não fez milagres espetaculares, só presença. Quando tudo fraquejava, essa mão continuou. Hoje sei que presença é forma de sustento. E a gratidão a ela é meu alimento secreto.
A vida, às vezes, me ensina em pequenos parágrafos. Não há capítulos longos, só lições curtas e certeiras. Presto atenção e anoto em cadernos de bolso. Algumas tornam-se frases para dias de chuva. Outras eu queimo para libertar o peso antigo.
A dor só é insuportável enquanto a gente se recusa a nomeá-la, o reconhecimento é o primeiro passo para a anestesia.
Há flores que só florescem no concreto da dor e a beleza delas é a prova de que a vida sempre encontra um caminho.
O passado bate à porta às vezes, mas hoje eu só abro se for para aprender, memórias não me prendem mais, elas me guiam, com cuidado, mas guiam.
Sou feito de silêncio que observa e de palavras que só saem quando o coração manda.
Carrego intensidade nos gestos simples e profundidade nos detalhes que quase ninguém nota.
Não passo pela vida — eu sinto a vida.
Tenho alma antiga, dessas que acreditam em conexão, em energia, em olhar que fala mais que discurso.
Sou leal até quando isso dói, verdadeiro até quando o mais fácil seria fingir.
Meu afeto não é raso: quando gosto, é inteiro; quando cuido, é de verdade.
Não confundo paz com ausência — eu reconheço paz quando alguém chega e o caos se aquieta.
Amo em silêncio quando preciso, escrevo quando o peito transborda, e respeito mesmo quando meu coração pede mais.
Sou feito de luz, mas não ignoro minhas sombras — aprendi com elas.
Tenho fé no que não se vê, sensibilidade no que poucos entendem
e coragem de sentir num mundo que ensina a endurecer.
Sou intensidade com propósito.
Sou sentimento com consciência.
Sou alguém que ama bonito, mesmo quando ama quieto.
Daqui não se leva o corpo,
nem o disfarce.
Só o que fomos
quando ninguém estava olhando.
Do que vale uma vida de vaidades e aprovação comparado a eternidade?
Eles mudam de mascara apenas, não se iluda. Natal é todo dia, não é só pra sair na foto. Punição equivalente é justo para quem sem pena invalida a existencia do seu irmão para sublimar o ódio. Chega de absurdo, não tem como deixar coisas assim sair impunes, covardias disfarçadas de vitimismo.
Ele pode destruir todas funções cognitivas das vítimas, destroem as escolhas do futuro de um individuo que tem sua dignidade cognitiva. Traumas promovem eventos irreparáveis na perspectiva do outro.
Não basta divulgar e a vaidade promover, tem que criar força para advogar. Todos juntos deixamos o exemplo que os jovens irão seguir. apertar a mão do vazio em silêncio não isenta da culpa. Os números já entregam o colapso da moral. Em nome de todos que amam mulheres, crianças e animais, chega de passar pano pra coisa errada.
"A vida me ensinou muita coisa, só não me ensinou a não gostar de você!"
Otávio ABernardes
Itumbiara, 24 de janeiro de 2026.
