Nosso Amor So Aumenta
Defende teu sonho com a garra de quem sabe
que o mundo é feito de muros,
mas o coração, de pontes.
Então, vai lá, se afasta do caos,
deixa a lista de "tenho que" pra lá por um tempo.
Viver é alinhar o teu mundo de dentro
com o mundo que você cria lá fora.
Nem tudo é sobre você. Nem tudo precisa da sua voz. Há uma nobreza em se conter, em não se meter onde não foi chamado, em perceber que algumas batalhas não te pertencem. A gente esquece que silêncio também é uma forma de presença, talvez a mais difícil de todas. Porque exige humildade, exige segurar a língua quando ela insiste em querer dar conselhos não pedidos, emitir opiniões que ninguém solicitou. Por isso, o melhor que podemos fazer por alguém é simplesmente ouvir. Não confunda se calar com ser omisso. Há uma grande diferença entre ignorar e compreender o momento de não interferir. Nem tudo que você acha certo é certo para o outro, e nem toda opinião sua vai transformar a vida de alguém. Então, ao invés de ser a voz que interrompe, tente ser o ouvido que acolhe. Ao invés de ser o dedo que aponta, seja o ombro que suporta. O silêncio também tem sua poesia. E às vezes, o maior gesto de amor é apenas deixar o outro existir, sem invadir, sem impor, apenas respeitando.
A decisão
Quando tudo parece não está de acordo com o que desejamos.
Pensamos em desistir de quem amamos
Pensamos em ser o melhor caminho
Partir ...
Mas basta um olhar sincero e toque com carinho que todas as certezas já são incertas
Como viver sem aquele amor ? Como viver sem aquele cheiro dos lábios encostando em seu rosto?
Certamente eu estou presa e quero e preciso dessa prisão:porque uma coisa é óbvia meu amor é todo seu e você é a luz dos meus dias.
Nada do que dizem sobre você é capaz de definir quem você é. Absolutamente nada. O que precisamos aprender é a olhar nossa bagagem com respeito, mesmo que ela esteja repleta de erros, equívocos ou escolhas questionáveis. É nossa responsabilidade dizer "não" a quem usa esses erros do passado para definir o que somos ou o que seremos. Aprender é um processo de construção que nunca termina. A vida sempre nos permite continuar seguindo, organizando o que precisa ser ajustado. Portanto, não se deixe abalar por quem não conhece sua história, suas dores, sua jornada, e não sabe o quanto você caminhou até aqui.
Em alguns momentos, a vida pode nos exigir mais delicadeza, mais respeito por nós mesmos e mais atenção aos nossos próprios sentimentos. Não adianta correr, não adianta adiar e não adianta gritar. Em certas ocasiões, a vida vai nos cobrar que abaixemos o tom e falemos baixo para podermos nos ouvir. Ela vai pedir que desaceleremos os passos. Vai exigir calma de nós. E não há saída. É preciso parar, respirar e descansar o coração. A vida vai dizer "cuide-se", "ouça-se", "mude de onde está". E quando isso acontece, só existe dois caminhos: obedecer ou desmoronar.
Confio muito em Deus e no que Ele tem reservado para mim. Sei que tudo o que estou vivendo é um processo, uma preparação, e que preciso aprender as lições que a vida me traz. Embora possa parecer que estou sozinho e que ninguém está ouvindo ou vendo minhas lágrimas, sei que Deus está sempre comigo, ao meu lado, sustentando meu corpo, alimentando meu espírito e iluminando meus passos. Embora muitas pessoas possam duvidar de mim e de minhas intenções, Deus conhece meu coração, me protege e me guarda de todo o mal. No final das contas, é isso que importa.
Acorda pra vida! Faça a sua parte, faça o que é importante para você. Esqueça o que os outros dizem, esqueça o que os outros fazem. Concentre-se em sua própria jornada, em seu propósito e em sua caminhada. Preocupe-se em acender sua luz para iluminar o caminho à frente. Apenas olhe para trás para lembrar de tudo o que te trouxe até aqui: suas bagagens, experiências, medos e coragem. Você é resultado de tudo o que passou e o seu futuro depende muito do que você faz agora. Então, não perca mais tempo e concentre-se no que só você pode melhorar - concentre-se em si mesmo.
Querida Fernanda,
Os dias parecem estranhos ultimamente. Talvez você esteja por aí buscando forças, buscando um milagre para chamar de seu. Procurando uma luz no final desse túnel gigante e aparentemente infinito. Mas eu queria te lembrar que Deus nunca soltou a sua mão. Ele está aí contigo, acalentando o seu coração. E por mais que, em alguns momentos, você sinta desespero, é a sua fé que te acalma. Mesmo que você acredite que ela esteja escapando do seu alcance, é a fé que tem te sustentado, que tem te feito continuar seguindo a sua jornada. Acredite, moça, você é o seu próprio milagre. Você é a luz capaz de iluminar os seus próprios passos. Não deixe de continuar seguindo em frente. Não desanime agora. Se por acaso estiver cansada, descanse. Respire. Beba água. Mas não desista de continuar em busca do que te move. A sua esperança, moça, é o seu guia.
A vida, meu caro, é esse eterno jogo de esconde-esconde. A gente passa anos, décadas até, buscando respostas, soluções mágicas que nos livrem do caos, da bagunça interior que insistimos em maquiar com sorrisos para os outros. Mas, no fundo, a gente sabe que não é lá fora que a verdade está escondida. O problema é que somos mestres na arte de fingir que não sabemos.
Dentro de nós, há uma força bruta, um impulso que poderia mudar tudo, revolucionar o mundo que construímos. Mas, o que fazemos? Enterramos isso tudo, como quem esconde um tesouro no quintal e depois esquece onde enterrou. Porque, vamos admitir, dá medo. Medo de encarar a própria sombra, medo de descobrir que não somos tão pequenos assim, que há um gigante esperando para despertar e tomar as rédeas da nossa vida.
E aí, seguimos nesse teatro ridículo, presos em nossas inseguranças, acreditando nas mentiras que nos contaram — e que acabamos repetindo para nós mesmos. “Você não é capaz”, “Você não é digno”. E essas vozes, essas malditas vozes, acabam definindo nosso destino, desenhando um caminho cheio de muros, onde deveriam haver pontes, janelas para o futuro.
Mas, se a gente para um pouco, se respira fundo e decide olhar pra dentro — de verdade, sem medo do que vai encontrar —, descobre que tudo que precisa está ali. Escondido, sim, mas presente. Amor, coragem, compaixão... Todas aquelas coisas que parecem papo de livro de autoajuda, mas que, na real, são a matéria-prima do que somos.
Só que, claro, não basta saber que estão ali. É preciso querer encontrá-las, é preciso fazer o trabalho sujo, cavar fundo e encarar de frente os monstros que a gente deixou crescer. E isso, amigo, não é para qualquer um. Porque não basta um desejo de mudança que dura até o próximo tropeço. É preciso um compromisso, uma decisão de ir até o fim, mesmo que isso signifique deixar para trás velhas certezas.
Haverá dias em que as sombras vão parecer invencíveis, que o medo vai tentar te convencer a recuar. E é nesses dias que você precisa se lembrar: o poder de virar o jogo está aí, dentro de você. Sempre esteve. Talvez você não precise de nada além de confiar nisso, de deixar essa força ganhar vida, quebrar os muros e iluminar cada canto escuro.
A vida que você merece está ao alcance das suas mãos. Só depende de você. E, por mais clichê que isso possa parecer, a verdade é que a escolha sempre foi sua. Sempre será.
Senhor, livrai-nos da depressão, da falta de perdão, de tudo que nos amarra e nos afasta! Livrai-nos de nós mesmos, do nosso vazio, do nosso egocentrismo, da falta de amor, da falta de respeito, da falta de afeto e carinho, da falta de tempo! Livrai-nos da falta de amor próprio, de amor ao próximo, de amor ao inimigo! Que eu possa tolerar os defeitos, os devaneios e até o excesso de felicidade do outro; mas que, acima de tudo, eu possa tolerar estes mesmos a meu próprio respeito, que eu possa tolerar o tempo ocioso comigo mesmo, em solidão!
O poder das nossas escolhas
Autoria: Diane Leite
Fui criada com o entendimento de que cada pessoa tem direito ao livre-arbítrio. E tem. Mas a liberdade, quando não é acompanhada de consciência, vira apenas uma fuga disfarçada.
Alguns usam o livre-arbítrio para ferir. Outros, para se esconder. Muitos, simplesmente, por não saberem mais sentir.
O que descobri — e quero te lembrar — é que junto com o direito de escolher, vem o dever de se responsabilizar por cada escolha. Porque não vivemos sozinhos. Somos parte de um todo.
E o que você escolhe... reverbera.
Com o tempo, aprendi a não projetar nos outros a minha forma de amar. Eles são eles. Eu sou eu.
E eu sou amor.
Dou amor. E continuarei oferecendo aos que me tocam com verdade — mas sem mais me abandonar para ser aceita.
Onde não há ressonância, há vazio.
E onde há vazio, não é o seu lugar.
Seu lugar é dentro de si.
Inteiro. Serena. Fiel ao que sente. Feliz por quem você está se tornando.
Em vez de sofrer pelas decisões dos outros, volte-se para dentro. Pergunte-se:
Como posso me amar mais hoje?
As escolhas alheias — na família, na amizade, no amor — pertencem a eles. E você, em sua liberdade, pode escolher a si. Pode partir sem culpa. Pode permanecer sem se anular.
Pode ser luz. E ainda assim, colocar limites.
Amar não é ser refém.
Perdoar é libertar-se.
Se você é sempre quem doa e nunca é recebida, talvez tenha esquecido que é a autora da sua própria história. Que pode reescrever o roteiro.
Que pode se escolher.
E que merece reciprocidade.
Ame com coragem.
Dê com inteireza.
Mas nunca mendigue o que deveria fluir.
Neste instante, escrevo com meu filho ao lado. Olho para ele e penso:
que sorte a minha por saber amar — sem me perder de mim.
Porque amar é isso: permanecer inteira…
O Bolo de Coco e os Dias da Semana
Por Diane Leite
Ainda deitada, com o corpo entregue ao travesseiro e a mente girando devagar,
ouvi a cena como quem assiste a um filme sussurrado pela casa.
Era manhã de domingo.
E por coincidência — ou delicadeza do destino —,
também era dia primeiro.
O bolo era meu.
Mas deixei meu filho de sete anos pegar.
Ele queria dividir com o irmão de vinte e um.
Só que o mais velho já tinha comido outro doce,
e eu disse:
“Come sozinho, meu amor. Esse é todo seu.”
E foi aí que a vida virou roteiro.
“Eu acho que eu não gosto tanto assim de bolo de coco…”
disse ele, pensativo, como quem descobre que cresceu um centímetro por dentro.
O irmão, curioso, perguntou:
“Mas que nota você deu?”
“Sete.”
“Por quê?”
“Porque hoje eu não tô gostando muito de coco.”
E o mais velho, com aquela sabedoria prática que só os irmãos mais velhos têm:
“Ah… é que você gosta de bolo de coco de segunda a quarta.
De quinta a domingo, você já não gosta tanto.”
Era domingo.
E eu sorri.
Porque entre uma mordida e uma conversa,
eles me deram a melhor metáfora para começar o mês:
— Tudo que é nosso pode ser ofertado.
— Tudo que sentimos pode mudar.
— E tudo que muda pode ser recomeço.
Na simplicidade de um bolo dividido,
aprendi de novo que o amor mora nos detalhes.
Que a escuta silenciosa é presença.
E que ser mãe é isso:
testemunhar o mundo sendo redesenhado todos os dias pelas palavras dos nossos filhos.
Às vezes, o bolo de coco é só bolo.
Mas às vezes,
ele é tudo que precisamos para lembrar
que até o amor tem gosto diferente dependendo do dia —
e tá tudo bem.
Porque amar também é isso:
respeitar o paladar emocional do outro,
e ainda assim, continuar oferecendo o melhor pedaço.
Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!".
Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto.
Literalmente esquecia.
Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê dessa técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria.
Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:
O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.
A vida gosta de surpresas e obedece à "lei do leite que transborda": Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.
Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.
Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, sms, e por aí vai. O celular com internet sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve...
Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer "linda e casual", capricha no perfume... e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e couve no cantinho do sorriso.
Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.
A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r...
E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta do que borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar.
Buscar um novo caminho, uma palavra fresca, um alívio. Mas como encontrar isso, se carregamos em nós a bagagem do ego ferido e do orgulho inquebrável? Pedir perdão é uma confissão de fraqueza, pensamos. Aceitar o perdão alheio é deixar que a pele queimada seja tocada. Que ironia: queremos a redenção, mas tememos a vulnerabilidade que ela exige.
E se o que buscamos não está fora, mas dentro? Talvez o conforto que procuramos em palavras de outros seja apenas um espelho — não para refletir, mas para distorcer. Porque é mais fácil culpar o outro ou a condição humana do que admitir que, no fundo, a miséria que nos prende tem raízes na nossa incapacidade de domar o ego, de calar o orgulho. Talvez sejamos apenas fragmentos partidos de um todo que nunca entenderemos, eternamente a oscilar entre a dor de ser e o desejo de transformar.
A esperança é uma febre que não queima, mas arde em silêncio, uma promessa que nunca foi feita, mas que insistimos em acreditar. É como deitar em um gramado úmido ao entardecer, sentir a terra fria contra as costas e a brisa carregando um cheiro de coisas esquecidas — da infância, talvez, ou de um sonho que nunca aconteceu.
E nesse momento, enquanto o vento invade os pulmões como se quisesse torná-los eternos, você percebe que a paz não é uma conquista, mas uma entrega. É um instante roubado do caos, um suspiro entre a tempestade.
As palavras para descrevê-la, se é que existem, são frágeis como fios de teia ao sol. Elas não dizem, mas insinuam. Porque a paz, quando vem, não se explica: apenas invade. Talvez seja isso que Clarice quis dizer tantas vezes — que há um mundo dentro de nós, maior do que qualquer compreensão. E nesse mundo, a esperança floresce como uma erva daninha teimosa, rachando até o concreto da nossa dureza.
O lar é mais do que um espaço físico; é um estado de pertencimento, um canto onde o mundo cessa e o silêncio respira. Pode estar na parede descascada de uma casa, na mesa velha que guarda histórias de risos e brigas, ou no calor que transborda de um olhar. O lar, de fato, são as pessoas — aquelas que acolhem nosso desalinho e com quem compartilhamos o peso da existência.
Mas e quando essas pessoas se vão? O lar desaba. Ficamos vagando dentro de paredes intactas, mas despedaçados por dentro. É uma ausência que grita, um vazio que ecoa na mobília, nas fotos, nos sons que não existem mais. Perdemos não só quem amamos, mas também quem somos, porque um pedaço nosso sempre mora nelas. A ausência faz de tudo uma recordação: a cadeira é o lugar onde ela sentava, o cheiro do café é o rastro de quem partiu.
E assim, o lar, que um dia era abrigo, torna-se um labirinto. Afinal, o que é um lar sem as mãos que o sustentam?
Se a minha sogra morresse, eu ficaria muito triste, porque ela é a mãe da minha felicidade, e eu sei que a filha dela não viveria sem ela. (LilloDahlan)
