Nosso Amor So Aumenta
Sobre a dependência do tempo, temos o nosso coração, que intensificado pela dúvida de vivermos amando, acabamos por nos transformar em seres quase inutilizados pela amargura da ingratidão.
Para estabilizarmos a economia do nosso País, neste tempo de pressão pandêmica, devemos, antes de mais nada e sobretudo, nos assumir como sendo, patriotas e cidadãos comprometidos com a Pátria e com as famílias mais vulneráveis.
Sobre o nosso sucesso, está escondido o medo do que não queremos perder, mas, na ânsia de buscarmos a prosperidade deixamos o tempo levar a brisa que um amenizou a intensidade do calor que aqueceu o nosso coração.
A lógica alcançada pelo nosso pensamento acerca do mundo, nunca será suficiente para entendermos os fenômenos que abalam a natureza humana.
A única certeza que temos sobre o nosso alento, é o sentimento voltado ao facto, de que todos os seres vivos são mortais.
A independência nos libertou do jugo Colonial e, torno-nos, donos e senhores do nosso próprio destino, por isso, protejamos a nossa liberdade como se da nossa vida se tratasse, respeitando a data mais importante para esta Nação, não banalizando com manifestações, que acabam por desonrar a memória dos muitos dos que tombaram em nome desta terra.
Podemos alertar o nosso Governo dos males que ainda fazem morada na vida de muitos angolanos, mas, devemos viver e celebrar a nossa independência sem muitos alaridos, de modo a buscarmos forças que nos possam levar a alcançar a estabilidade sócio-econômica aí onde parece já não haver esperança.
A independência de Angola deve fazer vibrar o nosso coração, fazer emergir em cada um de nós o sentimento de bem-estar, a honra de ser livres e a vontade de querer tornar esta Pátria num lugar extraordinário para se viver.
A vida é um mar tenebroso, onde navegamos sem conhecer o nosso destino, mas, ainda assim, aceitamos viver a doce aventura de buscar felicidade sobre as ondas infinitas que nos são proporcionadas pelos marinheiros do tempo, a quem chamamos companheiros de percurso, vulgo AMIGOS.
Os amigos em alguns momentos, são o reflexo da nossa alma desencontrados pelo nosso espelho, são a ansiedade desregulada que refletem os nossos anseios a cada dia que vivemos.
O desejo de mudarmos o rumo do nosso País, deve ser a tônica da mente dos jovens, mas, temos de olhar para o progresso sócio-econômico como base e garantia de equilíbrio dos nossos actos, pois, quebrar para depois perder tempo a procurar reparar, é o que tem imperrado a nossa bela NAÇÃO.
A nossa mente é o nosso maior confidente, mas, não consegue guardar um segredo que seja, a capacidade absorvente do coração.
A dor não é uma censura para o nosso coração, é apenas a força sublime dada a nossa mente, que nos transforma em seres melhores e mais bem talhados para enfrentar as adversidades da vida.
O lar confortável da nossa alma é tão-somente a nossa mente, pois, é sobre o nosso pensamento, onde se conserva a essência do que somos e, do que pretendemos ser.
Adaptamos a nossa vida ao batimento do nosso coração, que muitas vezes forte como o aço, nos leva acreditar que somos seres imortais e muito amados.
Lapidamos em nosso ser a versão da honestidade que habita em nós, mas, nem sempre conseguimos ser puros, quando as circunstâncias exijam.
A literatura é o cheiro que tonifica o nosso olfato em tempos de crise ... É a vida que vivemos em dias de solidão.
